
A atuação da Neoenergia Pernambuco em operações de organização da infraestrutura compartilhada de postes tem sido alvo de críticas por parte de pequenos provedores de internet no estado. Empresários do setor afirmam que equipes responsáveis pelas fiscalizações estariam realizando cortes e remoções de cabos de fibra óptica sem que, em alguns casos, fosse respeitado o processo de regularização previsto pelas normas dos órgãos reguladores.
As reclamações ganharam força nos últimos dias após provedores relatarem prejuízos causados pela retirada de cabos, caixas de emenda e outros equipamentos utilizados para fornecer internet a residências, empresas e órgãos públicos. Segundo os empresários, além das perdas financeiras, as ações podem comprometer a continuidade do serviço para milhares de consumidores, especialmente em localidades onde as grandes operadoras possuem atuação reduzida.
Os provedores ressaltam que não são contrários às ações de combate às instalações clandestinas ou às estruturas que representem riscos à segurança da população. O que defendem é que o ordenamento da rede ocorra dentro dos procedimentos previstos pela regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Provedores questionam valores cobrados pelo uso dos postes
Outro ponto que concentra as críticas diz respeito aos custos para utilização dos postes de energia elétrica.
Segundo empresários do segmento, alguns contratos apresentam cobrança próxima de R$ 12 por ponto de fixação, valor considerado elevado pelos pequenos provedores. Eles argumentam que a regulamentação conjunta entre Anatel e Aneel estabelece R$ 3,19 como preço de referência em procedimentos de resolução de conflitos relacionados ao compartilhamento dessa infraestrutura.
Na avaliação dos representantes do setor, a diferença entre os valores dificulta a regularização das redes e compromete a competitividade das empresas regionais, responsáveis por levar internet a municípios do interior, comunidades rurais e bairros onde a presença das grandes operadoras ainda é limitada.
Empresas afirmam que querem regularizar as redes
Os provedores destacam que a reivindicação não é pela manutenção de estruturas irregulares, mas pelo direito de realizar as adequações exigidas pelos órgãos reguladores.












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