Neoenergia monta operação especial para enfrentar chuvas previstas em Pernambuco

Da Assessoria

A Neoenergia Pernambuco preparou uma operação especial para minimizar os impactos das chuvas previstas para atingir o Estado neste fim de semana (27 e 28 de junho). De acordo com a previsão meteorológica, os maiores volumes de chuva devem ser registrados na Região Metropolitana do Recife.

Como parte do plano de contingência, a distribuidora reforçou o efetivo de equipes de prontidão nas áreas com maior risco de ocorrências. A operação também inclui o aumento do monitoramento remoto da rede elétrica e o reforço da atuação do Centro de Operações Integradas da companhia.

Entre as principais situações acompanhadas pela Neoenergia Pernambuco estão quedas de árvores sobre a rede de distribuição, lançamento de objetos na fiação, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia, problemas que costumam ocorrer com maior frequência durante períodos de chuva intensa.

Além do reforço operacional, a empresa informou que ampliou o plano de resposta para emergências, com o objetivo de agilizar o deslocamento das equipes e acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia em caso de danos à rede elétrica.

A distribuidora também alerta que alagamentos, deslizamentos de barreiras e bloqueios em vias de acesso podem dificultar a chegada das equipes técnicas a determinados locais. Nessas situações, o tempo necessário para o atendimento e a normalização do serviço poderá ser maior, especialmente em ocorrências de maior complexidade.

Atendimento 

Para facilitar o contato com a distribuidora, os clientes podem utilizar os canais digitais:

  • WhatsApp: (81) 3217-6990
  • Site: www.neoenergia.com/pernambuco
  • Aplicativo Neoenergia Pernambuco (Android e iOS)
  • Central de Atendimento: 116
  • É importante ter em mãos o número da conta contrato para agilizar o atendimento.

Segurança

Com o período chuvoso, a Neoenergia Pernambuco reforça orientações de segurança:

  • Não manusear equipamentos elétricos com o corpo molhado ou descalço;
  • Retirar da tomada aparelhos que não estiverem em uso;
  • Evitar utilizar equipamentos em locais úmidos;
  • Durante tempestades, permanecer em locais fechados e seguros;
  • Evitar contato com objetos metálicos dentro de casa;
  • Não se aproximar de fios caídos e acionar imediatamente a distribuidora pelo 116;
  • Nunca tocar em estruturas ou objetos que estejam em contato com a rede elétrica.

Bandeira tarifária de julho será amarela, mesmo patamar de junho, diz diretor da Aneel

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, antecipou nesta sexta-feira (26), que a bandeira tarifária para o mês de julho será amarela, mantendo o mesmo patamar verificado desde maio. Nesse nível, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

A maior parte das projeções já apontava para esse resultado. A cobrança, no entanto, é menor que a aplicada em julho do ano passado, quando vigorou a bandeira vermelha patamar 1, adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.

Feitosa explicou que a bandeira amarela reflete, desde o mês de abril, condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco. Nesse período, há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de térmicas que possuem custo mais elevado.

O acionamento da bandeira amarela foi feito após o volume de chuvas ficar abaixo da média, com projeções que já apontavam nesse sentido. De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no País.

O fenômeno do El Niño, no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

O volume de chuvas em março passado esteve em nível considerado satisfatório. Houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro, resultando na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Na contramão do país, Nordeste obtém repasse bilionário para segurar tarifa de energia

Consórcio Nordeste assegurou 5,5 bilhões de reais em royalties de hidrelétricas para garantir desconto de na conta de luz

Em uma articulação política bem-sucedida dos governadores do Nordeste em Brasília, os estados da região asseguraram 5,5 bilhões de reais em royalties de hidrelétricas. A medida vai permitir uma economia de até 5,8% nas contas de luz da população nordestina em 2026.

A negociação do bloco regional junto ao governo federal e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começou em dezembro de 2025. Esse escudo tarifário funcionará como um alívio frente à expectativa de reajuste médio de 8,6% nas faturas dos consumidores do restante do país, o que valoriza os esforços do Nordeste como polo produtor de energia limpa.

O repasse dos recursos será realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em parcelas mensais, com prazo de finalização até janeiro de 2027. A instituição injetará os valores nas contas das distribuidoras que operam na região como a Energisa Sergipe, Equatorial Alagoas, Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Neoenergia Pernambuco, com a finalidade de beneficiar exclusivamente os consumidores cativos (residências e pequenos comércios) localizados na área de abrangência da Sudene, autarquia federal vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Para o governador de Alagoas e presidente do Consórcio Nordeste, Paulo Dantas (MDB), o aporte é um reconhecimento ao protagonismo regional na geração de energia limpa no país: “Estamos agindo unidos para transformar a nossa potência energética em resultado direto na redução das contas de milhares de nordestinos. Esses 5,5 bilhões de reais são fruto de muito diálogo e trabalho técnico para proteger o poder de compra das famílias e garantir a competitividade do nosso setor produtivo”, justifica.

Além do desconto nas contas de energia, a iniciativa resolve uma questão técnica e financeira que costuma encarecer a tarifa no Nordeste, pois o dinheiro dos royalties também será utilizado para ajustar o cálculo de perdas da Aneel, evitando que o custo de operar em regiões com maiores restrições seja repassado diretamente ao cliente final na forma de aumento tarifário.

Conta de luz mais cara: governo admite pressão de subsídios, mas também culpa Congresso

O Ministério de Minas e Energia admitiu pressão de subsídios na conta de energia e disse ter limites para conter o preço das tarifas. O posicionamento foi dado em resposta a requerimento de informação protocolado pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). No documento, a pasta culpa também o próprio Congresso pelo aumento dos preços.

“O principal fator para o crescimento das tarifas da energia elétrica para o consumidor tem sido o acréscimo dos encargos setoriais, os quais são criados e/ou alterados por meio de leis ordinárias”, diz um trecho. As leis ordinárias são aquelas criadas pelo Poder Legislativo, ou seja, Senado e Câmara.

O Ministério disse que o valor das tarifas tem sido objeto constante de preocupação e que lançou uma série de medidas, mas citou que o trecho da medida provisória 1.300/2025, por exemplo, que previa a redução gradual até a plena extinção de determinados descontos tarifários “não foi aprovado” pelos parlamentares.

A pasta reconheceu que os subsídios e encargos do setor elétrico têm pressionado a conta de luz dos brasileiros, e citou como principal motivo a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia políticas públicas como a tarifa social, incentivos às energias renováveis e benefícios a determinados consumidores.

Em 2026, o orçamento da CDE foi estimado em cerca de R$ 52,7 bilhões, valor parcialmente bancado pelos próprios consumidores por meio da tarifa.

O governo também citou que os reajustes não seguem a inflação, pois incorporam custos específicos do setor, como a compra de energia, investimentos em infraestrutura e mecanismos de compensação regulatória. A pasta afirmou ainda que não pode alterar as tarifas de forma unilateral, já que os valores são definidos por contratos de concessão e pela regulação do setor.

Cuidado com ligações elétricas na hora de comemorar a Copa e as festas juninas, recomenda Neoenergia Pernambuco

Muita gente já decorou a casa e até a rua para vibrar com os jogos da Copa do Mundo que começou na última quinta-feira e já separou a lenha da fogueira para as festas juninas. Para que a animação não vire frustração ou coisa pior é bom conhecer as regas de seguranças. A Neoenergia Pernambuco preparou um guia de segurança com recomendações voltadas para moradores, síndicos e organizadores de eventos durante o período junino. O objetivo é prevenir acidentes.

Recomendações para áreas públicas e eventos:

  • Decoração: As bandeirinhas e faixas decorativas devem ser confeccionadas com materiais não condutores de eletricidade. É proibido fixar esses adereços em postes ou diretamente nos fios da rede elétrica.
  • Fogueiras e fogos de artifício: As fogueiras não devem ser acesas próximas a postes, pois o calor extremo pode danificar as estruturas e romper a fiação. O manuseio de fogos de artifício deve ser feito exclusivamente por adultos, em locais afastados da rede elétrica e de produtos inflamáveis.
  • Ligações clandestinas: A instalação de ligações irregulares (os populares “gatos”) para iluminar barracas ou cordões de lâmpadas é proibida. A prática sobrecarrega o sistema, eleva o risco de curto-circuito e configura crime previsto no Código Penal.
  • Uso de balões: A distribuidora reforça que soltar balões é crime. A atividade representa risco de explosões e incêndios caso o artefato atinja a fiação ou subestações.
  • Fios partidos: Em caso de cabos elétricos caídos no chão, a orientação é não se aproximar do local e acionar imediatamente a concessionária por meio do telefone 116.

Cuidados no ambiente doméstico

  • Instalações e enfeites: Deve-se evitar o uso excessivo de extensões e adaptadores (benjamins), priorizando o uso de filtros de linha. Os bocais de lâmpadas não devem ser utilizados como suporte para pendurar enfeites.
  • Manuseio de equipamentos: É fundamental não tocar em aparelhos elétricos com o corpo molhado. Diante de um caso de choque elétrico, o disjuntor geral deve ser desligado antes de qualquer tentativa de socorro à vítima.
  • Imóveis fechados: Para veranistas ou proprietários que vão utilizar imóveis que passaram muito tempo fechados, a empresa recomenda realizar uma revisão prévia das instalações elétricas, serviço que deve ser executado por um eletricista qualificado.

Em casos de atendimento de emergência que envolvam fiações elétricas externas, a Neoenergia pode ser acionada pelo número 116 – Central de Atendimento ao Cliente – 24h por dia, todos os dias da semana.

Aneel define bandeira amarela em maio e contas de luz ficarão mais caras

Torre de energia elétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (24), que será amarela a bandeira tarifária no mês de maio. Com isso, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

O anúncio ocorre devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado, de acordo com a Aneel.

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Adotado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta que permite que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no país.

“Com o acionamento da bandeira amarela, a Aneel reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico”, diz a Aneel em nota.

O impacto é direto nas contas de luz e nos custos das empresas, especialmente da indústria, que tem na energia um dos seus principais insumos.

Para o coordenador de Mercado de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Pataca, o anúncio confirma uma mudança relevante no cenário hidrológico.

— A entrada no período seco no Sudeste, onde estão os principais reservatórios do país, reduz a capacidade de recuperação dos níveis e já começa a pressionar o custo de geração, explica.

Segundo ele, o cenário ocorre em meio a um quadro climático ainda indefinido, sem confirmação do El Niño, o que amplia a incerteza sobre o comportamento das chuvas nos próximos meses.

– Esse conjunto de fatores aumenta o risco de acionamento de usinas mais caras e, consequentemente, a elevação da bandeira para o patamar vermelho já no início do segundo semestre, alerta Pataca.

O que significa cada cor e quanto custa cada bandeira?

  • 🟩 Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • 🟨 Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • 🟥 Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 4,463 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido;
  • 🟥 Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 7,877 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

A quem se aplica?

Todos os consumidores cativos das distribuidoras são faturados pelo Sistema de Bandeiras Tarifárias, com exceção daqueles localizados em sistemas isolados.

Conta de luz sobe e deve atingir quase 40% dos consumidores até junho

Os reajustes nas contas de luz aprovados e em análise na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já atingem ou devem atingir cerca de 35 milhões de unidades consumidoras no país em 2026, o equivalente a quase 40% do total de consumidores ainda no primeiro semestre, segundo levantamento feito com base nos dados da agência.

Em vários casos, os aumentos superam a inflação e chegam a dois dígitos, com picos próximos de 20%. Os dados mostram que distribuidoras de grande porte, como CPFL Paulista (SP), Coelba (BA), Enel Rio (RJ) e Copel (PR), concentram parte relevante desse impacto. Só essas concessionárias atendem milhões de consumidores e registram reajustes que variam de cerca de 12% a mais de 19%, dependendo do caso.

O cenário contrasta com a previsão média de 8% de aumento tarifário em 2026, divulgada pela própria Aneel em relatórios setoriais. Algumas distribuidoras tiveram aumentos mais moderados, na faixa de 5% a 7%, por conta do uso de mecanismos de alívio tarifário em algumas regiões.

No Norte e no Nordeste, parte das distribuidoras conseguiu reduzir o impacto dos reajustes com a antecipação de recursos ligados ao Uso de Bens Públicos (UBP), o que ajudou a manter os índices em um dígito.

Já nas regiões Sul e Sudeste, onde esse tipo de mecanismo teve menor efeito ou não foi utilizado na mesma intensidade, os reajustes aparecem de forma mais direta. É o caso da Copel, com 5 milhões de unidades consumidoras, cuja revisão tarifária em consulta pública indica aumento médio de 19,2%. E da CPFL Santa Cruz, com pouco mais de 400 mil unidades consumidoras, com revisão próxima de 19%. Ela atua em 45 municípios de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Além dos mecanismos regulatórios, os reajustes refletem pressões estruturais do setor elétrico. Entre os principais fatores estão o aumento de encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo para bancar políticas públicas custeado compulsoriamente pelos consumidores via tarifa.

Empresas de energia renováveis suspendem quase R$ 40 bi em investimentos e avaliam deixar Nordeste

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Folha de S.Paulo

Empresas do setor de energia renovável avaliam migrar do Nordeste, região de condições climáticas favoráveis à geração eólica e solar, para outros locais do Brasil, suspendendo investimentos próximos a R$ 38,8 bilhões entre 2025 e 2026.

O cenário se dá em razão de uma série de fatores. Além do lento crescimento da demanda por energia e o “curtailment” (corte forçado na geração), problemas já conhecidos, representantes do setor reclamam de uma recente elevação dos custos de operação, com a perda de vantagens fiscais e o aumento de exigências.

Integrantes do governo Lula (PT) ponderam que os benefícios fiscais concedidos no passado para impulsionar essas fontes alternativas não são mais necessários, uma vez que elas já ganharam espaço na matriz energética nacional. Com o mercado consolidado, dizem, agora é necessário ajustar a política tributária, para evitar que vantagens às energias eólicas e solares gerem um desequilíbrio no sistema energético nacional, encarecendo a conta ao consumidor.

Procurado por meio de sua assessoria de imprensa desde o último dia 27 de março, o Ministério de Minas e Energia não se manifestou até a publicação deste texto.

A maior parte dos empreendimentos de energia renovável está no Nordeste, região que é abundante em sol e vento. A Absolar e a associações que representam respectivamente as geradoras de energia solar e eólica (Abeólica) calcularam o impacto da crise no setor.

A primeira entidade afirmou que, durante o ano de 2025, 141 usinas devolveram suas outorgas. Elas somariam R$ 18,9 bilhões.

A Absolar acrescenta que, na comparação entre o projetado e o realizado no último ano, houve outros R$ 5,9 bilhões em investimentos frustrados.

Já a Abeólica disse que a desaceleração do crescimento do setor gerou cerca de R$ 14 bi em investimentos suspensos.

“Essa crise se agravou principalmente a partir de 2023, 2024 e o Nordeste, que recebe mais de 95% dos investimentos, está sofrendo. Nós temos inclusive fábricas no Nordeste demitindo e fechando por falta de investimento, de novos projetos”, afirma Elbia Gannoum, diretora-executiva da associação.

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O risco invisível que vem da tomada; saiba como evitar sobrecarga elétrica e incêndio, informa Neoenergia

“A energia elétrica não tem cheiro nem cor. Quando você percebe, já está diante do efeito, que pode ser um choque ou um incêndio”. O alerta é do gerente operacional da Neoenergia Pernambuco, Fábio Barros, e resume um risco que faz parte da rotina de milhares de pessoas dentro de casa, muitas vezes sem que elas percebam.

O uso cotidiano de aparelhos eletrônicos, feito de forma automática e sem atenção, pode esconder perigos sérios à segurança. Carregadores conectados o tempo todo, extensões sobrecarregadas e equipamentos sem certificação estão entre os principais fatores que podem provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios em residências.

De acordo com especialistas, o problema não está apenas nos equipamentos, mas principalmente na forma como são utilizados no dia a dia.

“O risco é uma combinação dos dois fatores: tanto a qualidade do equipamento quanto a forma de uso. Um aparelho fora do padrão ou utilizado de maneira incorreta aumenta muito a chance de acidente”, explica o engenheiro eletricista Fernando Carvalho, professor da César School, da Universidade de Pernambuco.

Sobrecarga silenciosa

Um dos principais perigos está na sobrecarga da rede elétrica, situação comum em residências onde vários aparelhos são ligados simultaneamente em uma mesma tomada ou em dispositivos como extensões e benjamins, conhecidos popularmente como “T”.

“A sobrecarga acontece quando você exige mais da instalação do que ela suporta. Com o tempo, isso gera aquecimento e pode provocar curtos-circuitos”, explica Fábio Barros.

Segundo ele, o uso desses adaptadores deve ser evitado sempre que possível. “Quando você usa extensão ou ‘T’, você multiplica o uso de uma única tomada, o que pode causar sobrecarga e acidentes”, afirma.

Fernando Carvalho reforça que esses dispositivos não devem ser usados de forma contínua. “O ‘benjamim’ é uma ligação improvisada, que deveria ser usada apenas em situações emergenciais. No uso constante, ele sobrecarrega a rede e aumenta o risco de aquecimento e incêndio”, alerta.

Ele também chama atenção para a capacidade elétrica dos equipamentos. “Hoje, muitos eletrodomésticos demandam mais energia, como air fryer, micro-ondas, máquina de lavar e ar-condicionado. Esses aparelhos precisam de tomadas e fiação compatíveis. Usar adaptadores nesses casos é um risco significativo”, explica.

Improvisos na rede elétrica também estão entre os principais problemas identificados. “Puxar um fio de uma tomada comum para ligar um equipamento mais potente, como um ar-condicionado, é um erro grave e pode sobrecarregar todo o circuito”, completa Fábio.

Carregadores e pequenos aparelhos exigem atenção

Apesar de compactos e presentes em praticamente todos os lares, os carregadores de celular estão entre os equipamentos que exigem maior cuidado.

O aspirante do Corpo de Bombeiros, Rafael Carneiro, explica que deixá-los conectados à tomada, mesmo sem uso, não é uma prática segura.

“Mesmo quando não está em uso, ele pode sofrer com picos de energia e apresentar falhas que levam ao superaquecimento”, afirma.

Fernando Carvalho chama atenção para outro fator: a qualidade dos dispositivos. “Carregadores falsificados ou de baixa qualidade podem fornecer uma tensão inadequada, o que danifica a bateria e pode gerar aquecimento excessivo. Em casos extremos, isso pode provocar incêndio”, explica.

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Neoenergia Pernambuco: saiba qual é a diferença entre Tarifa Social e Desconto Social e como pagar menos

Milhares de lares em Pernambuco têm direito a descontos na conta de luz via Tarifa Social ou Desconto Social. Destinados a beneficiários de programas federais, esses auxílios funcionam de maneiras distintas e atendem perfis diferentes, o que pode gerar dúvidas sobre o funcionamento, quem tem direito e quais são os requisitos.

O que é a Tarifa Social de Energia Elétrica?

A Tarifa Social de Energia beneficia famílias de baixa renda e inscritos no CadÚnico com descontos significativos na fatura. O programa oferece gratuidade no consumo de até 80 kWh/mês, sendo destinado a quem recebe até meio salário mínimo por pessoa, beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada/LOAS) ou a famílias que possuam integrantes que dependem de equipamentos elétricos essenciais para tratamento de saúde. Se o consumo ultrapassar a faixa de isenção, o cliente paga apenas a diferença.

O que é o Desconto Social de Energia?

O Desconto Social beneficia famílias do CadÚnico não contempladas pela Tarifa Social – com renda mensal por pessoa acima de meio até um salário mínimo.. Em Pernambuco, o abatimento é de aproximadamente 10,5% para o consumo de até 120 kWh mensais. Se o limite for ultrapassado, o desconto permanece garantido sobre a faixa inicial, e o cliente paga o excedente separadamente.

Qual é a diferença entre a Tarifa Social e o Desconto Social de Energia?

Embora ambos façam parte do programa Luz do Povo, do Governo Federal, a Tarifa Social e o Desconto Social atuam em frentes diferentes. Enquanto a Tarifa Social pode garantir consumo zero (até certo limite) para as famílias em maior vulnerabilidade, o Desconto Social amplia esse auxílio para quem está na faixa de renda seguinte, oferecendo um abatimento no preço da tarifa. Juntos, eles garantem que mais pernambucanos consigam aliviar o orçamento doméstico.

Quem tem direito aos benefícios

Para acessar os benefícios do programa Luz do Povo, o consumidor deve, obrigatoriamente, estar inscrito no CadÚnico (cadastro realizado nos CRAS municipais). É fundamental que a conta de energia esteja em nome de um componente familiar cadastrado e que o endereço da residência seja idêntico ao informado no sistema do Governo Federal.

Informações desatualizadas ou a falta de registro no CadÚnico impedem a concessão dos descontos na energia elétrica. Para garantir o benefício, é preciso consultar a situação junto à Neoenergia ou à assistência social do município. A regularização é essencial para assegurar a redução na conta de energia.

Neoenergia Pernambuco reforça número de equipes para atender cidades do interior afetadas pelas chuvas

Da Assessoria

As chuvas de maior intensidade que castigam parte do Sertão e Agreste do Estado provocam impacto na rede elétrica, nesta sexta-feira (27). Para minimizar ocorrências no fornecimento de energia na região, a Neoenergia Pernambuco reforçou o efetivo de profissionais nas ruas. Equipes do Litoral e da Zona da Mata foram deslocadas para reforçar a operação, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo maior agilidade na recomposição do sistema elétrico. As equipes de prontidão seguem atuando em casos pontuais para restabelecer o serviço com a maior brevidade possível.

A maior parte das interrupções são motivadas, sobretudo, por raios e interferência de árvores e objetos projetados contra a rede de distribuição de energia. A distribuidora lamenta os transtornos provocados pelos temporais, mas assegura que manterá o regime de contingência até o serviço retornar ao regime de normalidade.

“O maior volume de ocorrências se deve a casos isolados e pulverizados. Estamos atuando para restabelecer o fornecimento de energia nas áreas afetadas. No entanto, é importante que tanto as equipes de prontidão e a população obedeçam às orientações de segurança”, comenta o supervisor de operações da Neoenergia Pernambuco, Marcus Eduardo.

Em algumas áreas, o tempo de atendimento às ocorrências pode ser comprometido em razão da complexidade do serviço ou dificuldade de acesso. Alagamentos e inundações impedem a aproximação das equipes aos locais de manutenção. Outro fator de dificuldade são os lamaçais que comprometem o deslocamento das turmas de plantão, sobretudo nas zonas rurais.

Segurança

A empresa ressalta que, em situações de chuvas intensas, a segurança da população deve ser prioridade. A orientação é clara:

  • Não se aproximar de fios caídos ou partidos, mesmo que pareçam desligados;
  • Não tocar em objetos que estejam em contato com a rede elétrica;
  • Evitar áreas alagadas onde haja postes ou equipamentos de energia;
  • Em caso de cabos na via pública, manter distância e acionar imediatamente a distribuidora.

Importante

Para agilizar o atendimento, é fundamental que, ao registrar a ocorrência pelo telefone 116 ou pelos canais digitais (WhatsApp – 81-3217.6990 ou aplicativo), o cliente informe corretamente o número da conta contrato, disponível na fatura de energia, além do endereço completo com ponto de referência. Esses dados permitem identificar com precisão a unidade consumidora e direcionar a equipe com mais rapidez.

Monitoramento

A Neoenergia Pernambuco permanece monitorando as condições climáticas e o desempenho da rede em tempo real, priorizando as ocorrências que envolvem risco à vida e grandes blocos de clientes. O compromisso é atuar com responsabilidade, transparência e eficiência para garantir a segurança da população e a continuidade do fornecimento de energia em todo o Estado.

Prazo para solicitar ligação provisória de energia para o Carnaval se encerra na próxima terça-feira

Os barraqueiros, produtores de evento e poder público têm até a terça-feira (10) para solicitar ligação provisória de energia elétrica à Neoenergia Pernambuco. O prazo se deve ao fato de a distribuidora precisar de tempo hábil para atender as solicitações em todo o Estado.

Diante disso, a concessionária está com o atendimento reforçado nas lojas e com equipes dedicadas a receber as solicitações na Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Olinda, que fica localizada na Estrada do Bonsucesso, nº 306, no bairro de Bonsucesso, e na Secretaria de Controle Urbano Regional, que fica na Rua Dr. Hernani Braga, nº 114, na Madalena, na cidade do Recife. Os atendimentos nas secretarias vão até esta segunda-feira (09). Após esse prazo, apenas nas lojas.

Ao solicitar uma ligação provisória, é necessário que os barraqueiros e comerciantes fiquem atentos às instruções de seguranças que devem ser seguidas para que o serviço seja realizado. Entre as exigências do setor elétrico para a realização de uma ligação provisória estão a autorização do uso do solo pela prefeitura, a declaração da carga que será utilizada e o pagamento da taxa única de vistoria, ligação e desligamento. O padrão de entrada e o aterramento do sistema também são de responsabilidades do cliente. É importante ressaltar que o local ainda precisa atender aos critérios técnicos e de segurança.

A solicitação da ligação provisória é imprescindível para quem for trabalhar com energia elétrica durante o Carnaval porque evita acidentes e garante a qualidade da energia para os barraqueiros e comerciantes.

“A Neoenergia não vai tolerar a ligação clandestina, pois, além de ser crime, coloca em risco quem pratica o furto e todos os foliões que estiverem por perto. Por esse motivo, estamos com centenas de eletricistas diariamente nas ruas para coibir essa ação”, afirmou a supervisora comercial, Mariana Cordeiro.

Outro ponto relevante é que a ligação provisória também protege os equipamentos dos barraqueiros e comerciantes, evitando possíveis danos elétricos que podem acabar com a atividade nos dias de Momo. “É um cuidado que deve ser tomado por quem deseja trabalhar da forma correta, segura e sem prejuízo”, finalizou Mariana Cordeiro.

Todos os detalhes para o processo de solicitação da ligação provisória podem ser encontrados ao clicar https://www.neoenergia.com/documents/d/guest/neoenergia-como-relizar-uma-ligacao-provisoria.

Conta de luz em atraso: quais são os prazos antes do corte de energia

A falta de pagamento da conta de energia elétrica pode gerar consequências rápidas para os consumidores. De acordo com a legislação do setor elétrico, as distribuidoras estão autorizadas a suspender o fornecimento de energia 15 dias após o aviso de débito, caso não haja quitação ou negociação da dívida. A regra vale em todo o país e busca equilibrar a prestação do serviço com a responsabilidade financeira dos usuários.

Antes de qualquer suspensão no fornecimento, o consumidor precisa ser formalmente comunicado sobre a existência do débito. Esse aviso pode constar na própria fatura ou ser enviado por outros meios oficiais da distribuidora. A partir dessa notificação, começa a contar o prazo legal de 15 dias.

Caso o pagamento não seja realizado ou não haja acordo dentro desse período, a distribuidora pode efetuar o corte. A empresa reforça que a suspensão não ocorre de forma imediata nem sem aviso, mas respeita os prazos estabelecidos pela regulamentação do setor elétrico.

Para clientes que enfrentam dificuldades financeiras, a Neoenergia Pernambuco oferece opções de negociação da dívida. Entre as alternativas disponíveis estão o parcelamento em até 21 vezes no cartão de crédito e a possibilidade de dividir o valor diretamente na fatura de energia, conforme análise individual de cada caso.

Segundo o gerente comercial da Neoenergia Pernambuco, Gustavo Santos, a proposta é facilitar a regularização da situação dos consumidores. “Sabemos que imprevistos acontecem e, por isso, criamos opções de parcelamento que cabem no bolso. O mais importante é que o cliente não deixe a conta acumular, pois o corte pode ocorrer em apenas 15 dias após o aviso. Nossa prioridade é apoiar os consumidores para que mantenham o fornecimento de energia sem preocupações”, afirma.

Canais digitais agilizam o atendimento

A distribuidora também destaca que não é necessário ir presencialmente a uma unidade de atendimento para negociar débitos. Os consumidores podem acessar os serviços por meio do aplicativo da Neoenergia, do site oficial e do WhatsApp, o que facilita a regularização da situação sem sair de casa.

Os canais digitais disponíveis são:

Aplicativo Neoenergia

Site: www.neoenergia.com

WhatsApp: (81) 3217-6990

Neoenergia inicia embutimento da fiação no Bairro do Recife em janeiro, com investimento de R$ 185 milhões

O projeto de embutimento da rede elétrica no Bairro do Recife começa em janeiro de 2026, com obras iniciais nas ruas do Apolo e da Guia, e já conta com R$ 185 milhões aprovados para executar quase metade da rede subterrânea da Ilha do Recife. A estimativa total para embutir toda a fiação da área histórica ultrapassa R$ 300 milhões.

“A gente já vem tratando desse projeto desde setembro de 2025, quando a gente recebeu o projeto do Governo do Estado e aí se iniciaram todos os trâmites”, afirmou o superintendente operacional da Neoenergia em Pernambuco, Leonardo Moura, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal. “Já temos aprovados R$ 185 milhões, o que corresponde a 46% da rede da Ilha do Recife, com 43 quilômetros de rede elétrica e beneficiando cerca de 1.050 clientes”.

Na primeira etapa, serão contempladas duas vias do sítio histórico. “A primeira é a Rua do Apolo, onde está previsto beneficiar em torno de 23 unidades consumidoras, com uma extensão de mais ou menos 250 metros. A segunda é a Rua da Guia, que deve beneficiar em torno de 24 unidades consumidoras e vai ter uma extensão total de 130 metros de rede de baixa tensão e mais um trecho de rede de média tensão”, detalhou.

Segundo ele, o início das obras depende apenas da conclusão dos trâmites finais. “Os projetos já estão elaborados, porém estão em fase final de aprovação junto ao IPHAN. Assim que a gente tiver essa conclusão da aprovação, a gente vai seguir com as execuções. A nossa expectativa é que tudo isso ocorra ainda agora no mês de janeiro.” O prazo de execução dessa primeira etapa é curto: “O nosso prazo de execução dessas duas ruas é de 34 dias”.

Rede subterrânea exige tecnologia específica

O superintendente explicou que a implantação da rede subterrânea exige soluções técnicas específicas, principalmente no caso da média tensão. “As redes de média tensão, que vão até 13.800 volts, podem sim ser instaladas de forma subterrânea com cabos especiais. São cabos isolados, que possuem uma proteção específica e que podem inclusive trabalhar submersos em água”.

Como as galerias ficam abaixo do solo, elas são tratadas como áreas sensíveis. “Essas instalações são consideradas espaços confinados, onde pode haver gases, seja por contato com sistemas de esgotamento ou acúmulo natural. Por isso existe todo um sistema de ventilação, uso de materiais específicos e procedimentos de manutenção que exigem treinamentos próprios”.

No caso do Recife, a complexidade aumenta. “A gente sabe que Recife fica abaixo do nível do mar. Então você precisa pensar nos estudos de maré, no comportamento das galerias, nos pontos de ventilação e de acesso. Por isso não é um projeto simples”, afirmou. “Ele envolve avaliação de vários órgãos técnicos, órgãos históricos e órgãos de execução”.

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Pernambuco registra alta de 38,4% em energia solar em 2025

Pernambuco segue ampliando sua presença na matriz elétrica nacional e registrou, entre janeiro e novembro de 2025, um aumento de 38,4% no número de sistemas de geração distribuída em comparação com igual período de 2023, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O estado alcançou 32.274 sistemas solares residenciais e comerciais ativos, resultado que representa a sétima maior alta do país nesse indicador. A expansão confirma o avanço consistente do uso de energia solar em telhados, impulsionado pela maior oferta de linhas de financiamento voltadas ao setor.

Esse avanço reflete a rápida adoção de sistemas fotovoltaicos em residências e pequenos negócios, que utilizam a energia produzida para reduzir os gastos na conta de luz. A potência instalada desses sistemas atingiu 337.267,16 kW em 2025, reforçando o papel da geração distribuída como um dos principais motores da transição energética no estado.

De acordo com Ana Paula Medeiros Vieira, Coordenadora de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, a procura por financiamento segue em trajetória ascendente. “Observamos que cada vez mais famílias e empresas conseguem viabilizar seus projetos graças a condições atrativas, como taxas competitivas, análise simplificada e a possibilidade de financiar até 100% do investimento. Esses fatores reduzem barreiras históricas e tornam a adoção da tecnologia muito mais acessível”, afirmou.

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