Golpe do QR Code pode desviar pagamentos por boleto e Pix; veja como se proteger

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2026/10/21/17926050966ad8fba8518e5_1792605096_3x2_xs.jpg

Folha de S.Paulo

O consumidor escaneia um QR Code para pagar uma conta, confere o valor e conclui a operação. Só depois percebe que o dinheiro foi enviado a uma pessoa desconhecida. Esse é um dos caminhos do golpe conhecido como “quishing”, em que criminosos usam códigos adulterados para desviar pagamentos.

O golpe pode ocorrer em estabelecimentos físicos, páginas de comércio eletrônico e boletos impressos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta que o código falso pode substituir o legítimo sem que o restante da página ou do documento apresente alterações evidentes.

Em restaurantes, feiras e estacionamentos, por exemplo, criminosos podem colar um adesivo com um QR Code falso sobre o código original do estabelecimento. Ao fazer a leitura, o cliente é direcionado a um pagamento para a conta dos fraudadores, embora acredite estar pagando pelo produto ou serviço consumido.

Na internet, a fraude pode ocorrer quando criminosos alteram os dados de pagamento de uma página ou criam um site falso que imita o de uma loja conhecida. O consumidor pode seguir as etapas da compra normalmente, mas o dinheiro acaba destinado a outra conta.

O mesmo risco existe em boletos impressos que oferecem pagamento por QR Code. Nesse caso, o código pode ter sido substituído para direcionar o valor a uma conta controlada pelos criminosos.

“Antes de concluir qualquer pagamento por QR Code, é fundamental conferir os dados exibidos pelo aplicativo da instituição financeira, principalmente o nome do recebedor e o valor da transação. Essa simples verificação pode revelar uma adulteração antes que o dinheiro seja transferido”, afirma Raphael Mielle, diretor de serviços e segurança da Febraban.

O que fazer se pagar um QR Code falso?

Ler mais

Brasil registra 3 golpes por segundo no primeiro semestre de 2026

https://www.estadao.com.br/resizer/v2/K5SORCJH3RMZPF2YLCWWEJPFKM.jpg?quality=80&auth=b0d765f5b28af3c511917a4149be3454160fd2759c57c631b9af324aa14b403c&width=347&height=195&smart=true

Estadão

O Brasil registrou mais de 50,7 milhões de mensagens com tentativas de golpe no primeiro semestre de 2026. O volume equivale a uma média de 3,2 abordagens fraudulentas por segundo direcionadas aos brasileiros.

Os dados constam no relatório Mapa da Fraude, divulgado com exclusividade ao TecMundo pela Serasa Experian. O estudo mostra que o ambiente virtual teve uma alta generalizada nas ameaças. Entre janeiro e junho, a empresa identificou 20.840 ocorrências, entre anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, o que representa um avanço de 27,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A maior parte dos ataques digitais utilizou anúncios falsos para alcançar as pessoas. Essa modalidade somou 62% das ameaças no período, o que representa mais de 12,9 mil casos em seis meses, ou mais de 70 registros por dia. O formato cresceu 19,5% em relação ao ano passado. O levantamento estimou ainda que os perfis falsos responderam por 19% dos casos, enquanto as páginas falsas somaram 18%.

Apesar de não liderarem em volume absoluto, os sites falsos dispararam. A criação dessas páginas fraudulentas subiu 107,1% em um ano, índice que equivale a uma média de mais de 20 novos endereços falsos detectados por dia.

Nova atuação dos criminosos

O diretor de autenticação e prevenção a fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez, afirma que a atuação dos criminosos mudou.

“Os números mostram que a fraude digital não está crescendo apenas em volume, mas também ampliando os pontos de contato com o consumidor. Uma mesma abordagem pode começar em um anúncio ou mensagem, direcionar a pessoa para um perfil ou site falso e, a partir daí, tentar induzi-la a compartilhar informações ou realizar uma transação. Essa dinâmica exige atenção em toda a jornada digital”, destaca o executivo.

A circulação desses conteúdos conta com estruturas organizadas. O relatório identificou 2,1 mil grupos dedicados à troca e disseminação de material fraudulento em aplicativos de mensagens.

De acordo com Sanchez, os dados comprovam a operação em rede dos golpistas. “Quando observamos milhares de grupos relacionados à troca de conteúdo fraudulento, percebemos que muitas dessas práticas não acontecem de maneira isolada. Há circulação de informações e conteúdos que podem dar escala às abordagens. Isso reforça a importância de combinar monitoramento, inteligência de dados e diferentes tecnologias de prevenção para antecipar riscos e interromper essas jornadas antes que cheguem ao consumidor”, analisa.

Ler mais

Brasil registrou 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais em 1 ano

Poder360

O Brasil registrou 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais de março de 2025 a fevereiro de 2026. Os dados são do relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, produzido pela Global Anti-Scam Alliance (GASA).

Eis a íntegra do relatório.

O estudo estima que cada adulto brasileiro tenha sido alvo, em média, de 202 tentativas de fraude no período. Segundo o levantamento, 16,5 milhões de brasileiros perderam dinheiro para golpes, com prejuízo total de R$ 21,2 bilhões e perda média de R$ 1.287 por vítima.

Exposição e perfil das vítimas

O levantamento aponta que 81% dos adultos no Brasil tiveram contato com alguma tentativa de golpe em 2026, percentual idêntico ao da edição anterior. Desse grupo, 39% chegaram a interagir com os criminosos. Destes, 25% perderam dinheiro ou forneceram dados que resultaram em prejuízo financeiro.

Entre as vítimas, 34% perderam dinheiro mais de uma vez nos 12 meses analisados, o que a GASA aponta como evidência de um ciclo de vulnerabilidade continuada, chamado de revitimização (quando uma pessoa é enganada várias vezes). Segundo a entidade, 42% das vítimas tiveram valores subtraídos em minutos ou horas depois do contato com os fraudadores.

Canais e tipos de golpe

As fraudes relacionadas a compras on-line lideram os relatos, mencionadas por 22% dos entrevistados. Promessas de dinheiro inesperado e falsas vagas de emprego aparecem empatadas na sequência, cada uma citada por 17% dos participantes.

Telefone e aplicativos de mensagens instantâneas concentram 71% dos golpes relatados, mantendo-se como os principais canais de disseminação. Entre as plataformas, o WhatsApp foi mencionado por 64% das vítimas. Gmail foi citado por 32% e Instagram, por 22%. O YouTube surge pela 1ª vez na lista, mencionado por 6% dos entrevistados.

Ler mais

PF apreende dinheiro vivo em ação contra esquema de vice-líder de Lula no Senado

Coleção de maços de dinheiro em reais, notas de 200, 100, 50, 20 e 10, sobre uma mesa de mármore escuro. Ao fundo, um colete preto com POLÍCIA FEDERAL em letras amarelas e documentos.

A Polícia Federal (PF) apreendeu dinheiro vivo na nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Também foi encontrada uma máquina de contar dinheiro.

Policiais federais cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, no Distrito Federal e no Maranhão. Um dos alvos é o advogado Willer Tomaz. Familiares do senador Weverton Rocha, do PDT maranhense, também estão na lista.

O senador Weverton é vice-líder de Lula no Senado e foi relator da indicação de Jorge Messias ao STF (já sabia?). Ele é um dos principais apoiadores e aliados de Lula no Maranhão. Ele estava no palanque ao lado do petista no dia em que o PDT consumou o apoio ao projeto de reeleição do presidente da República.

Já Willer é conhecido por suas amizades no mundo da política, como o candidato Flávio Bolsonaro, e por advogar para caciques partidários do centrão.

Em 2017, Willer foi preso pela PF numa investigação derivada da Lava-Jato, após ser citado nas investigações contra o grupo J&F. O caso acabou arquivado por falta de provas.

Desde o início das investigações, a Polícia Federal já mapeou desvios contra aposentados que superam a casa dos 6 bilhões de reais. As vítimas dos descontos ilegais articulados em aposentadorias pela máfia da Previdência chegam a mais de 5 milhões de beneficiários. O governo Lula já gastou bilhões para reembolsar aposentados por causa do escândalo de corrupção. Muitos brasileiros devem se perguntar: que País é esse, que a cada dia aparecem uma falcatrua, um golpe, um escândalo…ou um roubo de dinheiro público.

Mais uma: PF mira fraude previdenciária de R$ 900 mil em Alagoas

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (30), a operação Manifesto 2. Mais uma para combater fraude previdenciária com prejuízo próximo a R$ 900 mil em Alagoas. A ação contou com apoio da Coordenação Geral de Inteligência da Previdência Social.

Agentes cumpriram 04 mandados de busca e apreensão em Penedo (AL). Foram expedidos pela Justiça Federal em Alagoas. O objetivo é obter documentos, aparelhos eletrônicos e elementos que possam esclarecer o esquema de fraudes.

As investigações apuram a obtenção irregular de benefícios previdenciários e assistenciais para pessoas idosas por meio de documentos falsos e dados de terceiros.

A apuração começou a partir de informações sobre a atuação de uma pessoa que auxiliava terceiros a obter benefícios fraudulentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na 1ª fase da operação, em maio de 2025, a apreensão de aparelhos celulares permitiu identificar novos benefícios do INSS possivelmente irregulares.

PF descobre desvio de R$ 708 milhões do INSS para compra de carros de luxo

O assessor Cicero Marcelino mostrando a frota de carros de luxo

Metrópoles

O esquema criminoso da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), que lucrou mais de R$ 708 milhões com a Farra do INSS, esquema relevado pelo Metrópoles, não se limitava apenas a transferências bancárias complexas. Segundo inquérito da Polícia Federal, o dinheiro desviado também transbordava para as garagens dos envolvidos sob a forma de uma frota cinematográfica de veículos de luxo.

O modus operandi era sofisticado: o dinheiro retirado indevidamente de benefícios de idosos e indígenas vulneráveis era canalizado para empresas de fachada localizadas no Distrito Federal e em São Paulo. Dessas contas, saíam os pagamentos para a compra de veículos de alto padrão, como Porsche 718 Boxster, BMW X5, Ford Mustang e Land Rover Defender.

Enquanto os carros desfilavam luxo, as sedes das empresas que os compravam eram de uma simplicidade suspeita.

No Recanto das Emas (DF), as empresas supostamente proprietárias de alguns dos veículos operavam em sala de 20 metros quadrados, localizada em um pequeno sobrado – onde também consta endereço de outros oito CNPJs pertencentes a Lucineide dos Santos Oliveira e a dois integrantes da Conafer, Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior e Cícero Marcelino Santos.

Essas empresas abertas no DF, segundo a Polícia Federal, lavaram mais de R$ 304 milhões do total desviado do INSS pela Conafer.

Foi por meio dessas estruturas inoperantes que a organização comprou, em nome de Lucineide, um Chevrolet Camaro por R$ 510 mil, um Porsche avaliado em R$ 700 mil, uma caminhonete Mitsubishi Triton Sport e um Pajero Sport. Lucineide é sócia da Associação dos Aposentados do Brasil, outra ONG envolvida na farra, e dona de uma igreja evangélica também localizada no Recanto das Emas.

Conforme as investigações, boa parte dos veículos adquiridos no esquema eram mantidos em um galpão em Presidente Prudente (SP). No local, que funcionava como uma espécie de quartel-general logístico, a PF encontrou aproximadamente 40 veículos.

Moeda de corrupção

A frota também serviu como moeda de corrupção. A investigação detalha como o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Filho recebeu uma Toyota Hilux SW4 de R$ 464 mil. O veículo foi faturado em uma concessionária em Goiânia (GO) e entregue em sua residência, em Curitiba.

Da mesma forma, o diretor de Benefícios, André Fidelis, foi presenteado com um VW T-Cross, registrado inicialmente no nome de um laranja para mascarar o recebimento da vantagem indevida.

Ler mais

Ação da PF mira fraudes no INSS com declarações falsas de indígenas

Operação da PF mira coibir eventuais práticas abusivas no aumento do preço do gás de cozinha

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União realizaram nesta quinta-feira (09), a 2ª fase da operação Monã para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação apura uso de declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para obtenção de benefícios previdenciários irregulares.

Os agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Eunápolis (BA) e Porto Seguro (BA). A Justiça Federal também determinou o afastamento de dois funcionários públicos envolvidos no esquema investigado. Foi autorizado um bloqueio judicial de mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias e o sequestro de um veículo.

Segundo as investigações, o esquema envolvia o uso de declarações falsas de indígenas para obtenção de aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros benefícios previdenciários. O grupo também é investigado por atuar na contratação de empréstimos consignados relacionados aos benefícios fraudados.

Os investigadores indicam que o esquema pode ter causado prejuízo superior a R$ 100 milhões.

Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário, além de corrupção ativa e passiva.

Festival Pernambuco Meu País alerta sobre página falsa no Instagram

Festival Pernambuco Meu País alerta sobre página falsa no Instagram

A página oficial do Instagram do Festival Pernambuco Meu País fez um alerta sobre notícias falsas que estão sendo circuladas pela internet. O post informa que um perfil, que não tem vínculo com o festival, está passando fake news sobre a agenda do evento.

Na postagem, o perfil ressalta que a única página oficial no Instagram é a @festivalpernambucomeupais e, por lá, podem ser obtidas todas as informações em relação às datas, programações e outros conteúdos importantes em relação aos shows.

Confira o alerta

Festival Pernambuco Meu País

O Festival Pernambuco Meu País é realizado pelo Governo de Pernambuco, gratuitamente e anualmente, no Agreste e Sertão. A 3ª edição do evento será realizado de 15 de julho a 30 de agosto, passando por dez cidades do interior.

Durante o festival, o público prestigiará shows, teatro, dança, cinema, literatura, gastronomia, exposições, feiras de artesanato e manifestações da cultura popular.

Golpe “Limpa Nome” oculta R$ 261,9 milhões em débitos em Pernambuco

O golpe conhecido como “Limpa Nome”, esquema fraudulento que promete “regularizar” a situação de pessoas inadimplentes sem a quitação das dívidas, já esconde R$ 261,9 milhões em débitos em Pernambuco. Levantamento dos Cartórios de Protesto aponta que a prática retirou 7.480 protestos das consultas públicas no estado, afetando 557 credores e envolvendo 630 devedores.

No Brasil, o esquema já ocultou R$ 19,95 bilhões em dívidas das bases nacionais de consulta. Embora os débitos continuem existindo e permaneçam regularmente registrados nos cartórios, eles deixam de aparecer para instituições financeiras, comerciantes, fornecedores e outros agentes econômicos que utilizam essas informações para análise de risco e concessão de crédito.

A presidente do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil, Seção Pernambuco (IEPTB/PE), Pauliana Porto, explica que o esquema funciona por meio de associações que se apresentam como entidades de defesa do consumidor e oferecem o serviço para “limpar” o nome de pessoas com restrições de crédito.

Na prática, elas prometem retirar registros negativos sem que o devedor precise quitar a dívida, cobrando apenas honorários. “Essas pessoas usam argumentos jurídicos, com alguns processos informando aos juízes que essas pessoas inadimplentes não foram devidamente notificadas do protesto do título ou da negativação, mesmo a pessoa tendo sido”, afirma Pauliana.

Segundo ela, com base nesses argumentos, são concedidas liminares que determinam a suspensão da publicidade das dívidas nas centrais de consulta e nos órgãos de proteção ao crédito, criando uma aparência de regularidade financeira sem que a obrigação tenha sido efetivamente paga.

Protesto permanece ativo

Pauliana Porto alerta que os protestos permanecem válidos e ativos no cartório onde foram registrados. O resultado é a criação de uma aparência artificial de adimplência, capaz de induzir terceiros a erro em operações comerciais, financiamentos, vendas a prazo e contratação de serviços.

A dirigente do IEPTB/PE aponta ainda os principais impactos do esquema. “As pessoas pagam o serviço achando que vão ter o nome limpo, mas na verdade não tem; isso só ocorre por um pequeno período”. Segundo ela, é importante que a população não adquira esse tipo de serviço, porque a única forma de limpar o nome é pagando a dívida.

Golpe está sendo monitorado

Com o aumento dos casos e a repercussão nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a norma específica – Provimento nº 225/26 – para monitorar as decisões judiciais que determinam a retirada de protestos das consultas públicas de crédito. O objetivo é reforçar o controle dos impactos sobre a segurança do mercado.