TST determina fim da greve da Caixa Econômica e manda repor dias parados; plano de saúde terá reajuste

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Folha de S.Paulo

A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal não é abusiva, deverá acabar imediatamente, no máximo até esta quarta-feira (30), e os dias parados deverão ser repostos, para que não haja desconto dos salários. Além disso, o plano de saúde, principal impasse entre a Caixa e a categoria, terá reajuste de 4,6%.

Essa foi a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em julgamento de dissídio coletivo da Caixa na tarde desta terça-feira (29). Os ministros aprovaram por unanimidade o voto do ministro relator, ministro Maurício Godinho.

O ministro determinou ainda reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,6% de aumento real sobre salários e benefícios, o que dá 4,6%, mesmo índice do convênio. A regra valerá a partir de 1º de setembro e o acordo coletivo de trabalho tem validade de dois anos, de 2026 a 2028.

O julgamento ainda terá votos de outros ministros presentes, para que se chegue a uma sentença final. A sessão foi interrompida por dez minutos.

“Estou determinando o retorno de imediato, imediatamente após essa sessão ou, no máximo, amanhã. Não pode ter greve, senão haverá descumprimento de ordem judicial”, disse Godinho.

Em seu voto, de 97 páginas, Godinho afirmou que todos os requisitos formais previstos na Lei de Greve foram cumpridos pelas entidades representativas de trabalhadores e negou a aplicação da multa de R$ 100 mil por descumprimento.

Segundo ele, a paralisação foi deflagrada dentro dos prazos legais, houve comunicação às entidades empresariais e foi garantida a presença necessária para o atendimento das necessidades dos clientes durante a greve, conforme a Justiça determinou.

O ministro disse que o TST determinou 60% de efetivo nas agências e que essa decisão partiu do fato de que os bancos usam muita tecnologia. Em geral, se determina a pedido de 80% de efetivo. Negou a solicitação da Caixa para que o tribunal supervisionasse a greve.

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Greve: TST determina que 60% dos bancários da Caixa Econômica voltem ao trabalho

Grupo de pessoas, algumas com mochilas, em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal com um banner vermelho escrito ESTAMOS EM GREVE e COMISSÃO DE ESCLARECIMENTO

VEJA

O ministro Maurício Godinho Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal em serviço, mostra comunicado divulgado pelo tribunal nesta sexta-feira (25). Procurados, a Caixa e o sindicato dos bancários não retornaram sobre o assunto.

A determinação exige o efetivo mínimo de 60% por agência, de forma presencial ou remota, sob pena de multa diária de 100 mil reais para a entidade sindical que descumprir a ordem, válida a partir da divulgação ou intimação desta decisão.

A decisão liminar foi tomada no dissídio coletivo de greve ajuizado pela empresa contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).

A medida atende parcialmente ao pedido da empresa pública, que solicitava a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto em serviços essenciais como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais.

Ao analisar a tutela provisória de urgência, o relator ponderou a necessidade de preservar o atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade sem inviabilizar o exercício constitucional do direito de greve da categoria.

A liminar garantiu a manutenção provisória das cláusulas normativas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2024/2026) até a decisão definitiva do caso.

O ministro negou o pedido para proibir os trabalhadores de qualquer atividade que dificulte o livre acesso às agências, salientando que a Lei já exige que a greve deve ser pacífica e que não há indícios de que o movimento esteja sendo conduzido com desvios ou excessos.

A decisão determinou também o levantamento do segredo de justiça do processo, com exceção de documentos para os quais a empresa requereu a manutenção da medida.

O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho está agendado para o dia 29 de setembro, às 14h30.

As entidades deflagraram a greve em 10 de setembro. O Acordo Coletivo de Trabalho da categoria expirou em 31 de agosto. Segundo alegou a empresa, as negociações para o novo ciclo (2026/2028) não obtiveram consenso, especialmente quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

TST decide que greve dos Correios não é abusiva

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou nesta quinta-feira (24), o dissídio coletivo da greve dos trabalhadores dos Correios e concluiu que o movimento não é abusivo. A decisão, tomada por maioria de votos, também determinou que a categoria volte ao trabalho a partir desta sexta-feira (25).

O julgamento havia sido suspenso na última segunda-feira (21), e foi retomado pela Seção de Dissídios Coletivos. Além de negar o pedido da estatal para reconhecer a abusividade da greve, o colegiado autorizou a compensação dos dias parados. Com isso, não haverá desconto pelos dias não trabalhados, mas os empregados terão de repor as horas.

A maioria dos ministros acompanhou o entendimento de que não ficaram comprovados os argumentos apresentados pela empresa para caracterizar abuso no movimento. Ficaram vencidos os ministros Ives Gandra Martins Filho, Caputo Bastos e a ministra Maria Cristina Peduzzi, que votaram pela declaração de abusividade da paralisação.

Ao final do julgamento, o presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que os Correios operam em uma estrutura de grande porte e que não foi demonstrado o bloqueio efetivo das atividades. Segundo ele, a dimensão territorial do País e o número elevado de agências dificultam a caracterização de abusividade a partir de episódios isolados.

O ministro declarou ainda que a legislação assegura o direito de greve aos trabalhadores, inclusive o de atuar para convencer os colegas a aderir ao movimento, e que não foi constatado descumprimento de determinações judiciais.

Greve na Caixa: Assembleia rejeita proposta e decide pela continuidade da paralisação em Pernambuco

A proposta foi rejeitada por 75,7% dos votos. Outros 23,3% dos participantes votaram pela aprovação, enquanto 1,06% optaram pela abstenção. Com o resultado, a paralisação continua no estado.

Diante da decisão da assembleia, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco convocou os empregados da Caixa para um ato nesta terça-feira (22), às 9h, em frente à Caixa Edifício-Sede.

A greve chega ao 12º dia em Pernambuco, após mais de dois meses de negociações entre os trabalhadores e a instituição financeira. Segundo o sindicato, desde o início da paralisação, todas as unidades da Caixa no estado permaneceram fechadas, com participação de empregados de diferentes cargos.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, a proposta apresentada pela Caixa na última rodada de negociações trouxe mudanças em relação às versões anteriores, mas não atendeu integralmente às reivindicações da categoria.

Entre os pontos apresentados pelo banco está a retirada da cobrança por faixa etária no plano de saúde, mantendo o chamado pacto intergeracional.

A proposta também prevê aumento da participação da Caixa no custeio do plano, com elevação do teto de 6,5% para 9% da folha em 2027, além da manutenção dos valores sem reajuste em 2026.

Apesar das alterações, os empregados defendem a retomada imediata da proporção histórica de custeio do Saúde Caixa, de 70% para a instituição e 30% para os usuários. Outro ponto reivindicado é a inclusão dos empregados admitidos após agosto de 2018 no direito ao benefício relacionado à aposentadoria.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, o resultado da assembleia representa a posição da maioria dos trabalhadores que participaram da votação.

“A categoria deu o recado. A maioria dos empregados e empregadas que participaram da assembleia decidiu rejeitar a proposta apresentada pela Caixa e pela continuidade da greve. O Sindicato respeita a decisão soberana e encaminhará a luta. Essa é uma construção coletiva e vamos seguir junto com a categoria na defesa dos seus direitos e na busca de uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores”, afirmou.

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TST suspende julgamento sobre dissídio dos Correios e greve da categoria deve continuar

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Folha de S.Paulo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu o julgamento da greve dos Correios realizado na tarde desta segunda-feira (21), na Seção de Dissídios Coletivos. A decisão veio do ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente da corte e da seção, após a estatal apresentar documentos com pedido de abusividade da greve. Se aceito, as entidades representativas dos trabalhadores seriam multadas em R$ 200 mil.

O novo julgamento ficou agendado para a sessão do TST da próxima quinta-feira (24). Enquanto isso, a paralisação da categoria, que começou no dia 10, deve continuar.

A sessão começou com o julgamento do caso. A ministra relatora, desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, resumiu seu relatório, confirmando a data-base da categoria, a não abusividade do movimento grevista e pedindo a compensação dos dias parados.

Ela determinou ainda que os trabalhadores deveriam voltar ao trabalho nesta terça-feira (22). Isso ocorreria porque, caso houvesse acordo entre as partes no julgamento, a paralisação terminaria.

No entanto, com os novos documentos vindos dos Correios, o ministro Vieira de Mello Filho achou melhor interromper a sessão para dar tempo aos advogados da federação e das confederações de trabalhadores para que analisem a papelada.

“Estaríamos em desapreço ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária. Eu acho, na condição de presidente, absolutamente temerário. Estaríamos decidindo sobre ilações”, disse ele.

De acordo com liderança sindical ouvida pela reportagem, a tendência é que a greve seja mantida. Toda decisão sobre o movimento, no entanto, deve ser levada à assembleia da categoria.

O TST deverá analisar a legalidade da paralisação e as reivindicações dos trabalhadores dos Correios. O principal ponto de divergência nas negociações é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

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Correios desistem de negociação e aguardam decisão do TST sobre greve de trabalhadores

Correios - Agência Porto Maravilha

Os Correios desistiram de dar continuidade às negociações com representantes dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e apostam no resultado do dissídio coletivo, marcado a próxima segunda-feira. A Corte vinha mediando as discussões nos últimos dias, e diante da falta de acordo, o movimento sindical decidiu pela greve, que já dura oito dias.

No pedido de dissídio coletivo enviado ao TST a direção da empresa alegou a necessidade de controlar despesas em meios aos planos de reestruturação. Segundo a estatal, 89% das receitas dos Correios são direcionadas para o pagamento de salários e benefícios, o que tornaria a sua recuperação inviável.

Um dos pontos de consenso é o reajuste salarial de 4,35% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), retroativo a 1º de agosto. Um dos principais impasses são as mudanças proposta pela empresa no plano de saúde.

A direção da empresa aguarda o desfecho da sessão, presidida pelo presidente do TST Vieira de Mello Filho, para melhorar o cenário e obter o empréstimo de R$ 7 bilhões de um grupo de bancos, com garantia da União. A paralisação afeta a qualidade dos serviços prestados pelos Correios.

As principais demandas da empresa são:

  • 1/3 de adicional de férias no lugar de 70%
  • Horas extras na forma da CLT no lugar dos 200%
  • ⁠exclusão do abono (vale peru), visto que a empresa está gerando prejuízos recorrentes
  • Retorno do registro de ponto eletrônico
  • Retorno do cálculo de dimensionamento de unidades (demanda vs capacidade instalada)
  • ⁠retirada da condição de mantenedora do plano de saúde, com a manutenção de plano ainda com subsídio da empresa ao empregado. Na prática, a empresa deixa de correr o risco atuarial em sua totalidade, que representa provisões de quase R$ 600 milhões.

Greve na Caixa Econômica: banco faz proposta de saúde; categoria vota na segunda-feira

Mesa de negociação com a Caixa iniciou na 4ª feira (16.set) e se prolongou pela madrugada de 5ª feira (17.set)

A Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta para o Saúde Caixa, durante negociação com representantes dos funcionários. A oferta do banco amplia de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do plano a partir de 2027.

A categoria votará a proposta em assembleia virtual na segunda-feira (21), das 11h às 18h. A negociação se dá durante a greve nacional dos funcionários da Caixa.

A negociação com o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, começou na última quarta-feira (16), em São Paulo, e se estendeu pela madrugada. Os termos da nova proposta foram divulgados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT).

A Caixa propõe manter o modelo solidário do Saúde Caixa, sem cobrança diferenciada por faixa etária, além do pacto intergeracional e da inclusão do plano no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades e o banco assumirá o deficit do plano. A partir de 2027, a contribuição do titular será de 3,7% da remuneração-base. O limite para o grupo familiar, formado pelo titular e pelos dependentes diretos, será de 9%.

Os valores previstos são:

  • titular: 3,7% da remuneração-base;
  • dependente direto: R$ 560;
  • dependente indireto: R$ 660;
  • filhos de 24 a 27 anos: R$ 900.

Em relação à oferta anterior, a Caixa também reduziu de R$ 150 para R$ 120 a cobrança por consulta em pronto atendimento. A isenção de coparticipação para telemedicina será mantida.

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Calendário do Bolsa Família de setembro começa em meio à greve dos bancários da Caixa Econômica

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O calendário de pagamentos do Bolsa Família de setembro começa nesta quinta-feira (17) em meio à paralisação nacional dos bancários da Caixa Econômica Federal, iniciada no dia 10. Apesar da greve, o banco afirma que os depósitos não serão afetados.

Em nota, a Caixa explica que realiza os pagamentos, em sua maioria, pelo crédito em contas bancárias. Assim, é possível usar os aplicativos bancários (Caixa Tem ou Aplicativo Caixa) e o cartão de débito vinculado à conta.

“Esse modelo permite a utilização dos recursos por Pix, pagamento de contas, boletos, realização de compras nos comércios e saques nos canais disponíveis, sem necessidade de comparecimento às agências”, diz a nota.

Já os clientes que recebem dinheiro em espécie podem sacar com o cartão do programa nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui (pontos de atendimento terceirizado). Mesmo sem cartão, é possível sacar o benefício nos caixas eletrônicos ou casas lotéricas usando a biometria.

Os pagamentos do Bolsa Família referentes a setembro de 2026 seguem o calendário oficial pelo final do Número de Identificação Social (NIS), cadastro que identifica o cidadão nos programas sociais do governo federal e pode ser consultado no cartão do benefício ou no aplicativo do banco.

A Caixa e os bancários voltaram à mesa de negociação nesta quarta-feira (16), na tentativa de encerrar a greve nacional da categoria, iniciada em 10 de setembro e ainda sem prazo para terminar. O principal impasse é o plano de saúde. A última proposta do banco, apresentada na semana anterior, foi rejeitada em assembleia realizada na última sexta-feira (11).

Enquanto a paralisação continua, os clientes podem utilizar os canais digitais, como o aplicativo Caixa, o Internet Banking, o WhatsApp Caixa (0800 104 0104) e os apps Caixa Tem, Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS.

Além das agências, os clientes podem buscar a rede física da instituição financeira. A estrutura conta com caixas eletrônicos, unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais Banco24Horas, cuja localização pode ser consultada no site do banco.

O atendimento telefônico ocorre pelo Alô Caixa: 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades).

“A Caixa informa que, por acreditar que o diálogo é o melhor caminho para a construção de acordos, reabriu a mesa de negociação com as entidades representativas dos empregados. O banco segue imbuído na busca de uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira”, afirma a nota.

Correios acionam TST após trabalhadores rejeitarem proposta e decidirem manter greve

Os Correios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho (TST), na noite da última sexta-feira (11), para tentar encerrar a greve dos funcionários da estatal, iniciada na noite de quinta-feira (10). A empresa apresentou pedido de dissídio coletivo e quer que o tribunal declare a paralisação abusiva e determine a continuidade dos serviços, em caráter de urgência.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) mantém a orientação para que os funcionários continuem parados e ampliem a mobilização a partir destas segunda-feira (14). A federação afirma que a paralisação envolve bases de São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul, entre outras.

Os Correios afirmam que reforçaram a operação para reduzir os impactos da greve. Entre as medidas estão o remanejamento de equipes, a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais, o reforço da frota e a realização de mutirões. A estatal diz que as agências permanecem abertas.

“Nossa luta é justa. Os trabalhadores não estão defendendo privilégios. Estão lutando por direitos e, principalmente, pela garantia de um plano de saúde digno e acessível para trabalhadores, aposentados e seus dependentes”, afirma a Findect em comunicado neste sábado (12).

A greve foi aprovada por tempo indeterminado após trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações do acordo coletivo. Segundo a Findect, 35 assembleias aprovaram a paralisação.

O principal ponto de divergência nas negociações é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Os Correios afirmam que a proposta mantinha 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo, além de prever reajuste de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) sobre salários e benefícios e a manutenção da assistência à saúde.

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Trabalhadores dos Correios entram em greve por falta de acordo em campanha salarial

Trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado na noite da última quinta-feira (10), depois de negociações sobre a campanha salarial terminarem sem acordo. A paralisação foi aprovada em assembleias em quase todos os estados e os funcionários rejeitaram a última proposta apresentada pela empresa, segundo a Federação dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findtec), sindicato que representa a categoria.

Uma das principais divergências envolve o plano de saúde dos funcionários. A entidade sindical afirma que a direção dos Correios pretende alterar sua condição de mantenedora do plano, o que, segundo a Findtec, poderia apresentar riscos à garantia de assistência médica.

“Com a greve deflagrada, o momento agora é de ampliar a mobilização, fortalecer a organização nas unidades e cobrar uma resposta da direção dos Correios e do governo federal”, disse o sindicato, em nota. “A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

Caixa Econômica apresenta proposta final para encerrar greve e ameaça ir à Justiça contra bancários

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Folha de S.Paulo

A Caixa Econômica Federal ofereceu nova proposta aos bancários, alterando os percentuais de desconto no plano de saúde e oferecendo outros benefícios para encerrar a greve nacional da categoria, iniciada nesta quinta-feira (10).

O banco mantém a nova proposta até esta sexta-feira (11) e, se ela não for aceita pela, ameaça ir à Justiça contra os funcionários por dissídio coletivo, para pôr fim à paralisação.

Entre os itens oferecidos pelo banco estão prêmio de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de Participação nos Lucros e Resultados no dia 18 e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

Além disso, no plano de saúde, os bancários pagariam percentual sobre o salário-base que vai de 2,30% do até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade. O plano de saúde era o principal impasse.

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta final da Caixa será avaliada pelos empregados em assembleia nesta sexta-feira (11).

“A Caixa alterou a proposta porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria, afirma Neiva Ribeiro, presidente do sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

Nesta quinta-feira, clientes que procuraram atendimento presencial em agências da Caixa encontraram as portas fechadas e cartazes informando sobre a greve nacional da categoria. Apenas os caixas eletrônicos estavam funcionando.

A reportagem da Folha esteve em unidades na zona leste da capital paulista e na região central de São Paulo, e em Curitiba, no Paraná. Em todas elas havia cartazes e faixas sobre a paralisação, que começou nesta quinta e não tem data para terminar.

No Banco do Brasil, a greve é parcial e atinge alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal.

O impasse entre os empregados da Caixa e do BB com a direção é pelo plano de saúde. Bancos privados aceitaram a proposta dos bancos e assinaram o acordo da categoria na última quarta-feira (09), com reajuste real de 0,6% acima da inflação.

O que diz a proposta final da Caixa (válida até hoje – 11):

  • Prêmio de R$ 3.000 por empregado;
  • Pagamento no dia 18 de setembro do salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio de R$ 3.000;
  • Ampliação do teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%;
  • Antecipação da parcela da Caixa da 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 para contribuir com a cobertura do déficit do Saúde Caixa;
  • Pagamento dos valores relativos ao Programa de Assistência Médico-Supletiva, a partir de 2027;
  • Ações de prevenção à saúde no valor de R$ 236 milhões a partir de janeiro de 2027;
  • Grupos de trabalho para discutir melhorias de eficiência do plano, as três fontes de renda e a criação de um modelo que destine ao Saúde Caixa parte do lucro relacionado à produtividade.

Proposta para o plano de saúde Caixa (válida até hoje – 11)

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Caixa Econômica entra em greve nacional e Banco do Brasil tem paralisação parcial nesta quinta-feira

banco Caixa

Funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10), uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, trabalhadores de parte das bases sindicais também fazem paralisações.

A greve na Caixa foi mantida mesmo depois da retomada das negociações entre o banco e representantes dos funcionários nesta quarta-feira (09), em São Paulo. A instituição se comprometeu a apresentar uma nova proposta em rodada marcada ainda nesta quinta-feira.

Segundo a Comissão Executiva dos Empregados ((CEE), mais de 90% dos funcionários que participaram das assembleias realizadas pelo país rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos empregados do banco.

A coordenadora da CEE/Caixa e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiza Hansen, afirmou que a rejeição levou à retomada das negociações.

“O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa”, declarou.

Greve dos bancários da Caixa por tempo indeterminado tem início nesta quinta-feira

Os funcionários da Caixa Econômica Federal em Pernambuco entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10), após aprovação em assembleia do Sindicato dos Bancários de Pernambuco. A paralisação, sem data definida para o fim, integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026 e se soma a um movimento que ganha força em todo o país nesta mesma data, com a Caixa concentrando a maior adesão entre as instituições financeiras.

“Nesta quinta-feira (10), com a greve dos trabalhadores e das trabalhadoras, vamos mostrar toda a nossa indignação, nossa força e nossa determinação. É a força de quem constrói a Caixa todos os dias, enfrenta a sobrecarga, sustenta o atendimento à população e faz a empresa funcionar”, informa o sindicato em seu site.

A greve, neste momento, fica restrita à Caixa. Os bancários da rede privada e do Banco do Nordeste aceitaram as propostas apresentadas e a categoria do Banco do Brasil, apesar de rejeitar a proposta do banco, optou por retomar as negociações em vez de entrar em paralisação.

Por se tratar de atividade essencial, a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989) obriga sindicato e banco a manter equipe mínima durante o movimento, o que costuma reduzir, mas não necessariamente interromper, o atendimento presencial.

Servidores do IBGE iniciam greve em oposição a medidas da gestão Márcio Pochmann

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Folha de S.Paulo

Parte dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou greve em oposição a medidas da direção do órgão de pesquisas, presidido pelo economista Marcio Pochmann.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) em entrevista organizada pela associação sindical que representa os trabalhadores do instituto, a Assibge.

A entidade não detalhou o número de funcionários em greve, mas disse que servidores de três unidades do IBGE aderiram ao movimento.

São os casos do núcleo estadual da Bahia e de dois locais no Rio (sede e superintendência), o órgão conta com prédios espalhados pela capital fluminense.

“No que se refere à Bahia, que já está [em paralisação] há uma semana, temos avaliação de que 40% do efetivo está em greve”, disse Clician Oliveira, diretora da Assibge.

“Aqui na sede, hoje [segunda] é o primeiro dia, então ainda vamos receber a avaliação de quantos colegas entraram. E estamos em processo de realização de assembleias por todo o país”.

Ainda segundo a Assibge, outras oito unidades estão em estado de greve, podendo interromper atividades. Integram essa lista núcleos de Sergipe, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e outros dois do Rio (avenidas Chile e Canabarro).

Até o momento, porém, não há indicativo de que o movimento possa impactar o calendário de divulgação de pesquisas do instituto, afirmou a associação sindical.

A gestão do IBGE disse que o órgão segue funcionando normalmente e cumprindo o seu plano de trabalho.

“A direção do instituto mantém diálogo permanente com seus servidores, sempre nos espaços institucionais adequados e dentro dos marcos legais e administrativos vigentes”, declarou.

A greve em estágio inicial marca um novo capítulo da crise interna que se arrasta no IBGE desde 2024.

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Funcionários dos Correios voltam a ameaçar greve nacional contra plano de reestruturação

Carteiro na praça do Correio, centro de São Paulo

Funcionários dos Correios devem decidir nesta quinta-feira (13), se entrarão em greve nacional em setembro, em mais um capítulo da disputa com a direção da estatal em torno do plano de reestruturação colocado em prática desde janeiro. A deliberação ocorrerá em assembleia convocada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), que representa os empregados da empresa.

“A entidade também chama os trabalhadores de todo o Brasil para estarem prontos para uma grande Greve Nacional em setembro, caso não haja recuo por parte da direção da empresa e do Governo Federal”, disse a Fentect em publicação em uma rede social

Entre as iniciativas do plano de reestruturação dos Correios está o encerramento de agências, além da venda de imóveis, do programa de demissão voluntária (PDV) e de mudanças no plano de saúde dos funcionários.

A ameaça de paralisação já havia levado os Correios a interromper temporariamente parte da execução do plano. No começo de julho, a empresa anunciou a suspensão, até 31 de julho, de três medidas: o fechamento de agências, a redução do número de posições de caixa, funções que recebem adicional pela atividade, e a adoção de um sistema para dimensionar a distribuição e buscar maior eficiência nas rotas de entrega. A suspensão, porém, não alcançou outras ações previstas no programa, como a venda de imóveis, o PDV e a reformulação do plano de saúde.

A pausa no fechamento de unidades também não reverteu medidas já executadas. Segundo o material divulgado pela empresa, 256 agências já foram encerradas, enquanto outras 50 estão em estágio avançado do processo de extinção.

O plano de reestruturação é também a base da operação de crédito de 12 bilhões de reais contratada pelos Correios com cinco bancos no fim do ano passado, com garantia do Tesouro Nacional. Para dar continuidade à recuperação financeira, a estatal negocia ainda uma nova linha de crédito, de 7 bilhões de reais.

Os Correios afirmaram ter criado uma mesa permanente de negociação com as entidades representativas dos trabalhadores. Segundo a estatal, o objetivo é acompanhar a execução do plano e buscar, em conjunto com os funcionários, ajustes e soluções para as medidas que estão sendo implementadas.

Crítica ao governo federal

Ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Fentect tem feito críticas também ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A Fentect e os sindicatos também têm cobrado do governo federal, que foi quem indicou esse presidente, vindo do Banco do Brasil, que se posicione e esclareça qual é o verdadeiro plano do governo Lula para os Correios do Brasil”, diz a entidade.