
Folha de S.Paulo
A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal não é abusiva, deverá acabar imediatamente, no máximo até esta quarta-feira (30), e os dias parados deverão ser repostos, para que não haja desconto dos salários. Além disso, o plano de saúde, principal impasse entre a Caixa e a categoria, terá reajuste de 4,6%.
Essa foi a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em julgamento de dissídio coletivo da Caixa na tarde desta terça-feira (29). Os ministros aprovaram por unanimidade o voto do ministro relator, ministro Maurício Godinho.
O ministro determinou ainda reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,6% de aumento real sobre salários e benefícios, o que dá 4,6%, mesmo índice do convênio. A regra valerá a partir de 1º de setembro e o acordo coletivo de trabalho tem validade de dois anos, de 2026 a 2028.
O julgamento ainda terá votos de outros ministros presentes, para que se chegue a uma sentença final. A sessão foi interrompida por dez minutos.
“Estou determinando o retorno de imediato, imediatamente após essa sessão ou, no máximo, amanhã. Não pode ter greve, senão haverá descumprimento de ordem judicial”, disse Godinho.
Em seu voto, de 97 páginas, Godinho afirmou que todos os requisitos formais previstos na Lei de Greve foram cumpridos pelas entidades representativas de trabalhadores e negou a aplicação da multa de R$ 100 mil por descumprimento.
Segundo ele, a paralisação foi deflagrada dentro dos prazos legais, houve comunicação às entidades empresariais e foi garantida a presença necessária para o atendimento das necessidades dos clientes durante a greve, conforme a Justiça determinou.
O ministro disse que o TST determinou 60% de efetivo nas agências e que essa decisão partiu do fato de que os bancos usam muita tecnologia. Em geral, se determina a pedido de 80% de efetivo. Negou a solicitação da Caixa para que o tribunal supervisionasse a greve.








/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/A/y/DwMHCxQdC7kamx6nVPPw/correios-nova-2-julia-aguiar.jpg)







