O que é a tabela de frete mínimo e por que ela está no centro da ameaça de greve dos caminhoneiros

O caminhão N 13.210, um dos quatro modelos a diesel que a Jac Motors está lançando no Brasil

A tabela de frete mínimo do transporte de cargas voltou aos holofotes em meio à ameaça de uma nova paralisação de caminhoneiros, sinal de que o instrumento criado para pacificar o setor segue longe de consenso. Instituída em 2018, no rastro da crise que paralisou o país e expôs a fragilidade da logística nacional, a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas estabelece valores mínimos para o serviço, com base em custos operacionais como diesel, manutenção, pedágios, seguros e depreciação. A ideia, à época, foi garantir o pagamento dos custos das viagens e dar previsibilidade a um segmento historicamente sujeito a oscilações abruptas de renda.

Na prática, trata-se de um piso obrigatório nas negociações de frete. A regra vale tanto para transportadores autônomos quanto para empresas, e o descumprimento pode resultar em multas e outras sanções administrativas. A lógica é conter a compressão de preços em um mercado marcado por excesso de oferta de mão de obra e baixa capacidade de barganha dos motoristas, um ambiente propício à deterioração das margens e à informalidade nas contratações.

Como o diesel responde pela maior fatia dos custos, oscilações no preço do combustível têm impacto imediato sobre a renda dos transportadores. Quando os reajustes da tabela não acompanham esse movimento, a defasagem se traduz em perda de renda e amplia a tensão no setor, terreno fértil para mobilizações e ameaças de paralisação. Não é diferente neste momento, quando o petróleo disparou da casa dos 70 dólares por barril para mais de 100 dólares por barril em poucas semanas, por causa da guerra no Irã e seus desdobramentos.

A tabela de frete mínimo ainda enfrenta dificuldades para ser considerada efetiva. Caminhoneiros relatam pressão de embarcadores e intermediários para fechar contratos abaixo dos valores estipulados, além de fiscalização irregular. Em um setor pulverizado e frequentemente informal, comprovar infrações nem sempre é trivial, o que esvazia o alcance prático da medida e reduz seu efeito sobre o mercado.

Sindifisco-PE entra em contagem regressiva para greve estadual

Da Assessoria

Os auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco, representados pelo Sindifisco-PE, entraram em contagem regressiva para a deflagração de uma greve. A decisão final será tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para a próxima quinta-feira, 19 de março. A categoria afirma que chegou ao limite após meses de negociações sem avanço e acusa o Governo Raquel Lyra de manter uma política deliberada de desvalorização da Secretaria da Fazenda.

Desde janeiro, o sindicato tenta estabelecer diálogo com o governo para tratar de reivindicações consideradas estruturais para a carreira e para o funcionamento da administração tributária do Estado. Entre os pontos apresentados estão a recuperação da paridade remuneratória entre ativos e aposentados e o cumprimento da Constituição do Estado de Pernambuco no que se refere à aplicação do teto remuneratório do funcionalismo.

Segundo o Sindifisco-PE, além de negar as reivindicações, o governo tem adotado uma postura de confronto institucional. A entidade afirma que o Executivo tentou derrubar no Supremo Tribunal Federal a regra constitucional do teto remuneratório estadual, mas não obteve a medida cautelar solicitada para suspender seus efeitos. Mesmo assim, segundo o sindicato, a norma segue sendo desconsiderada na prática.

“Chegamos ao limite do aceitável. O Governo Raquel Lyra tem tratado a Secretaria da Fazenda com descaso e ignorado reivindicações legítimas da categoria. Essa postura compromete uma instituição estratégica para o funcionamento do Estado”, afirma Nilo Otaviano, presidente do Sindifisco-PE.

Para o dirigente, o impasse ultrapassa uma pauta corporativa e atinge diretamente a capacidade do Estado de arrecadar e financiar políticas públicas.

“Não se trata apenas de uma disputa salarial. Estamos falando da valorização da administração tributária, responsável por garantir os recursos que sustentam saúde, educação e segurança pública. A opção do governo por manter o Fisco enfraquecido terá consequências para Pernambuco”, acrescenta.

A insatisfação da categoria tem se intensificado nas últimas semanas. Desde janeiro, assembleias e reuniões setoriais vêm sendo realizadas em diferentes unidades da Secretaria da Fazenda. Segundo o sindicato, o sentimento predominante entre auditores fiscais e julgadores tributários é de que o governo optou pelo confronto e pelo adiamento indefinido de soluções.

“A greve surge como uma resposta legítima diante de um governo que insiste na omissão, na desigualdade e no desrespeito institucional com o Fisco pernambucano”, afirma Otaviano.

TST diz que greve de funcionários dos Correios não é abusiva e determina reajuste salarial de 5,1%

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu por unanimidade que a greve dos trabalhadores dos Correios não foi abusiva, mas determinou o desconto dos dias de paralisação. Os trabalhadores devem retornar às atividades.

Sem acordo entre os sindicatos dos trabalhadores e os Correios sobre o aumento salarial, o TST ainda determinou um reajuste de 5,1% a partir de 1º de agosto de 2025. O índice será aplicado também a benefícios como vale-alimentação/refeição, vale-cesta, auxílio-dependente e reembolso-creche.

O desconto referente à greve deverá ser parcelado em três meses. A decisão, tomada na terça-feira (30), permite a reposição dos dias paralisados em substituição ao desconto, caso a gestão da empresa considere essa opção mais adequada.

Os trabalhadores haviam começado a paralisação das atividades no dia 17 em agências de Mato Grosso, Ceará, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro, além de algumas regiões de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os Correios solicitaram a declaração de abusividade da greve sob o argumento de que o movimento foi deflagrado antes de as negociações coletivas se esgotarem.

Para a relatora, a ministra Kátia Magalhães Arruda, diversas reuniões de negociação ocorreram entre julho e dezembro. Ela ressaltou que a paralisação começou em alguns sindicatos e que a greve deflagrada em 23 de dezembro ocorreu após a rejeição da proposta construída no âmbito da reclamação pré-processual no TST.

A sentença do TST ainda assegura benefícios como pagamento de 70% de gratificação de férias e adicional de 200% para trabalho em dias de repouso. Foi incluída uma cláusula que garante jornada especial reduzida a mulheres com filho ou dependente com deficiência, sem redução salarial e sem necessidade de compensação de horário. O dispositivo tem como base tese vinculante fixada pelo TST que assegura esse direito à empregados públicos.

Em relação ao reajuste salarial e aos benefícios, a ministra Maria Cristina Peduzzi divergiu e votou pela manutenção da proposta apresentada pelos Correios, destacando que o dissídio “envolve empresa estatal em alarmante situação econômico-financeira”. Nesse ponto, foi acompanhada pelo ministro Ives Gandra Martins Filho.

A maioria dos ministros, no entanto, votou por uma proposta intermediária à dos Correios e à dos sindicatos dos trabalhadores. Entre as demandas dos funcionários, estava um adicional de 250% para trabalho aos fins de semana.

TST diz que greve nos Correios não é abusiva, mas autoriza desconto

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou como não abusiva a greve dos trabalhadores dos Correios, que completou duas semanas, nesta terça-feira (30), e manteve a validade das cláusulas pré-existentes no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria do ano anterior (2024/2025), incluindo a determinação de reajuste de 5,10% sobre os salários, com base na inflação do período de um ano até a data-base.

Os termos foram definidos pela ministra relatora do processo, Kátia Magalhães Arruda, que foi acompanhada pela maioria dos demais ministros da Seção Especializada de Dissídios Coletivos (SDC) da Corte trabalhista.

Apesar da declaração de legalidade do movimento paredista, trabalhadores que paralisaram as atividades terão as faltas descontadas nos salários, em valores que serão divididos em três parcelas mensais, sucessivas e iguais, apurados de forma individualizada em relação à cada empregado. A greve foi deflagrada o dia 16 de dezembro.

A decisão encerrou o julgamento do dissídio coletivo da categoria, pondo fim a uma campanha salarial cuja data-base (referência para os reajustes) estava fixada no 1º de agosto. Com o fim do julgamento, os trabalhadores devem retomar o trabalho normalmente nesta quarta-feira (31).

Na semana passada, a relatora já havia determinado que 80% do efetivo dos Correios fosse mantido, dado o caráter essencial do serviço postal. A greve estava concentrada em nove estados: Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A mobilização dos trabalhadores dos Correios ocorre em meio a um momento delicado nas finanças da estatal, que acumula déficits bilionários. Ontem, a empresa anunciou um plano para fechar até 6 mil agências e demitir cerca de 15 mil empregados. A companhia, cujo capital é 100% público, estuda ainda um aporte de R$ 12 bilhões por meio de linhas de crédito abertas nos maiores bancos do país.

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Greve dos Correios gera atrasos em entregas e prejuízos à empreendedores

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Folha de S.Paulo

Sem previsão de encerramento, a greve dos trabalhadores dos Correios gerou efeito cascata nas entregas de encomendas por todo o país, e há relatos de atrasos no recebimento de compras feitas neste fim de ano.

Até o momento, agências de 13 estados (a maior parte nas regiões Norte e Nordeste) operam normalmente, enquanto 17 estados, entre eles Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná aderiram à greve deflagrada no último dia 16, enquanto o impasse sobre o acordo coletivo dos trabalhadores não é resolvido no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Como reflexo, milhares de pessoas estão com atraso de semanas no recebimento ou envio de entregas. Um usuário do X postou mensagem dizendo que fez a devolução de um produto de São Paulo para o Rio de Janeiro no dia 1° de dezembro, mas até hoje o objeto consta no sistema de envio como em transferência. Neste caso, segundo ele, a empresa só libera o reembolso após o recebimento do produto.

As reclamações se estendem aos clientes que fizeram a contratação do Sedex para agilizar a entrega, mas o pacote não chegou ao seu destino.

Em nota, a estatal disse que as agências permanecem abertas para atendimento ao público e as entregas seguem sendo realizadas em regime de contingências. De acordo com a companhia, 90% do efetivo segue trabalhando.

“A estatal está monitorando os índices de entrega e adotando medidas como remanejamento de empregados de outras unidades, realização de mutirões e plantões em feriados e fins de semana, entre outras iniciativas, para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população. Neste mês de dezembro, o índice de entrega no prazo está em aproximadamente 89%”, disse a companhia.

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Greve: mediação do TST entre Correios e trabalhadores acaba sem acordo

Imagem colorida de carteiros trabalhando

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) vão manter a greve. Uma negociação mediada pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Cejusc) do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na última sexta-feira (26), terminou sem acordo para dar fim à paralisação, iniciada no dia 16 de dezembro.

Após a negociação frustrada, ficou marcada para esta segunda-feira (29), às 14h, uma nova rodada de conversa para tentar resolver a situação. O dissídio, ou seja, uma decisão da Justiça sobre as divergências entre empresa e trabalhadores, está marcado para a próxima terça-feira (30). Portanto, a reunião desta segunda é a última chance de uma solução consensual sobre o reajuste salarial e outros pontos a serem acertados entre as partes.

A paralisação dos trabalhadores dos Correios iniciou-se em 16 de dezembro. No entanto, o movimento ganhou força na noite da terça-feira (23), quando a maioria dos sindicatos rejeitou a proposta de acordo coletivo para 2025/2026. A proposta foi discutida em uma mediação conduzida pela vice-presidência do TST.

O dissídio está marcado para ser realizado na Seção de Dissídios Coletivos do TST, que é composta por nove ministros, incluindo o presidente e o vice-presidente do Tribunal, além do Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho.

O presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, referendou a decisão da ministra Kátia Magalhães Arruda, tomada em 18 de dezembro, que determinou que, mesmo durante a greve, os sindicatos participantes da paralisação mantenham 80% dos trabalhadores em atividade em cada unidade.

Além disso, é preciso garantir o livre trânsito de pessoas, bens e cargas postais. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil por sindicato.

Crise

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Trabalhadores dos Correios aprovam greve em 7 Estados

Sindicatos de trabalhadores dos Correios de algumas das maiores bases de funcionários da estatal aprovaram nesta terça-feira (16),  greve geral por tempo indeterminado. A paralisação entrou em vigor às 22h. Foram aprovadas greves em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba, com o aval das respectivas direções sindicais locais. Em São Paulo, os trabalhadores aprovaram a paralisação contra a orientação da direção do sindicato paulista.

Também decretaram greve nesta terça-feira as bases de Vale do Paraíba (SP), Campinas (SP), Santos (SP) e Londrina (PR).

As paralisações foram anunciadas pelos sindicatos depois de cada base ter realizado assembleia local. Associações de trabalhadores dos Correios de todo o país já haviam aprovado durante as últimas duas semanas indicativos de greve após as representações sindicais não terem chegado a um consenso com a estatal sobre o novo acordo ACT.

Outros 12 sindicatos decidiram por manter o estado de greve, alerta que indica que os trabalhadores estão mobilizados e se preparando para uma paralisação: Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Roraima, Santa Maria (RS) Juiz de Fora (MG), Bauru (SP).

Funcionários dos Correios cobram a direção da empresa por reajustes e um benefício de fim de ano conhecido como “vale-peru”. Também reclamam de não ter havido nenhuma proposta de reajuste baseada na inflação. Alegam não serem culpados pela crise que a empresa atravessa e que tampouco podem ser sacrificados por isso.

Os trabalhadores querem manter benefícios como o adicional de 70% de férias, pagamento de 200% nos finais de semana e a concessão do vale-peru de R$ 2,5 mil. Os Correios argumentam que a situação da estatal não permite.

Desde a última quinta-feira (11), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vem conduzindo reuniões de mediação com representantes sindicais e da direção da estatal.

Foram 2 encontros na semana passada, um na segunda-feira (15) e outras duas reuniões nesta terça-feira (16), quando os Correios propuseram reajuste pela inflação e cederam a outras exigências, mas sem pagamento do vale-peru. A proposta não foi aceita pelos sindicatos.

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Greve dos caminhoneiros é até agora um grande fracasso em todo o país

Tráfego normal no km 78 da Via Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, no início da tarde desta quinta-feira

As principais rodovias do Brasil não registraram nenhuma paralisação de caminhoneiros desde o fim da manhã desta quinta-feira (04), como estava previsto por alguns integrantes da categoria, que chegaram a registrar na Presidência da República a intenção de bloqueio para reivindicar melhorias para a classe.

Em rodovias federais, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não registrou, até o momento, nenhum bloqueio de pistas. Rodovias estaduais importantes, como a dos Bandeirantes (SP-348), que liga São Paulo a Campinas, o tráfego é considerado normal nos 81 km que separam a capital de uma das mais importantes cidades do interior paulista. Trechos de estradas monitoradas pelo Departamento de Estrada e Rodagem (DER) de São Paulo também não registraram movimentação no sentido de paralisação das pistas. Em rodovias fluminenses também não há registro de paralisações.

A intenção de paralisação partiu de um encontro entre Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, que representa a União Brasileira dos Caminhoneiros, e Sebastião Coelho, desembargador aposentado que ofereceu apoio jurídico ao movimento. A paralisação da categoria tinha como objetivo melhorias para a classe, como aposentadoria especial, reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e estabilidade contratual da categoria.

O movimento serviu para animar apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que viram uma oportunidade para tentar reivindicar também  anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro, o ex-presidente e seus ex-auxiliares, recentemente presos para começo de cumprimento de penas impostas por condenação pela trama golpista.

Chicão Caminhoneiro afirmou em uma gravação que conversou com outros líderes da categoria sobre a paralisação. Ele afirmou ainda que a categoria não pode impedir o direito de ir e vir das pessoas. “Temos que respeitar toda a legislação que é imposta à categoria no sentido de permitir o livre trânsito das pessoas”, disse. Depois de deixar a Presidência da República, onde protocolaram o aviso de greve, não ocorreram novas manifestações do grupo. Em agosto deste ano, Coelho e Chicão também fizeram publicação sobre uma possível paralisação no país, o que não ocorreu.

Caos em 2018

Em 2018, na gestão de Michel Temer (MDB), caminhoneiros fecharam diversas rodovias brasileiras insatisfeitos com aumento dos combustíveis. À época, com a logística interrompida, produtos em supermercados começaram a faltar. Foram dez dias que se tornaram uma crise para o governo federal, que precisou negociar e aceitar parcialmente as condições da categoria.

Em 2021, caminhoneiros se deslocaram para Brasília para o 7 de Setembro, quando diversos apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro se posicionaram nas proximidades da Praça dos Três Poderes em manifestação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O reforço do policiamento, por determinação de Luiz Fux, então presidente da Corte, junto ao governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), garantiu movimento pacífico.

Greve dos metroviários segue após audiência no TRT-6; nova Assembleia decidirá rumos da paralisação no Grande Recife

Greve dos metroviários segue após audiência no TRT-6; nova Assembleia decidirá rumos da paralisação no Grande Recife

A greve dos metroviários da Região Metropolitana do Recife (RMR) ganhou novos desdobramentos após a audiência de conciliação realizada, nesta terça-feira, no plenário do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6). O encontro, presidido pelo vice-presidente do órgão, desembargador Eduardo Pugliesi, reuniu representantes do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) e da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

A audiência teve duração de cerca de uma hora e, segundo o magistrado, o clima foi de transparência e avanço no diálogo. “Foi uma reunião extremamente efetiva, em um ambiente democrático. Houve compreensão de ambos os lados de que o momento é delicado para os usuários, mas também de que o sistema precisa de reformas”, declarou Pugliesi.

O desembargador ressaltou que o Tribunal, junto ao Ministério do Trabalho, apresentou uma proposta de acordo às partes. No entanto, o sindicato preferiu submeter o texto à deliberação da categoria, em assembleia marcada para esta quarta-feira (5), às 18h, na Praça da Greve, no Centro do Recife.

Sindmetro-PE mantém paralisação e cobra investimentos

Após o encontro, o presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, afirmou que a greve continuará até a realização da assembleia. O sindicalista destacou que a paralisação tem como foco principal denunciar o sucateamento do sistema, exigir melhorias estruturais e de segurança, e rejeitar a tentativa de privatização do metrô.

“É preciso buscar alternativas que garantam recursos e assegurem um serviço de qualidade à população. Nossa luta é por um metrô público e eficiente”, declarou Soares.

De acordo com Soares, o sindicato apresentou, durante o encontro, um plano emergencial com dez pontos para que a CBTU analise dentro do prazo estabelecido. O documento reúne as principais demandas consideradas prioritárias pelo Sindmetro-PE para a melhoria do transporte sobre trilhos.

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Metroviários anunciam greve por tempo indeterminado e param Metrô do Recife a partir de domingo

O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) aprovou, em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (30), uma greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite do próximo domingo (2). A paralisação afetará toda a operação do Metrô do Recife.

A categoria começa, a organizar o comando de greve. Segundo o Sindicato, o movimento ocorre após meses de tentativas frustradas de diálogo com o governo federal e com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pelo sistema.

Os trabalhadores reivindicam a liberação de recursos para manutenção, modernização da frota e melhoria das condições de trabalho, diante do estado precário das composições e estações. O Metrô do Recife transporta cerca de 170 mil passageiros por dia, mas enfrenta falhas constantes, atrasos e problemas de segurança.

Para o Sindmetro-PE, a solução passa por investimentos públicos e não pela entrega do serviço à iniciativa privada, conforme já foi anunciado pelo governo federal que, antes, vai repassar toda a gestão para o governo do estado – o que estava previsto para acontecer em setembro último. Nenhuma nova data foi anunciada até agora.

Durante a greve, equipes do Sindmetro dizem que vão garantir a segurança das instalações. A entidade afirma estar aberto ao diálogo, desde que haja propostas concretas de investimento e valorização do transporte público sobre trilhos.

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Servidores de navegação aérea anunciam greve para o fim de setembro e voos podem ser afetados

A imagem mostra um homem em pé ao lado de um carro vermelho, observando um avião que está prestes a aterrissar. O avião está voando baixo, com a fuselagem visível e a cauda colorida. Ao fundo, há uma pista de pouso e algumas construções. Um carro preto está estacionado na estrada próxima ao homem. O céu está nublado, sugerindo um dia com pouca luz.

Folha de S.Paulo

Servidores públicos ligados à estatal federal Nav Brasil, que atua no setor de controle do espaço aéreo, aprovaram uma greve da categoria a ser realizada nos dias 24, 26 e 30 de setembro e 2 de outubro, paralisando parte dos serviços de navegação aérea, devido à precarização da categoria.

A decisão foi comunicada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo (SNTPV). Segundo o sindicato, dada a sensibilidade e o alto nível de segurança exigidos no setor, serão suspensos os serviços pelo prazo de um hora, e em dois turnos: um pela manhã (11h às 12h) e outro à tarde (15h às 16h).

De acordo com o sindicado, serão suspensos todos os serviços de navegação aérea, exceto aqueles voltados para voos especiais, como evacuação aeromédica. Na prática, se as paralisações ocorrerem, são grandes as chances de haver atrasos em voos em diversos aeroportos do país.

A reportagem procurou a Força Aérea Brasileira e o Ministério de Portos e Aeroportos para comentar o assunto, mas não houve posicionamento até a publicação deste texto.

A Nav Brasil é responsável pelo controle realizado em 43 aeroportos, incluindo alguns dos mais movimentados, como o de Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e Santos Dumont e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Dos 4.263 controladores de voo em atuação no país, ao menos 530, o equivalente a 12% do total, são servidores públicos ligados à Nav Brasil, uma estatal criada em junho de 2021, a partir de um desmembramento da Infraero. Os dados são da própria estatal, que possui um total de 1.600 servidores.

Dentre as reivindicações dos servidores estão o cumprimento de cláusulas previstas no acordo coletivo de trabalho de 2023 a 2025, com a implementação de melhores condições para o auxílio de assistência à saúde e plano de cargos e salários, questões que, segundo a categoria, foram acordadas em conciliação com o Tribunal Superior de Trabalho, mas que ainda não foram implementadas.

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Associação dos Servidores de Vigilância Sanitária em Pernambuco cruza os braços a partir de 4 de agosto

A Associação dos Servidores de Vigilância Sanitária em Pernambuco (Avisape), entidade representativa dos profissionais do Grupo Ocupacional de Fiscalização Sanitária da Saúde (GOFSS), vinculados à Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), comunica oficialmente a paralisação das atividades dos servidores no período de 04 a 08 de agosto de 2025, em todo o território estadual.

A deliberação foi aprovada por unanimidade em Assembleia Geral da categoria, realizada em 26 de junho de 2025, diante da ausência de avanços concretos quanto à regulamentação e implementação da Gratificação de Fiscalização, prevista no §1º do art. 8º da Lei Estadual nº 13.077/2006. Apesar das inúmeras tentativas de diálogo institucional e do encaminhamento formal de pleitos aos órgãos competentes, não houve, até o momento, qualquer resposta que indique o compromisso do Governo com a valorização desta pauta legal, legítima e orçamentariamente viável.

Reforçamos que a Vigilância Sanitária exerce um papel crucial na proteção da saúde coletiva, atuando na prevenção de riscos e na promoção da segurança sanitária em serviços de saúde, alimentos, medicamentos, cosméticos, saneantes, além de diversos produtos e ambientes de interesse à saúde. A atuação desses profissionais contribui de forma decisiva para a qualidade de vida da população e é parte indissociável do funcionamento eficaz do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a paralisação, será mantido um efetivo mínimo de 30% dos servidores em atividade, assegurando a prestação dos serviços considerados essenciais. Esta medida reafirma o compromisso da categoria com a saúde pública, ao mesmo tempo em que busca o reconhecimento e a valorização dos profissionais que atuam na linha de frente da fiscalização sanitária no Estado de Pernambuco.

Greve dos professores do Recife chega ao fim após acordo com reajuste salarial

A paralisação dos professores da rede municipal de ensino do Recife foi oficialmente encerrada na tarde desta quinta-feira (22), após assembleia realizada no Pátio da Prefeitura. A decisão ocorreu após a categoria aceitar a proposta apresentada pela gestão municipal, que prevê um reajuste de 3% incorporado à carreira e um abono de 3,27%, este último não incorporado, válido para o período de janeiro a dezembro de 2025.

Com o fim da mobilização, a previsão é que as aulas sejam retomadas ainda nesta noite, restabelecendo a rotina escolar após duas semanas de suspensão parcial das atividades.

A greve, iniciada há 14 dias, foi impulsionada principalmente pela reivindicação do cumprimento integral da Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério de 2025, que estabelece um reajuste de 6,27% com impacto direto na carreira dos docentes. Além da atualização salarial, os profissionais também pleiteavam melhores condições de trabalho e valorização tanto para os professores da ativa quanto para os aposentados.

Ao longo do movimento, foram realizadas seis rodadas de negociação entre representantes da categoria e a administração municipal. A mobilização contou com o apoio do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), que atuou como interlocutor nas negociações e reforçou a importância do cumprimento da legislação que assegura direitos aos educadores.

O encerramento da greve representa um avanço nas tratativas entre os professores e o poder público, ainda que a proposta aceita não tenha alcançado a totalidade do percentual reivindicado inicialmente pela categoria.

Professores do Recife deflagram greve; PCR diz que profissionais recebem o piso ou até mais

Educadores da rede municipal do Recife deflagram greve

Professores da rede municipal do Recife deflagraram greve nesta sexta-feira (09). Os trabalhadores criticam o reajuste de 2,5% oferecido e buscam um maior reajuste salarial.

Segundo a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), “todos os profissionais de educação da rede municipal do Recife recebem o piso salarial ou acima do piso salarial da categoria”.

A decisão pela greve foi tomada por unanimidade durante assembleia geral realizada pelo Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), no Clube Português, após mais uma rodada de negociação sem avanços significativos com a Prefeitura.

As aulas da noite desta sexta-feira já não aconteceram.

“Deflagramos a greve porque não há mais espaço para enrolação. A cada mesa de negociação, a prefeitura se nega a apresentar uma proposta digna. Estamos em greve por respeito, por valorização e pela educação pública do Recife”, afirmou Jaqueline Dornelas, coordenadora geral do Simpere.

Por meio de nota, a PCR lamentou a deflagração e citou que isso prejudicaria a vida da população.

“A Prefeitura do Recife estranha e lamenta a deflagração da greve com as negociações em andamento, pois entende que a medida impacta diretamente a vida de milhares de estudantes que podem ter prejuízos de aprendizagem, problemas no cumprimento do calendário do ano letivo, além de prejuízos no acesso à alimentação escolar”, diz a nota.

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Trabalhadores da Emprel param atividades nesta quarta-feira e pedem melhoria em reajuste

Fachada da Empresa Municipal de Informática do Recife – EMPREL

Em protesto contra a proposta de reajuste salarial da Prefeitura do Recife, funcionários da Empresa Municipal de Informática (Emprel) realizaram uma paralisação de advertência na manhã desta quarta-feira (23), em frente à sede da empresa, na Avenida Cais do Apolo.

Os trabalhadores da Emprel rejeitaram a proposta inicial da gestão municipal, que ofereceu 1,5% de aumento salarial, sendo 1% retroativo a janeiro e 0,5% a partir de julho, além de R$1,00 de acréscimo no vale-alimentação.

A categoria considera a proposta insuficiente, pois sequer cobre a inflação de 2024, que se aproxima de 5%.

A insatisfação com os salários tem levado à perda de talentos na Emprel, com profissionais buscando melhores oportunidades no mercado. Apenas em 2024, três funcionários já pediram demissão, e outros estariam aguardando aprovação em outros concursos.

A falta de pessoal qualificado tem afetado diversos projetos da empresa, incluindo áreas como saúde, educação e finanças.

Os trabalhadores também criticam o aumento da terceirização de serviços que poderiam ser realizados pela própria Emprel, o que enfraquece o papel da empresa na promoção de políticas públicas de TI para o município e compromete a soberania tecnológica do Recife.