Estão abertas as inscrições para o 3º Prêmio Inaldo Sampaio de Jornalismo do TCE-PE

Foram abertas, nesta terça-feira (07), as inscrições para a terceira edição do Prêmio Inaldo Sampaio de Jornalismo, promovido pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 04 de setembro de 2026.

Neste ano, o prêmio terá como tema a Primeira Infância, incentivando a produção de reportagens sobre políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos, nas áreas de educação, saúde, assistência social, entre outras.

A escolha do tema reforça a importância de garantir direitos e oportunidades às crianças e está alinhada às diretrizes da atual gestão do presidente Carlos Neves.

Podem concorrer trabalhos publicados na imprensa pernambucana entre 06 de setembro de 2025 e 04 de setembro de 2026, nas categorias videojornalismo, radiojornalismo e webjornalismo/jornalismo impresso. Os prêmios variam de R$ 2 mil a R$ 7 mil.

Faça sua inscrição clicando aqui.

A edição deste ano também contará com o Prêmio Trajetória, homenagem a um profissional da imprensa pernambucana escolhido pelo Pleno do TCE-PE.

A comissão julgadora será formada por representantes da Diretoria de Comunicação do TCE-PE e por profissionais do jornalismo pernambucano. O resultado final será divulgado no dia 16 de outubro, no site e nas redes sociais do Tribunal. A cerimônia de premiação acontecerá em novembro.

Criado em 2024, o Prêmio Inaldo Sampaio de Jornalismo reconhece a contribuição da imprensa profissional para o fortalecimento do controle externo e do controle social, da gestão pública e da cidadania em Pernambuco.

Para mais informações clique aqui.

ANJ pede apuração de acesso a dados da jornalista Malu Gaspar a pedido de Daniel Vorcaro

Poder360

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) pediu na última quinta-feira (02) a abertura de uma investigação sobre diálogos que indicam uma devassa em dados pessoais e financeiros da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

As mensagens, obtidas pela Polícia Federal, mostram que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o publicitário Thiago Miranda, dono da agência Mithi, agiram para tentar interromper as apurações da repórter envolvendo o banco.

A associação afirmou, em nota, ter recebido “com indignação” a informação de que os dois “atuaram com métodos mafiosos para tentar intimidar a colunista”. Para a ANJ, a ação representa uma tentativa de intimidação ao livre exercício do jornalismo.

“Além de condenar com veemência a tentativa de intimidação ao livre trabalho jornalístico, a ANJ espera a imediata investigação sobre o acesso a dados pessoais da jornalista, que, como todos os cidadãos, deveria estar sob proteção legal dos órgãos oficiais e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, diz a entidade.

Extraídos do celular de Vorcaro pela PF, os diálogos ocorreram em março e abril de 2025 e foram revelados pelo site Fatos On-line.

Plano para silenciar repórter

As mensagens indicam que Miranda mapeou transações financeiras feitas com cartões e a renda média de Malu Gaspar a pedido de Vorcaro. Ao concluir a busca, o publicitário informou ao ex-banqueiro: “Realmente meu amigo, não tem absolutamente NADA”. Nas conversas, Vorcaro pretendia “frear a Malu Gaspar” em razão de suas apurações sobre o Banco Master.

Mesmo sem encontrar informações comprometedoras, Miranda afirmou que precisava “arrumar uma forma de calar essa mulher”. Os dois cogitaram oferecer à jornalista “uma proposta milionária” para contratá-la pela revista IstoÉ. A revista pertence ao Grupo Entre, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior. Segundo o jornal digital Intercept Brasil, ele foi o intermediador dos repasses do Banco Master ao filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ideia foi descartada. Em seguida, os dois passaram a considerar fazer uma oferta para que Gaspar trabalhasse para o Grupo Leo Dias, do qual Miranda era CEO até junho de 2025. A proposta não prosperou.

O jornal O Globo publicou nota na quarta-feira (1º) em que “repudia a devassa ordenada pelo investigado na vida da colunista Malu Gaspar, uma das mais respeitadas jornalistas do país” e afirmou que a ação “visava calar a voz da imprensa e revela um ‘modus operandi’ do grupo criminoso”.

O caso se soma a outros elementos da investigação sobre a atuação do grupo ligado a Vorcaro contra jornalistas. Em março, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou haver indícios de que o ex-banqueiro determinou a simulação de um assalto para “prejudicar violentamente” o colunista Lauro Jardim, também do jornal O Globo.

Contratos com influenciadores

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Cancelar a CazéTV por publicidade de bets, e só ela? É oportunismo em ano eleitoral

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Por Rodrigo Capelo/Estadão

Precisou da Copa do Mundo para políticos descobrirem: a CazéTV faz propaganda de bet! Em ano eleitoral, sem coincidência alguma, alguns deles resolveram subir no palanque para bradar contra as casas de apostas. Por mais que eu tenha uma série de restrições, nunca apostei, nunca fiz publicidade, é difícil se deparar com a situação e não ver certo oportunismo na crítica.

A Cazé fala em bet o tempo todo, coloca odds na tela, promove a aposta turbinada do segundo tempo. É tudo verdade. Mas ela não é a única a levantar essa bandeira. Globo, SBT e N Sports, todas detentoras da transmissão da Copa de 2026, têm anunciantes do segmento de bets. Elas incentivam o consumo desse tipo de entretenimento e se financiam a partir dessas verbas publicitárias.

Uma curiosidade do mercado tem recebido menos atenção dos críticos. As maiores emissoras são, elas mesmas, donas de casas de apostas. A Globo montou uma joint venture com a MGM, um cassino de Las Vegas, para criar a BetMGM. O SBT anunciou a criação do Todos Querem Jogar, uma bet que teria outros produtos de entretenimento clássicos do canal, como o Show do Milhão.

Departamento de Proteção ao Consumidor cita casos em que transmissão de jogos da Copa é usada para estimular apostas.

As apostas não são exclusividade da CazéTV, nem são novidade no futebol. Este é o único segmento que tem elevado os investimentos em publicidade nas emissoras, nos clubes de futebol e nos influenciadores, no retrato dos últimos cinco anos. Contratos começaram em algumas dezenas de milhões de reais, hoje são centenas de milhões para cada player, inclusive, o time que você torce.

Outros países têm restrições à publicidade das bets. A China proíbe tudo. A Inglaterra tirou essas empresas das camisas dos clubes de futebol. Nós, não. As apostas de cota fixa foram liberadas em 2018, a regulamentação do setor levou anos até sair, só em 2023, e nesse processo foi feita a opção de liberar a publicidade. O máximo que se tem é o ineficaz “jogue com responsabilidade”.

Queremos moderar as propagandas dessas empresas? Sou entusiasta. Mas precisamos falar sério. A proibição da atividade como um todo é uma utopia: os consumidores existem e, se não for em casas fiscalizadas, eles vão jogar no mercado ilegal, em sites hospedados na cochinchina. A “Lei Seca” não funciona.

Já a limitação da publicidade é um caminho a explorar. Se todo mundo estiver ciente de que contratos serão reduzidos, e portanto haverá lobby na direção contrária em Brasília e onde mais se faz a política real, por mim está tudo certo. Subir em palanque durante a Copa para bater no Cazé, e só no Cazé? Não dá.

Inscrições para Prêmio de Jornalismo do TCE-PE vão até 30 de setembro

Logotipo Premio Inaldo Sampaio de Jornalismo

Seguem abertas, até o dia 30 de setembro, as inscrições para a primeira edição do Prêmio Inaldo Sampaio de Jornalismo, promovido pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE).

Podem concorrer reportagens que colaborem com o controle externo, o controle social, a melhoria da gestão pública, a transparência, e a cidadania em Pernambuco

São três as categorias: videojornalismo, radiojornalismo, e webjornalismo ou jornalismo impresso.

Os três primeiros colocados de cada categoria receberão prêmios de 6 mil reais, 3 mil reais e 1 mil reais, respectivamente.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no hotsite do evento por meio deste link 

Quatro bolsas de R$ 6 mil para coletivos de comunicação é lançada em Pernambuco

Se você faz parte de um coletivo de jornalismo, comunicação e/ou cultura em Pernambuco, que já existe há mais de um ano, então essa notícia lhe interessa diretamente: a Marco Zero e o Instituto Fala! lançaram o Edital FALA! 2024 de Jornalismo, comunicação e cultura nos territórios: novos formatos como meio de transformação social.

O Edital FALA! é sempre destinado aos coletivos do estado por onde passou o Festival FALA!. Por isso, estarão aptos a concorrer às bolsas os coletivos de jornalismo, comunicação e/ou cultura que atuem nos territórios periféricos do estado de Pernambuco.

Serão quatro bolsas de 6 mil reais para a produção de reportagens que abordem as agendas de justiça climática, justiça social e da democracia nos territórios periféricos a partir de experiências de novos formatos e linguagens nas áreas de jornalismo, comunicação e cultura. As inscrições começaram dia 29 de abril e vai até 19 de maio, com a divulgação do resultado no dia 03 de junho de 2024.

Para que você não tenha dúvidas se a sua proposta de reportagem se encaixa nos eixos do Edital FALA! 2024, vai os detalhes abaixo:

  1. Justiça Climática: os trabalhos apresentados para o eixo de justiça climática podem abordar temas como aquecimento global; racismo ambiental; tecnologias sociais e ancestrais desenvolvidas em territórios periféricos para mitigar e superar as consequências de ambos os fenômenos, dentre outros tópicos correlatos;
  2. Justiça Social: os trabalhos apresentados para o eixo de justiça social devem abordar problemas estruturais da sociedade brasileira em decorrência de raça, etnia, gênero, sexualidade, classe e território;
  3. Democracia: os trabalhos apresentados para o eixo de democracia devem abordar estratégias de incidência política de determinados grupos sociais; atuação de movimentos sociais (entendidos aqui de forma ampla, podendo ser movimentos que atuam na pauta de cultura, educação, tecnologia etc); resultados concretos de ações políticas de movimentos populares; dentre outros tópicos correlatos.