Ilha de Itamaracá quer voltar a brilhar: novo edital aposta em turismo planejado e sustentável

Itamaracá, que já foi considerada a joia do turismo pernambucano, tenta recuperar seu prestígio com um novo edital lançado pelo Governo de Pernambuco. O projeto visa estudos de viabilidade para cerca de 1.200 hectares da ilha, quase 40% do território incluindo áreas icônicas e atualmente abandonadas, como a antiga Barreto Campelo, o antigo manicômio e a Agrovila Penitenciária Agroindustrial São João, ainda em funcionamento, mas prestes a ser desativada.

Essa iniciativa abre espaço para requalificação territorial estratégica, capaz de impulsionar o turismo regional e estimular investimentos em áreas degradadas.

Aprendendo com outros destinos

Enquanto Itamaracá foi esquecida nas últimas décadas, destinos como Porto de Galinhas cresceram de forma desordenada. A expansão rápida trouxe problemas como degradação ambiental, precarização de serviços e aumento da violência, mostrando que o turismo precisa de planejamento para ser sustentável.

O sucesso do projeto em Itamaracá dependerá do respeito ao Plano Diretor da Ilha, que não passa por revisão há décadas, e ao Plano de Manejo da CPRH. Esses instrumentos são fundamentais para garantir equilíbrio entre conservação ambiental e exploração turística de forma consciente.

Turismo sustentável e de baixa densidade

O edital propõe que os novos empreendimentos sigam um modelo de baixa e média densidade, permitindo que resorts, condomínios, marinas e parques de visitação coexistam com a vocação natural da ilha.

O objetivo é criar um turismo planejado, que valorize a cultura local, preserve a biodiversidade e gere oportunidades de emprego e renda para a comunidade. Para isso, será necessário um esforço conjunto entre Estado, município, investidores e população local.

Um futuro promissor para a ilha

Se bem conduzido, o projeto pode devolver a Itamaracá seu papel de referência no turismo do litoral norte de Pernambuco, oferecendo lazer, experiências culturais e contato com a natureza de forma organizada e sustentável. A iniciativa representa um passo importante para transformar a ilha em um modelo de desenvolvimento equilibrado, aprendendo com os erros de outros destinos turísticos da região.

Número de praias impróprias para banho aumentou quase 100% na última semana em Pernambuco, diz CPRH

O novo boletim da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) trouxe um aumento de quase 100% do aumento das praias pernambucanas impróprias para o banho em uma semana. O informativo balneabilidade, publicado nesta sexta-feira (28), apresentou 11 localidades do litoral do estado não indicadas para a recreação, contra seis da semana anterior.

No total, a CPRH faz amostragem em 27 praias, entre Goiana, na Zona da Mata Norte, e São José da Coroa Grande, na Mata Sul. 16 delas estão em condições para o banho. Dentre as impróprias, Olinda segue liderando o ranking negativo com todas as suas quatro praias. Também chama atenção a inclusão de um dos trechos de Boa Viagem, a do posto 15.

Saiba como é feita a classificação de balneabilidade:

A amostragem é feita semanalmente, em local com 1 metro de profundidade, o mais utilizado para recreação. A coleta foi realizada na última segunda-feira.

Conforme a CPRH, a classificação das praias é baseada no que estabelece a Resolução Comana n.º 274/00, que define padrões de qualidade da água destinada à balneabilidade.

O critério de enquadramento baseia-se nas concentrações de coliformes termotolerantes em um conjunto de amostras de cinco semanas consecutivas ou em cinco amostragens com intervalo mínimo de 24 horas entre elas.

Águas salinas destinadas à recreação de contato primário podem ser classificadas na categoria Própria (quando 80% ou mais das amostras obtidas apresentar no máximo 1.000 coliformes termotolerantes por 100mL de amostra) e Imprópria (quando não for atendido o critério para águas próprias ou apresentar mais de 2.500 coliformes termotolerantes na última amostragem).

Confira a classificação das 27 praias avaliadas pela CPRH:

Imprópria

  • Praia de Jaguaribe, em frente à Rua Santina de Barros. Itamaracá;
  • Praia de Maria Farinha, em frente ao Cabanga Iate Clube. Paulista;
  • Praia do Janga, em frente à Rua Cláudio S. Bastos n.º 190 (Cond. Roberto Barbosa). Paulista;
  • Praia de Rio Doce, em frente à Rua Paulo N. Queiroz, próximo à foz do Rio Doce. Olinda;
  • Praia de Bairro Novo, em frente à Av. Ministro Marcos Freire n.º 2039 (Quartel da PE). Olinda;

    Ler mais

Apenas seis praias do litoral de Pernambuco são impróprias para banho, diz CPRH

O boletim semanal da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) manteve a tendência de redução do número de praias impróprias para o banho no litoral de Pernambuco. Segundo a última publicação, apenas seis localidades, dentre 27, receberam o veto.

Por exemplo, no boletim do dia 5 de setembro, as praias impróprias eram 17, contra 10 próprias. Pouco menos de três meses, período que coincide com o fim do período chuvoso e chegada do verão, o placar é de 21 a 6 a favor do trecho do litoral indicado para o banho.

A Praia do Janga, em Paulista, de Rio Doce e do Carmo, em Olinda, do Pina, no Recife, a de Suape e de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, são não recomendadas para banho e recreação pela CPRH.

Saiba como é feita a classificação de balneabilidade:

A amostragem é feita semanalmente, em local com 1 metro de profundidade, o mais utilizado para recreação. A coleta foi realizada no último dia 03 – uma segunda-feira.

Conforme a CPRH, a classificação das praias é baseada no que estabelece a Resolução Comana nº 274/00, que define padrões de qualidade da água destinada à balneabilidade.

O critério de enquadramento baseia-se nas concentrações de coliformes termotolerantes em um conjunto de amostras de cinco semanas consecutivas ou em cinco amostragens com intervalo mínimo de 24 horas entre elas.

Águas salinas destinadas à recreação de contato primário podem ser classificadas na categoria Própria (quando 80% ou mais das amostras obtidas apresentar no máximo 1.000 coliformes termotolerantes por 100mL de amostra) e Imprópria (quando não for atendido o critério para águas próprias ou apresentar mais de 2.500 coliformes termotolerantes na última amostragem).

Confira a classificação das 27 praias avaliadas pela CPRH:

Imprópria

  • Praia do Janga, em frente à Rua Cláudio S. Bastos nº 190 (Cond. Roberto Barbosa). Paulista;
  • Praia de Rio Doce, em frente à Rua Paulo N. Queiroz, próximo à foz do Rio Doce. Olinda;
  • Praia do Carmo, em frente à Praça João Pessoa, por trás dos Correios. Olinda;
  • Praia do Pina, em frente à Rua Com. Morais com Eng. Antônio de Góes (Cassino Americano). Recife;
  • Praia de Suape, praia de Suape, 6. Cabo de Sto. Agostinho;
  • Praia de Gaibu, em frente à Avenida Laura Cavalcanti (Centro de Turismo). Cabo de Sto. Agostinho.

Própria

Ler mais

Príncipe William chega ao Rio na segunda-feira para a primeira viagem oficial ao Brasil

O príncipe William, primeiro da linha sucessória da coroa britânica

O Globo

O príncipe William, primeiro na linha de sucessão da coroa britânica, fará sua primeira viagem oficial ao Brasil durante o mês de novembro. O monarca desembarca no Rio, onde participa de uma série de eventos, na próxima segunda-feira (03). Depois, segue para Belém (PA), onde vai representar o pai, Rei Charles III, na COP30.

Dentre os compromissos do príncipe de Gales na Cidade Maravilhosa, estão encontros com líderes globais em inovação, investidores e líderes indígenas e comunitários para impulsionar a restauração e proteção ambiental, bem como celebrar jovens líderes climáticos que estão promovendo mudanças significativas em prol da preservação do planeta. William também vai conhecer comunidades onde soluções pioneiras foram implementadas para preservar a biodiversidade local.

No Rio, o príncipe vai participar ainda da quinta cerimônia de entrega do Prêmio Earthshot, láurea ambiental global dedicada a encontrar e ampliar o uso de soluções inovadoras de que o mundo precisa para enfrentar seus maiores desafios ambientais, como as mudanças climáticas, a poluição do ar e a perda de biodiversidade.

Antes de embarcar para a capital paraense, onde irá participar da cúpula internacional do clima, o príncipe também estará na Cúpula Global do Programa United for Wildlife. O evento fornecerá uma plataforma para incluir crimes ambientais como uma prioridade estratégica global.

A Cúpula será realizada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Interpol, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e a Polícia Federal.

Licenciamento ambiental em Pernambuco tem mudança para entrada no processo

Para agilizar os procedimentos de licenciamento ambiental em Pernambuco, tem novidade na primeira etapa do processo. A partir do dia 10 de novembro, a Plataforma Ecológico-Econômica de Pernambuco, disponível no Portal da Agência CPRH, será a única porta de entrada para os processos de licenciamento ambiental.

Pelo dispositivo, o empreendedor vai gerar um documento, o Relatório Preliminar Ambiental (RPA) – e anexar esse documento no Sistema Integrado de Licenciamento Ambiental (SISAM), também acessível no Portal da Agência, que continua sendo o sistema para andamento no requerimento do licenciamento ambiental. Todos os procedimentos estão disponíveis no Portal da CPRH, por meio de manual e tutorial, que pode ser acessado pelo link.

De acordo com o diretor de Licenciamento Ambiental da CPRH, Eduardo Elvino, o uso da Plataforma vai garantir mais segurança e agilidade para a população. Na prática, o módulo cruza os dados sobre vegetação, áreas indígenas ou quilombolas, informados pelo requerente com as coordenadas geográficas do empreendimento, que podem ser baixadas em PDF pelo requerente e inseridas junto com a documentação para obter o licenciamento ambiental. “Com essas informações no sistema a avaliação será mais rápida, dando celeridade ao empreendedor e permitindo melhor interface entre os sistemas da CPRH”, atesta o diretor.

‘De cada dez animais, um sobrevive’: a crueldade de um crime que envergonha o Brasil

SINFONIA NA MIRA - Trinca-ferro: a ave miúda é cobiçada internacionalmente em virtude do lindo canto melodioso

O canto melodioso do trinca-ferro é celebrado como joia da natureza, de beleza inigualável, o solfejo a brotar da siringe. A graça dos filhotes de ararinhas-azuis foi exposta à luz do dia, como alerta contra a bandidagem dos gatunos, pelo sucesso do desenho animado Rio, de 2011. A arara-azul-de-­lear, variante maior e rara, chega a ser negociada a 60.000 dólares no submundo das transações feitas no lado escuro da internet. Os pássaros, hoje, são a vitrine de um canto desesperado, em tragédia que não tem recebido o devido destaque nos fóruns de preparação da COP30, em Belém: o tráfico de animais silvestres, engrenagem criminosa e sofisticada na qual o Brasil tem triste e inaceitável relevo.

Dados recentemente divulgados conferem dimensão ao estrago: saem de nossas matas 38 milhões de bichos todos os anos, o equivalente a 15% do mercado internacional, segundo a ONU. O país fica atrás apenas de Vietnã e China. É vergonhoso. O esquema inclui caçadores, receptadores, falsificadores, intermediários e comerciantes em redes sociais. Em setembro, depois de um ano de investigações, a Operação São Francisco (referência ao santo católico protetor dos animais) cumpriu 270 mandados de busca e apreensão, que resultaram na prisão de 45 pessoas e no resgate de 700 animais, o maior da história. Os criminosos atuavam em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “De cada dez animais traficados, apenas um sobrevive”, diz Helena Maria Lobo, professora da Faculdade de Direito da USP, especializada em meio ambiente. A porcentagem reflete a crueldade a que os bichos são submetidos.

É triste saber da participação de autoridades, que deveriam zelar contra o sequestro e foram coniventes. A Operação Defaunação, da Polícia Federal, deflagrada em março do ano passado, e que ainda agora ecoa, identificou a participação de um bombeiro militar, de servidores do Instituto Estadual do Ambiente, do Rio de Janeiro, e do Comando de Policiamento Ambiental, que falsificava a documentação de animais ameaçados de extinção. A investigação prossegue. Outros animais despontam no melancólico rol, como rãs coloridas e macacos. Muitos são transportados ainda filhotes, abarrotados dentro de malas comuns de viagem, sem ter como respirar, a maioria morre no caminho.

A PF aperta o cerco, mas falta estrutura para fiscalização. As punições, consideradas brandas, de no máximo um ano de prisão e multa de até 5.000 reais, em caso de animal em extinção, não inibem o crime. “A saída é trabalhar na conscientização do consumidor”, diz Helena. É passo fundamental, mas insuficiente. O canto não basta, é preciso gritar.

Saiba quais as praias de Pernambuco estão próprias para o banho, segundo a CPRH

A Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) divulgou, nesta sexta-feira (10), boletim de balneabilidade das praias de Pernambuco: 15 estão em condições de banho ‘própria’, contra 12 ‘imprópria’. O informativo é válido até a próxima quinta-feira (16), com dados coletados na segunda-feira (06). Segundo o CPRH, a coleta é feita em local de recreação com 1 metro de profundidade.

É considerada a praia ‘própria’ para o banho a que apresenta 80% ou mais das amostras obtidas com no máximo 1.000 coliformes termotolerantes por 100ml de amostra. A ‘imprópria’ é quando não for atendido o critério para águas ‘próprias’ ou apresentar mais de 2.500 coliformes termotolerantes na última amostragem.

A CPRH alerta os banhistas também para algumas situações:

Houver incidência relativamente elevada ou anormal de doenças por veiculação hídrica;

Acusar recebimento regular intermitente ou esporádico de esgotos por intermédio de valas, corpos de água ou canalizações, inclusive galerias de águas pluviais;

Indicar presença de resíduos ou despejos, sólidos ou líquidos, inclusive óleos, graxas e outras substâncias capazes de oferecer riscos à saúde ou tornar desagradável a recreação;

Floração de algas ou outros organismos, até que comprove que não oferecem risco à saúde;

Nas semanas que forem classificadas como impróprias;

Sua utilização nas 24 horas subsequentes à ocorrência de chuvas, devido ao maior risco de doenças;

Outros fatores que contraindiquem temporária ou permanentemente o exercício de recreação de contato primário.

Saiba quais as praias ‘própria’ e ‘imprópria’ do estado:

Imprópria

Ler mais

Educação ambiental combate caça irregular com trilha ecológica em Pernambuco

A identificação de armadilhas utilizadas para a captura de animais silvestres em uma área de mata próxima à Escola Estadual Major Lélio, em Camaragibe, mobilizou alunos, educadores e parceiros institucionais a desenvolverem ações de conscientização ambiental.

O resultado foi a criação da “Trilha Ecopedagógica”, uma ação coletiva que une preservação e práticas educativas dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe.

A iniciativa nasceu após os próprios estudantes encontrarem indícios de caça irregular no entorno do terreno onde fica a escola. Entre as espécies ameaçadas estavam o quati, o tatu e o bicho-preguiça.

Diante da gravidade do caso, a escola promoveu rodas de conversa com especialistas e representantes de órgãos ambientais, para ampliar o debate sobre os danos causados por esse tipo de atividade ilegal e incentivando o protagonismo juvenil na proteção da biodiversidade local.

Para Renan Gabriel Rodrigues, aluno do 3º ano do Ensino Médio, o projeto é uma forma de valorizar a área verde onde a escola está localizada. “Com esse projeto, vimos que existem várias formas de proteger a mata e os animais. Nosso intuito é trazer outras escolas para conhecer a Trilha Ecopedagógica e mostrar que esse espaço está sendo bem preservado”, contou o estudante à coluna Enem e Educação.

Segundo Renan, os alunos do Ensino Médio se reúnem semanalmente para fiscalizar o trajeto da trilha, o que tem fortalecido o debate ambiental entre os colegas. “Conversamos sobre o que pode ser melhorado, como tornar a trilha mais segura para quem for visitá-la no futuro. Uma das ideias é instalar um corrimão para evitar acidentes, já que há uma descida bem íngreme”, explicou.

Ler mais

Semas inicia programação de atividades ambientais em Pernambuco

A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas) iniciou nesta segunda-feira (22) a Semana da Fauna de Pernambuco, que promove uma série de atividades ambientes até o sábado (27).

A iniciativa, que conta com a participação da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e do Parque Estadual de Dois Irmãos, tem o objetivo de valorizar a biodiversidade pernambucana, reforçar o combate ao tráfico de animais silvestres e ampliar a educação ambiental.

A primeira atividade da Semana da Fauna de Pernambuco iniciou às 8h desta segunda (22), no Parque Dois Irmãos, com a soltura de animais silvestres. A programação contará ainda com assinaturas de dois protocolos de proteção ambiental.

Segundo o Semas, serão promovidos debates, mesas-redondas, palestras, oficinas, trilhas, solturas de animais e homenagens.

“Essas ações integradas reafirmam que proteger a fauna é proteger a vida. A defesa da nossa fauna vem sendo tratada como uma prioridade pela gestão estadual”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, Daniel Coelho.

A Semana da Fauna de Pernambuco contará com atividades descentralizadas na Região Metropolitana do Recife (RMR) e no Agreste de Pernambuco, visando a sensibilização da população sobre a importância dos animais silvestres para o meio ambiente.

“A CPRH, diariamente, recebe animais silvestres. Resgatar, reabilitar e devolver os animais silvestres à natureza, é missão do Governo de Pernambuco, por meio da CPRH”, ressaltou o diretor presidente da agência, José de Anchieta.

CPRH aplica nova multa à Prefeitura do Recife por mais corte de árvores em Boa Viagem

A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) considerou que a Prefeitura do Recife violou, neste sábado (06), o embargo ao corte de árvores na antiga Vila dos Sargentos, em Boa Viagem, na Zona Sul, e voltou a multá-la, desta vez em R$ 50 mil.

Em nota, a CPRH anunciou que irá avaliar “novas medidas administrativas” contra a Prefeitura, que voltou a derrubar árvores na antiga Vila dos Sargentos, neste sábado, com o deslocamento de maquinário que não poderia ser movimentado, por estar estacionado em áreas embargadas, decisão da CPRH mantida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

Confira a íntegra da nota da CPRH:

A denúncia divulgada pelos meios de comunicação referia-se a um novo desmatamento ilegal nas Quadras 3, 4 e 5, utilizando as cinco máquinas que estavam anteriormente nas Quadras 1 e 2, áreas já embargadas pela CPRH. O fato ocorreu em terreno localizado na antiga Vila da Aeronáutica, próximo à estação de metrô Aeroporto, na Avenida Vinte de Janeiro, bairro de Boa Viagem, Recife/PE.

Considerando o teor da denúncia, a equipe de fiscalização da CPRH, acompanhada pelo Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), deslocou-se ao local informado, na manhã de 06 de setembro de 2025, a fim de verificar a ocorrência de novos possíveis danos ambientais, tendo em vista que o município já havia recebido duas autuações anteriores da CPRH, que totalizaram R$ 550.000,00 (quinhentos e cinquenta mil reais).

No local, a CPRH iniciou a apuração da denúncia, realizando levantamentos preliminares nas Quadras 1 e 2. Constatou-se a ausência das cinco máquinas, marcas de movimentação no solo compatíveis com máquinas de esteira e pá-carregadeira, além da presença de vegetação derrubada e de tapumes fechando as quadras, sem a presença de trabalhadores ou representantes da Prefeitura.

Ler mais

Recife recebe seminário sobre efeitos de mudanças climáticas no trabalho e no cotidiano das populações

Entre os dias 11 e 13 de setembro, o Recife receberá um seminário para discutir os impactos das mudanças climáticas na vida dos trabalhadores. Organizado pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos, o evento é realizado por meio do Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno e do Raízes – Fundo de Justiça Climática para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais e contará com uma atividade intitulada “Mutirão de Trabalhadores, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais rumo à COP30”.

Aberto ao público, o seminário é voltado principalmente para movimentos sociais, representantes do poder público e pesquisadores. O evento integra a programação oficial da COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). As inscrições podem ser realizadas pela internet.

O seminário reunirá sociedade civil, poder público, povos indígenas, comunidades tradicionais e categorias de trabalhadores para debater caminhos de apoio a soluções climáticas, a partir das experiências nas cidades, dos campos, das águas e das florestas. A liderança indígena Sinéia do Vale estará entre as painelistas.

Nordeste em foco

O evento também promete colocar o Nordeste em pauta.  A região é uma das mais vulneráveis aos efeitos da crise climática, enfrentando períodos cada vez mais intensos de seca, impactos diretos na produção agrícola, no acesso à água e na geração de renda.

“Este seminário é um espaço de escuta e fala para trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais do Recife. É a partir de suas demandas e experiências que precisamos influenciar as negociações globais, levando perspectivas locais e comunitárias para a COP30, em Belém”, afirma Ana Valéria Araújo, diretora-executiva do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Ler mais

Em meio a prédios e expansão, 25 Unidades de Conservação resistem no Recife

DPnet

No Recife, a paisagem marcada por novos empreendimentos e edifícios residenciais continua a se expandir, mesmo diante da redução progressiva dos espaços disponíveis para construção. Ainda assim, as áreas verdes da cidade seguem resistindo, criando verdadeiros bolsões de preservação. Dados do Plano de Ordenamento Territorial (2018) apontam que a cidade ainda possui 91,9 quilômetros quadrados (Km²) de área verde, representando 42,1% do território e conferindo um índice de cerca de 60 m² de área verde por habitante.

De acordo com o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, a capital pernambucana possui 4,4 mil hectares de Mata Atlântica preservada, o que significa 20% do seu total. “A cidade, inclusive, está 100% inserida no bioma da Mata Atlântica. E, dos 218 quilômetros quadrados de território (de acordo com o IBGE), 5,34 são de área de mangue”, destaca a gestão municipal.

Atualmente, a capital tem 25 Unidades de Conservação da Natureza (UCNs), que estão sob manutenção e responsabilidade da Prefeitura do Recife. Juntas, elas compõem 38% do território da cidade, um total de 83,3 km². No total, a capital pernambucana soma mais de 270 mil árvores espalhadas pelos logradouros urbanos.

“Tudo faz parte de um ecossistema. Então, onde tem manguezal também tem fauna, o veio das águas. Recife é uma das capitais, só perde para Vitória, no Espírito Santo, com maior manguezal dentro do seu território. Então, o manguezal faz parte dessas paisagens urbanas. A gente vai evocar aqui também o movimento manguebeat, em que cultura está muito associada a esse tipo de vegetação”, explica o doutorando em desenvolvimento urbano pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Caio Albuquerque.

A cidade conta ainda com 54 árvores tombadas e 98 Imóveis de Proteção de Área Verde (IPAV), que somam cerca de 324 hectares em espaços como o Museu do Estado e a Academia Pernambucana de Letras. A Emlurb destaca que o programa Via Jardim concluiu recentemente o plantio de 1,5 mil árvores em vias emblemáticas, como as avenidas Agamenon Magalhães, Mascarenhas de Moraes e Norte, entre outras. A manutenção dessas árvores é feita pela Prefeitura.

Lazer

Ler mais

A tragédia da sujeira: Brasil ainda tem 3 mil lixões com risco de colapso

ABUSO - Áreas sem limpeza passam por aterros controlados: brecha na lei

VEJA

Há tristes e insistentes paradoxos no Brasil. O país orgulha-se de fazer parte do clube de nações signatárias de compromissos internacionais de sustentabilidade, fundamentais para o combate ao aquecimento global, como o Acordo de Paris, de 2015. Celebra ter posto em pé a chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos. No papel, parece bonito. Na realidade, a história é feia: há pelo menos 3.000 lixões a céu aberto. A lei de obrigatoriedade do fim deste tipo de descarte, publicada em 2010, estabelecia quatro anos para os municípios se adequarem. Como em 2014 a situação continuava a mesma, os prefeitos esticaram o prazo até o ano passado, e nada. Agora, a irregularidade está oficializada.

Os imundos depósitos funcionam como fábricas de poluentes, ao emitir continuamente metano e chorume. Além do mais, do ponto de vista geológico, a maioria está em risco de colapso. O alerta vem da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente. “Os lixões não têm sistema de drenagem eficiente, o que pode desestabilizar o solo e causar deslizamentos”, diz Pedro Maranhão, presidente da instituição. O colapso de uma montanha de descarte é uma tragédia ambiental de difícil recuperação.

Um problema do tipo ocorreu há um mês, no município goiano de Padre Bernardo, a 223 quilômetros de Goiânia, quando uma quantidade de lixo suficiente para encher oito piscinas olímpicas desabou morro abaixo até atingir o Córrego Santa Bárbara. O material pertence ao Aterro Sanitário Ouro Verde, que, por não tratar o viscoso líquido que emana da matéria orgânica em decomposição, foi classificado como lixão. Funcionava por força de uma liminar da Justiça, em área de preservação e sem licenciamento do estado. Em nota, a empresa responsável pelo lugar disse não ter culpa do acidente e negou a contaminação, porque boa parte do material teria ficado na encosta do cânion. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Goiás proibiu o uso da água do rio, devido à presença de espuma, indicativo de metais pesados, como mercúrio, chumbo e cádmio. A empresa foi fechada por decisão judicial, multada em 37,5 milhões de reais e teve o bloqueio das contas bancárias em 10 milhões de reais. Cabe recurso.

Ler mais

Secretaria diz que gestão João Campos descumpriu lei e confirma multa de R$ 500 mil

Blog Ricardo Antunes

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente divulgou nota, no início da noite deste sábado (16), informando que a Prefeitura do Recife descumpriu lei estadual ao cortar árvores na antiga Vila da Aeronáutica, em Boa Viagem, na Zona Sul, e por isso será multada em R$ 500 mil.

A derrubada de árvores, denunciada por moradores, integra ação de limpeza do terreno, realizada pela empresa AC Demolidora, contratada pela prefeitura ao custo de R$ 2,4 milhões, para a construção do Conjunto Habitacional Vila da Aeronáutica, dentro do programa Minha Casa Minha Vida, com 528 apartamentos.

Leia a íntegra da nota da Secretaria Estadual de Meio Ambiente:

“Uma ação conjunta entre a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) embargou, na tarde deste sábado (16), as obras para a construção de um conjunto habitacional, na área da antiga Vila da Aeronáutica I e II, em Boa Viagem, no Recife. O licenciamento e o restante da documentação não correspondem ao necessário para a continuação da obra.

Com o ato irregular, foi infringida a Lei Estadual N° 14.249/2010, que prevê o embargo já realizado e multa de R$ 500 mil. Será lavrado um auto de infração pela CPRH por descumprimento da referida legislação por parte do município do Recife”.

A versão da Prefeitura do Recife:

Em nota, a Prefeitura do Recife informou que o trabalho foi licenciado e autorizado pela Secretaria Executiva de Licenciamento Ambiental do Recife, dentro da legislação vigente.

Como compensação ambiental, será realizado o plantio de 268 árvores, o dobro do que foi removido no terreno, seguindo o Manual de Arborização do município. Sobre a ação dos órgãos estaduais, a Prefeitura classificou como arbitrária, reiterando que todo o licenciamento seguiu rigorosamente os trâmites legais.

A gestão também destacou que o terreno foi escolhido por sua infraestrutura, próxima à estação de metrô, terminal de ônibus e corredores de transporte, e que fiscalizações anteriores atestaram a regularidade nos licenciamentos e serviços executados.

Mudanças climáticas: pesquisa mostra que poluição e enchentes preocupam moradores do Recife

Poluição de rios e mares foi apontado como principal problema ambiental enfrentado no Recife para 43% dos entrevistados

O principal problema ambiental enfrentado na capital pernambucana é a poluição dos rios e mares para 43% dos recifenses. O dado é da pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, do Instituto Cidades Sustentáveis e do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec).

Divulgado nesta terça-feira (03), o estudo mostra a percepção da população de dez capitais brasileiras sobre os principais problemas ambientais e os maiores impactos das mudanças climáticas na vida das pessoas.

Apesar da preocupação com as fortes chuvas, as enchentes e alagamentos no Recife apareceram em segundo lugar com maior número de respostas. O problema foi apontado por 33% dos entrevistados, seguido pela poluição do ar (32%) e sonora (32%).

O sistema de coleta e tratamento de esgoto aparece logo em seguida, sendo apontado como principal problema ambiental por 29% das pessoas. O problema menos citado na cidade foram as queimadas, com apenas 4%.

A pesquisa Viver nas Cidades também questionou os recifenses a respeito do impacto das mudanças climáticas. Para mais de metade das pessoas, o calor excessivo é a principal consequência, enquanto apenas 8% citaram as enchentes e 1%, o deslizamento de terras.

Papel dos governos municipais

A pesquisa investigou também o papel que as prefeituras podem desempenhar para contribuir no combate às mudanças climáticas. Ao todo, 82% dos entrevistados acreditam que os governos municipais podem contribuir no combate às mudanças climáticas.

Os resultados coletados revelam que, para as pessoas, não há uma ação isolada a ser adotada pelo poder público municipal, mas sim uma série de ações que se complementam.

Ler mais