Explosão de assassinatos chama atenção na Região Metropolitana e Agreste de Pernambuco

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

Por Raphael Guerra/JC

Balanço divulgado pela Secretaria de Defesa Social (SDS) confirmou que, em maio, a violência subiu de novo em Pernambuco. Ao todo, 306 pessoas foram mortas no último mês – média de dez por dia. O aumento é de 4,79% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 292 homicídios foram contabilizados.

Se somados os números dos primeiros cinco meses deste ano, o Estado já acumula 1.586 mortes violentas. Um aumento de 11,30%, em relação a 2021, quando 1.425 pessoas foram assassinadas. O programa estadual Pacto pela Vida prevê redução de 12%.

A SDS ainda não divulgou os dados por município. Mas, desde o primeiro bimestre, a cidade de Garanhuns, que fica na região, já apresentava um salto da violência.

Entre janeiro e abril, 26 mortes foram registradas em Garanhuns. Já no mesmo período de 2021, foram somados 12 homicídios. Crescimento de 116,6%. Chama a atenção também que 14 pessoas assassinadas neste ano no município tinham entre 12 e 29 anos. Esse perfil é considerado mais vulnerável porque, sem oportunidades de emprego e estudos, acabam sendo atraídos para o tráfico de drogas.

O avanço de facções especializadas no tráfico e a disputa por território no Agreste têm, justamente, relação com o aumento das estatísticas.

A Região Metropolitana do Recife (sem incluir a capital) também vive um cenário de forte alerta. Houve alta de 403 para 467 vítimas. O crescimento é de 15,88%. Os municípios do Cabo de Santo Agostinho e de Jaboatão dos Guararapes são os que apresentam maior número de mortes.

O Cabo, inclusive, vem sendo alvo de atenção especial das forças de segurança porque apresenta maior taxa de assassinatos por 100 mil habitantes do Grande Recife. Em maio, em um único fim de semana, a polícia somou pelo menos seis mortes. A maioria dos crimes é relacionada ao tráfico de drogas. Mas não são só as disputas entre grupos rivais ou por dívidas que acabam em mortes no município.

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Réus, chefes da Defesa Civil do Recife e Olinda também respondem a processos na SDS

REPRODUÇÃO

Por Raphael Guerra/JC

Além de réus na Justiça Federal, os chefes da Defesa Civil do Recife e de Olinda, Cássio Queiroz de Santana e Carlos Alberto D´Albuquerque Maranhão Filho, respectivamente, também respondem a processos administrativos disciplinares na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS).

Os dois militares, que atualmente comandam ações nas áreas de risco nos municípios em que atuam, foram alvos de duas denúncias do Ministério Público Federal (MPF).

Ambas são relacionadas à Operação Torrentes – que investigou desvios de verbas públicas que deveriam ter sido destinadas às vítimas das enchentes ocorridas em municípios da Mata Sul de Pernambuco no ano de 2010.

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2017. Mesmo assim, após mais de quatro anos e sete meses, a Corregedoria da SDS ainda não concluiu as investigações, no âmbito administrativo, sobre as condutas dos dois coronéis. Também não deu nenhum prazo para isso. “A conclusão desses processos será publicada oportunamente no Boletim Geral da SDS”, informou, em nota, a assessoria.

Na época das enchentes, segundo o MPF, o coronel do Corpo de Bombeiros Militar Cássio Sinomar ocupava o cargo de coordenador da Defesa Civil de Pernambuco. Já o coronel da Polícia Militar Carlos Alberto D´Albuquerque era secretário executivo de Defesa Civil do Estado e também atuou como secretário executivo da Casa Militar estadual.

A Operação Torrentes apontou a atuação de um grupo criminoso – envolvendo oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que faziam parte do alto escalão do governo do Estado e conhecidos empresários – que praticou fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas, que deixaram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco.

Houve a atuação conjunta do Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal. Os órgãos identificaram várias irregularidades em licitações e contratos assinados pelo governo do Estado.

Ao todo, 13 denúncias foram entregues à Justiça Federal – a mais recente na semana passada.

As duas denúncias contra os atuais chefes de Defesa Civil do Recife e de Olinda foram ajuizadas em 2019. Naquele ano, Sinomar já ocupava a chefia da Defesa Civil do Recife – na gestão do ex-prefeito Geraldo Julio (PSB). Agora na gestão do prefeito João Campos (PSB).

Carlos D’Albuquerque foi comandante geral da Polícia Militar de Pernambuco entre os anos de 2015 e 2017, na gestão do governador Paulo Câmara (PSB). Ele foi exonerado do cargo antes da deflagração da operação.

Primeira denúncia

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Polícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de fraude em licitação em Pernambuco

DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Lux para desarticular uma organização criminosa que estaria praticando crimes de fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

De acordo com a polícia, estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pelo Juízo da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e Ordem Tributária da Comarca de Recife.

Cento e cinquenta policiais civis estão participando da operação, entre delegados, agentes e escrivães. A investigação foi iniciada em maio de 2021.

A polícia deve repassar mais detalhes sobre a operação ao longo desta quarta-feira.

PF deflagra operação em Pernambuco contra fraudes no auxílio reclusão

A Polícia Federal e a Força-Tarefa Previdenciária de Pernambuco deflagraram, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Masmorra, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada em fraudes previdenciárias. Estão sendo cumpridos 02 (dois) mandados de busca e apreensão na cidade de Nazaré da Mata, os quais foram expedidos pela 4º Vara Federal de Pernambuco.

As investigações tiveram início em 2019 a partir de informações analisadas de benefícios de auxílio-reclusão, instruídos com documentação falsa e concedidos por servidor público federal da Agência da Previdência Social de Nazaré da Mata/PE. O esquema criminoso se utilizava da criação de dependentes menores, através de certidão de nascimento de criança fictícia, para recebimento de valores atrasados devidos aos menores. Também foram utilizadas declarações falsas de recolhimento ao cárcere ou alteração das datas de recolhimento. Na fraude identificada, o tempo de reclusão dos presos era, muitas vezes, estendido através da documentação falsa, a fim de gerar direito ao benefício e maior valor a ser percebido, indevidamente.

No decorrer das investigações, identificou-se que a organização criminosa teria obtido indevidamente, ao menos, 62 (sessenta e dois) benefícios; gerando um prejuízo estimado de R$ 3.968,492,87 (três milhões, novecentos e sessenta e oito mil, quatrocentos e noventa e dois reais e oitenta e sete centavos), proporcionando uma economia de R$ 6.190.504,56 (seis milhões, cento e noventa mil, quinhentos e quatro reais e cinquenta e seis centavos), aproximadamente; em valores que seriam pagos futuramente pelos benefícios, caso o esquema não tivesse sido detectado.

O investigado irá responder pela prática dos crimes dos crimes contido nos Artigo 171, §3º e Artigo 317, ambos do Código Penal (corrupção passiva do funcionário público e de estelionato qualificado previsto), cujas penas variam de 2 a 17 anos de reclusão.

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Policiais são investigados em esquema de furto de combustíveis no Grande Recife

DIVULGAÇÃO

Por Raphael Guerra/JC

Quatro policiais militares são suspeitos de envolvimento em um esquema criminoso de furto e venda ilegal de combustíveis nos municípios do Cabo de Santo Agostinho e em Ipojuca, no Grande Recife.

As investigações estão sendo mantidas em sigilo. A coluna Ronda JC apurou que estão envolvidos um subtenente do 16º Batalhão, um sargento e um cabo lotados no 18º Batalhão e um 3º sargento do Batalhão de Polícia Rodoviária. Os quatro teriam colaborado com criminosos que acabaram presos na Operação Graxa, deflagrada em fevereiro deste ano pela Polícia Civil de Pernambuco.

O esquema funcionava da seguinte forma: motoristas de caminhão responsáveis pelo transporte de combustíveis das empresas fornecedoras até os postos de combustíveis seguiam o trajeto pelo Porto de Suape, mas, em um determinado ponto, paravam. Com ajuda de outros criminosos, os caminhoneiros retiravam parte dos combustíveis e colocava em galões de 20 litros, que eram revendidos por preços abaixo do mercado.

Durante as investigações, foi identificado que os integrantes da organização criminosa utilizavam os termos “graxa”, “fanta” e “cachaça” para se referir ao óleo diesel, gasolina e álcool, respectivamente.

Paralelamente à investigação da Polícia Civil, que cumpriu 25 mandados de prisão, o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) e a Delegacia de Polícia Judiciária Militar estavam apurando a participação de policiais no esquema.

Operação prendeu policiais

Em 29 de abril deste ano, os policiais militares – investigados por crimes de furto, peculato e corrupção passiva – foram presos temporariamente na Operação Expurgare.

Além dos quatro mandados de prisão temporária, a operação também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos armas, documentos e celulares.

O material apreendido foi levado para a Delegacia de Polícia Judiciária Militar para catalogação e, posteriormente, enviado para análise do Gaeco.

Investigação dos policiais em andamento

Procurada pela coluna, a assessoria da Polícia Militar de Pernambuco informou que a Delegacia de Polícia Judiciária Militar continua investigando os crimes atribuídos aos policiais.

“As investigações seguem dentro do prazo e o caso, em sigilo”, disse a nota oficial.

PF prende dois suspeitos por sumiço de jornalista e indigenista no AM

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A Polícia Federal (PF) deteve, na noite desta segunda-feira (06), dois pescadores de São Rafael suspeitos de estarem envolvidos no desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips no Vale do Javari (AM). A informação foi confirmada pelo coordenador-geral da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), Paulo Barbosa.

Segundo informações iniciais, Pereira e Phillips (foto em destaque) desapareceram quando faziam o trajeto entre a comunidade ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte, na manhã desse domingo (05). A Unijava informou que os homens estariam indo visitar a equipe de vigilância indígena que se encontra próxima ao Lago do Jaburu.

De acordo com o coordenador-geral da entidade, os suspeitos são “Churrasco” e “Jâneo”, dois invasores de terras conhecidos por moradores e que já ameaçaram Bruno. Paulo Barbosa afirma que ainda há um terceiro suspeito, “Pelato”, que tem a PF em seu encalço.

A Marinha confirmou que conduzirá as atividades de busca na região pelos desaparecidos, por meio do Comando de Operações Navais. Segundo a força, uma equipe de Busca e Salvamento (SAR), subordinada à Capitania Fluvial de Tabatinga foi direcionada ao local de ocorrência.

O desaparecimento também mobiliza o Ministério Público Federal (MPF), a Marinha, o Exército e as polícias Civil e Militar amazonenses.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) afirmou no fim da tarde desta segunda que as operações de busca “ocorrem concomitantemente por meio aéreo, marítimo e terrestre” na Amazônia.

Ameaças

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Polícia Civil descobre cemitério clandestino no interior da Paraíba

Agência Brasil

Em operação contra integrantes de organizações criminosas que atuam na Paraíba, a Polícia Civil revelou a existência de uma espécie de cemitério clandestino com restos mortais de pelo menos três pessoas desaparecidas, na região entre os municípios de Lagoa de Dentro e Jacaraú. Batizada de Cérbero, a operação cumpriu, nesta quarta-feira (1º), mandados de busca e apreensão domiciliar na capital, João Pessoa, e nos municípios de Mamanguape, Jacaraú, Lagoa de Dentro e Pedro Régis.

Os agentes investigam os crimes de tráfico de drogas, homicídio, roubo, furto e receptação e também de ocultação de cadáver. Até o momento, foram apreendidas armas de fogo, três quilos de cocaína e dois de maconha, além de 19 veículos que tinham sido roubados.

De acordo com o delegado Walter Brandão, responsável pela operação, durante as investigações, a polícia verificou que tinha aumentado o número de homicídios nos municípios de Jacaraú, Pedro Régis, Lagoa de Dentro e Duas Estradas. Em seis meses, foram registradas mais de 12 mortes por homicídio na região, quando a média era de dois assassinatos.

No desdobrar das apurações, os policiais descobriram os restos mortais de pessoas, até então dadas como desaparecidas. Segundo o delegado, alguns dos homicídios eram citados nas redes sociais de integrantes das organizações criminosas.

“Conseguimos descobrir alguns daqueles corpos nesse local, situado na zona rural do município de Lagoa de Dentro. Ali funciona um cemitério clandestino. Algumas dessas organizações cantavam esses locais em músicas divulgadas em suas redes sociais”, disse Brandão, em entrevista coletiva para detalhar a operação.

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Armas de fogo apreendidas pela polícia são guardadas em contêiner prestes a desabar, em Olinda

CORTESIA

Por Raphael Guerra/ Ronda JC

Armas de fogo apreendidas pela polícia – e que são necessárias para investigações de crimes – estão sendo guardadas em um espaço improvisado e precário no Comando de Operações Especiais (Core), em Olinda. Imagens recebidas pela coluna Ronda JC mostram um contêiner, prestes a desabar, onde há várias sacolas com as armas.

O espaço mais lembra um depósito velho e abandonado, diferentemente do que deveria ser na prática. Afinal, foi pela falta de segurança e controle que centenas de armas e milhares de munições foram desviadas da antiga sede do Core, na área central do Recife, e foram vendidas para facções criminosas. O caso, descoberto no começo de 2021, levou à prisão de policiais civis.

Mesmo em um novo endereço, inaugurado há poucos meses, a falta de estrutura para garantir a segurança das armas de fogo permanece. Na semana passada, um policial civil, que trabalha no Core, gravou um vídeo para mostrar aos seus superiores a situação do contêiner onde estão as armas.

“Essa prateleira todinha está caindo. O que está segurando é a porta. Tá muito arriscado. Tá caindo mesmo”, diz em um dos trechos do vídeo, recebido anonimamente pela coluna.

Diante da gravidade da situação, uma outra policial civil enviou comunicado interno ao gestor do Core, o delegado Gilberto Loyo, pedindo providências.

A coluna teve acesso à íntegra do texto. A policial cita que “os armamentos são pesados e a capacidade de suporte de algumas das estruturas feitas em madeira é baixa”. E que “estas estruturas não passam por manutenção”.

Ela solicita, no documento, que seja encaminhado “um marceneiro para realizar o conserto e reforço das estruturas deste contêiner”.

Diz ainda que, por medida de segurança, o espaço foi interditado, “dificultando organização, restituição de armas, solicitações para testes no IC (Instituto de Criminalística), separação de armas para destruição, entre outras demandas”.

No dia seguinte, em outra comunicação interna, o delegado Diogo Faria de Almeida, assessor do Core, pede à chefia direta, em caráter de urgência, a reforma do espaço.

Ele cita a importância da reforma “visando evitar acidentes, e como forma de não parar os recolhimentos de armas de fogo apreendidas nos Institutos de Criminalística do Estado, para dar cumprimento ao cronograma estabelecido junto a Chefia de Polícia e a Secretária de Defesa Social”.

O que diz a Polícia Civil

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Decisão de juízes beneficiou ‘grandes devedores’ da União em esquema de corrupção bilionária, diz PF

Noventa policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão em operação que investiga esquema de corrupção com indícios de participação de juízes e advogados — Foto: PF/Divulgação

G1

A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (20) uma operação para desmontar um esquema de corrupção bilionário que envolve a participação de juízes federais, advogados, servidores públicos e empresários. Segundo as investigações, grandes devedores da União foram beneficiados por decisões judiciais e geraram prejuízo ao Fisco Federal.

Noventa policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, São Paulo, Recife, Dourado e Brasília.

Os mandados foram determinados pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, e autoriza a apreensão de documentos e mídias que podem conter indícios da participação de cada pessoa no esquema de corrupção.

‘Prejuízo bilionário’

Ainda conforme a Polícia Federal, houve condução ilícita nos processos fiscais de “grandes devedores da União” entre os anos de 2012 e 2016. Empresários devedores atuaram com advogados e juízes e “resultaram em prejuízo bilionário aos cofres da União”.

A Polícia Federal vai informar mais detalhes de como os suspeitos atuavam ainda nesta sexta-feira.

As investigações foram iniciadas em 2019; desde então, a Polícia Federal encontrou indícios das seguintes irregularidades:

  • vínculos suspeitos entre magistrados e advogados;
  • fluxo financeiro suspeito;
  • falsificação de documentos com simulação de intimações da União, com prejuízo à Fazenda Nacional em benefício de empresários.

Corrupção e lavagem de dinheiro

Caso a operação aponte indícios e provas, os participantes do esquema de corrupção devem responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Polícia Federal fecha empresa de segurança privada clandestina em Pernambuco

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Investigação da Polícia Federal em Pernambuco conseguiu identificar uma empresa de segurança privada que não tinha alvará de autorização para exercer as atividades. O detalhe é que ao menos dois colégios localizados em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, estavam utilizando o serviço irregular da empresa.

Na última sexta-feira, policiais federais da Delegacia de Controle de Segurança Privada encerraram as atividades da empresa de segurança. “Foi lavrado um auto de encerramento de atividade de segurança privada não autorizada”, explicou, em nota, a assessoria da Polícia Federal.

Durante o encerramento da empresa, não houve apreensão de armas de fogo.

Em relação aos colégios, a polícia disse que eles foram notificados a rescindir o contrato até que os proprietários da empresa de segurança possam realizar todos os procedimentos legais para o funcional perante a Polícia Federal.

Os nomes dos colégios não foram informados.

A Polícia Federal disse que seguirá com fiscalizações, com a finalidade de coibir a prática clandestina da atividade de segurança privada no Estado.

Riscos

A Polícia Federal destacou que contratar uma empresa clandestina para ficar responsável pela segurança de sua residência ou de sua empresa “traz riscos de perdas e danos significativos”.

Entre os problemas citados estão a má qualidade dos equipamentos instalados e utilizados na atividade; ausência de manutenção adequada para os equipamentos; despreparo do pessoal envolvido com a segurança e responsabilidade (fiscal e criminal) na ocorrência de sinistro.

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Recife tem mês com maior número de assassinatos desde outubro de 2017

WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM

Por Raphael Guerra/JC

A violência no Recife, no último mês de abril, chama a atenção e desafia a polícia. Ao todo, 65 pessoas foram assassinadas. O número é o maior desde outubro de 2017, quando 68 homicídios foram contabilizados pela Secretaria de Defesa Social (SDS).

Em relação a abril de 2021, houve um aumento de 8,33% nas estatísticas. Isso porque, naquele mês houve 60 mortes violentas na capital pernambucana.

Se analisados os quatro primeiros meses do ano, a capital pernambucana já soma 201 homicídios contra 209 no mesmo período de 2021 (queda de 3,83%). Mas é preciso observar que o alto número de mortes no último mês pode indicar uma tendência para crescimento da violência ao longo do ano.

Dados da SDS, em relação aos crimes registrados no último mês de abril, apontam que 63 vítimas eram do sexo masculino. E duas do sexo feminino. Além disso, 45 pessoas mortas tinham idades entre 18 e 34 anos, ou seja, quase 70%.

Em relação às motivações dos crimes, a SDS não divulgou detalhes. Mas sabe-se que parte expressiva das mortes tem relação com o possível envolvimento das vítimas com o tráfico de drogas – disputa por território, dívida, entre outros.

Pernambuco 

O mês de abril também foi de crescimento da violência em Pernambuco. Segundo estatísticas da SDS, divulgadas na sexta-feira (13), 313 pessoas foram vítimas de homicídio. O aumento foi de 2,62% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 305 casos foram registrados.

No somatório de janeiro a abril em Pernambuco, houve aumento de 12,89% neste ano, pois os casos passaram de 1.133 para 1.279.

Na Região Metropolitana (sem contar com o Recife), foram 94 mortes violentas no mês passado contra 80 em abril de 2021. O crescimento foi de 17,5%.

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Assassinatos e roubos em Pernambuco cresceram em abril, confirma a SDS

SEVERINO SOARES/JC IMAGEM

Por Raphael Guerra/JC

O mês de abril foi de crescimento da violência em Pernambuco. Segundo estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), divulgadas nesta sexta-feira (13), 313 pessoas foram vítimas de homicídio. O aumento foi de 2,62% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 305 casos foram registrados.

No somatório de janeiro a abril em Pernambuco, houve aumento de 12,89% neste ano, pois os casos passaram de 1.133 para 1.279.

O cenário do Recife e da Região Metropolitana são os mais complicados em relação à violência. No último mês de abril, 65 pessoas foram assassinadas na capital. Já no mesmo período de 2021, foram 60 (aumento de 8,33%).

Já na Região Metropolitana (sem contar com o Recife), foram 94 mortes violentas no mês passado contra 80 em abril de 2021. O crescimento é de 17,5%.

No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, a Região Metropolitana já soma 382 assassinatos. Um aumento de 18,63% em relação ao mesmo período de 2021, quando 322 pessoas foram mortas.

Vale lembrar que a meta do Pacto pela Vida, que está completando 15 anos, é de redução de 12% nos índices de violência.

“Temos ciência e confiança dos resultados que podemos alcançar a partir das metas e, principalmente, do compromisso das polícias Militar, Civil, Científica, Corpo de Bombeiros, servidores da SDS e órgãos vinculados com a proteção da população. Somente este ano, mais de 1.600 armas foram apreendidas e 532 homicidas foram presos. Em geral, são pessoas ligadas a grupos de tráfico de drogas, que matam e morrem pelo controle da venda de entorpecentes. A desarticulação dessas quadrilhas, em todas as regiões do Estado, trará mais tranquilidade”, declarou, por meio de nota oficial, o secretário de Defesa Social, Humberto Freire.

Houve diminuição de homicídios em abril na região da Zona da Mata, onde esse tipo de crime caiu de 60 para 53 (-11,67%), e no Sertão, com queda de 9,76% (de 41 para 37 mortes).

Feminicídios caem

Segundo a SDS, três casos de feminicídio foram registrados no Estado no mês passado. Foram oito a menos do que no mesmo período de 2021. No somatório do ano, houve 22 feminicídios em 2022 contra 39 em 2021. A queda é de 43,6%.

Roubos crescem em abril

O número de roubos no Estado, em abril, também cresceu. No quarto mês do ano, houve registro de 4.289 roubos, contra 4.215 do mesmo período do ano passado, uma variação de 1,76%.

Já no acumulado dos quatro meses deste ano, houve queda de 3,55% nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), diminuindo de 17.457, em 2021, para 16.837.

A Região Metropolitana teve a maior redução no acumulado do ano. Foram -9,51% boletins de ocorrências devido a roubos, tendo caído de 5.784 (2021) para 5.234 (2022).

Mais de 9,4 mil assassinatos, em cinco anos, estão sem solução em Pernambuco

FABIO ROCHA/TV GLOBO

Por Raphael Guerra/JC

Como se já não bastasse o alto número de assassinatos ano após ano, a impunidade em Pernambuco também é elevada. Estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), obtidas pela coluna Ronda JC por meio da Lei de Acesso à Informação, apontam que mais de 9,4 mil investigações de homicídios, instauradas no período de 2017 a 2021, estão sem conclusão no Estado.

Um dos inquéritos é o do assassinato do adolescente pernambucano Arthur Almeida (foto), de 15 anos, que ficou conhecido nacionalmente pela participação no programa musical The Voice Kids, da TV Globo.

O garoto estava em um estabelecimento de serviços estéticos, no bairro de Candeias, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, quando foi atingido a tiros, em 30 de abril de 2020.

Segundo testemunhas, era fim de tarde quando um grupo de seis homens invadiu o local. A linha de investigação inicial apontou que os assassinos procuravam pelo cunhado do garoto – um homem que, na época, cumpria pena em regime aberto. Ele conseguiu fugir.

Apesar das dezenas de depoimentos e perícias realizadas, o caso completou dois anos e segue impune. Questionada, a assessoria da Polícia Civil informou apenas que o caso “segue em investigação pela 12ª Delegacia de Polícia de Homicídios”.

Em 2020, ano em que Tuca foi assassinado, a SDS somou 3.760 homicídios no Estado. Desse total, 2.413 (64,2%) investigações foram concluídas. Outros 1.347 inquéritos seguem sem solução.

Importante pontuar que, em alguns casos, a polícia encerra a investigação sem conseguir apontar a autoria do crime.

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Operação Expurgare: MPPE e Polícia Militar cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão no Recife, Paulista e Jaboatão

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) e a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) cumprem, na manhã desta sexta-feira (29), cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária contra alvos no Recife, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.

A Operação Expurgare tem como objetivo identificar a prática de crimes militares e foi originada de requisição da Central de Inquéritos da Capital ao Subcomandante-geral da PMPE em janeiro de 2022. As investigações subsequentes foram vinculadas à Diretoria de Polícia Judiciária Militar (DPJM) e assessoradas pela 2ª seção do Estado Maior da Polícia Militar e pela Diretoria de Policiamento Especializado (Diresp), através do Batalhão de Operações Especiais (BOPE).

O efetivo policial envolvido na operação contou com 66 policiais, dentre oficiais e praças. Pelo Gaeco foram mobilizados cinco promotores de Justiça e dez servidores.

Os quatro detidos foram encaminhados inicialmente à DPJM; de lá, serão recolhidos temporariamente ao Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed). Já o material apreendido, como telefones celulares, armas e documentos, foi levado à DPJM.

Fraude na compra de respiradores: PF faz operação no DF e em 3 estados

Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26), a operação Cianose, que investiga a contratação pelo Consórcio Nordeste – entidade que inclui os Estados da região de mesmo nome – de empresa para o fornecimento de 300 ventiladores pulmonares durante o pico inicial da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Segundo as investigações, o processo de aquisição contou com diversas irregularidades, como o pagamento antecipado do valor integral, sem que houvesse no contrato qualquer garantia contra eventual inadimplência por parte da contratada. Ao fim, nenhum respirador foi entregue.

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, em quatro diferentes Unidades da Federação (Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia), todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As buscas contaram com a participação de auditores da Controladoria Geral da União.

Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato em detrimento de entidade pública, dispensa de licitação sem observância das formalidades legais e lavagem de dinheiro.