Como a PF rastreou mensagens de Daniel Vorcaro a contato atribuído a Alexandre de Moraes

Mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes foram extraídas e  periciadas pela PF

CNN Brasil

A perícia da Polícia Federal (PF), reconstruiu os passos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em seu celular para identificar o destinatário de mensagens enviadas pelo banqueiro a um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os investigadores afirmam ter identificado “um padrão de comunicação consistente”: Vorcaro escrevia ou modificava textos no aplicativo de notas do iPhone, fazia uma captura da tela e, segundos depois, abria o WhatsApp e enviava uma mensagem.

De acordo com a metodologia descrita no relatório da PF, cujo sigilo foi levantado nesta terça-feira (1º) pelo ministro André Mendonça, o rastreamento foi feito com o software forense Indexador e Processador de Evidências Digitais (IPED), usado para analisar os vestígios extraídos do aparelho de Vorcaro.

Para reconstruir esse caminho da comunicação, os investigadores cruzaram os horários de abertura e fechamento dos aplicativos, o momento exato dos prints e os “logs” do sistema operacional, que registravam quando uma mensagem era enviada pelo WhatsApp.

A perícia encontrou ainda arquivos temporários em PDF com exatamente o mesmo conteúdo das notas. Segundo a PF, esses documentos eram gerados automaticamente pelo iPhone no mesmo segundo ou um segundo depois da captura da tela.

Com essas informações, os investigadores conseguiram reconstruir a sequência entre a elaboração da nota, a captura da tela e o posterior envio pelo WhatsApp.

Em um dos casos analisados, por exemplo, Vorcaro fez uma captura de tela às 16h32min31s, no horário UTC. Cinco segundos depois, fechou o aplicativo de notas e abriu o WhatsApp. Às 16h33min03s,32 segundos depois do print, uma mensagem foi enviada ao número salvo na agenda de Vorcaro como “Alexandre de Moraes BRASÍLIA”. Segundo o relatório, após fazer os prints das notas, o banqueiro enviava, em regra como primeira interação no WhatsApp, uma mensagem para esse contato.

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Polícia Militar de Pernambuco fará censo para mapear perfil, saúde e condições de trabalho do efetivo

Por Raphael Guerra/JC

A Polícia Militar de Pernambuco criou um grupo de trabalho para desenvolver, pela primeira vez, um censo institucional que promete traçar um perfil atualizado dos profissionais que estão na ativa, reunindo informações funcionais, familiares, sociodemográficas e socioeconômicas.

Também serão levantados dados sobre as condições de saúde e bem-estar dos policiais, ambiente de trabalho, mobilidade, vitimização, desenvolvimento profissional e percepção sobre a própria instituição.

Hoje, o efetivo da PMPE é de pouco mais de 19,5 mil profissionais. O Portal da Transparência indica que deveriam ser pelo menos 27.953.

Segundo a portaria, assinada pelo comandante-geral da corporação, coronel Ivanildo Torres, as informações produzidas pelo censo deverão servir de base para o planejamento estratégico da PMPE e para a gestão de pessoas.

Os dados também poderão orientar a formulação de políticas institucionais e ações de valorização, capacitação, saúde, assistência e proteção dos policiais.

A portaria estabeleceu que o trabalho deverá seguir critérios técnicos e garantir padronização, confiabilidade e confidencialidade. A proteção dos dados pessoais deverá ser observada durante as etapas de planejamento, coleta, tratamento, análise e divulgação dos resultados.

Não foi determinado um prazo para o início do censo no Estado.

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Lula por uso do Alvorada em período eleitoral

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uso do Palácio da Alvorada durante o período eleitoral.

O senador acusa o presidente de usar a residência oficial como “plataforma material de comunicação eleitoral” em benefício da própria candidatura à reeleição. A ação cita uma decisão de 2022 da Corte que proibiu o então presidente Jair Bolsonaro de usar o Palácio da Alvorada para fazer lives de conteúdo eleitoral.

A representação da campanha de Flávio foi protocolada nesta quinta-feira (27) e questiona a entrevista concedida por Lula à Record. A conversa foi gravada no Alvorada e exibida no último domingo (23), no mesmo horário do primeiro debate entre os candidatos à Presidência

Na ação, Flávio argumenta que a entrevista teve conteúdo eleitoral porque o presidente foi apresentado como candidato à reeleição, falou sobre seus adversários, comparou resultados de seu governo com os da gestão anterior e apresentou propostas para um eventual próximo mandato.

“O que se verificou foi a conversão de uma prerrogativa institucional e de um bem público, no caso a residência oficial do Presidente da República, em plataforma material de comunicação eleitoral individualizada, conferindo ao candidato ocupante do cargo posição objetivamente inacessível aos demais concorrentes”, diz a ação.

Ao tratar do precedente de 2022, a defesa de Flávio destaca que a proibição alcançava o uso de estruturas públicas vinculadas à função presidencial, mesmo quando não havia símbolos oficiais no cenário.

“Esta Corte determinou que o então presidente se abstivesse de gravar ou transmitir lives de conteúdo eleitoral utilizando estruturas públicas vinculadas à função presidencial, com referência expressa aos Palácios da Alvorada e do Planalto, ainda que o pano de fundo de tais gravações fossem paredes brancas e estantes neutras”, diz a ação.

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Por que Marcola e outros chefões do PCC irão a júri popular por crimes cometidos há 21 anos

Marcola está preso em presídio federal desde 2019

VEJA

O juiz da 1ª Vara do Júri de São Paulo, Gustavo Ormenese, marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o júri popular de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e apontado por autoridades públicas como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação que tramita é de homicídio contra um policial militar e pela tentativa de assassinato de outro agente da PM em 2006, em Jundiaí, interior paulista, ano em que a organização criminosa realizou diversos ataques no estado paulista. Outros cinco réus serão julgados no mesmo processo. A defesa de Marcola contesta o fato de o julgamento ser realizado mais de duas décadas depois do crime (leia abaixo).

De acordo com a acusação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o PM Nelson Pinto foi atingido por um tiro na cabeça por volta das 23h30, na rua Senador da Fonseca, no dia 12 de maio daquele ano. O outro policial fora atingido por oito disparos, mas sobreviveu. Consta na denúncia oferecida pela Promotoria que os ataques teriam ocorrido contra os dois agentes públicos por determinação de Marcola e de Júlio César Guedes de Moraes, o Carambola, apontado também como outro integrante do PCC. “Eis que, como dois dos líderes máximos da organização criminosa conhecida como PCC determinaram a todos os seus integrantes que matassem todos os policiais, civis ou militares, e demais autoridades que encontrassem a partir do dia 12 de maio de 2006, no Estado de São Paulo, ordem esta que foi encaminhada aos membros da referida facção da cidade de Jundiaí e cumprida”, escreveram em trecho da denúncia apresentada em 4 de setembro de 2006 os promotores Fauzi Hassan Choukr, Fernando Pereira Viana Neto, Maria Cristina Martins, Ricardo José Vasques de Almeida Silvares e Simone Rodrigues Horta Gomes. O documento tem 35 páginas. O processo pelo qual Marcola responde já ultrapassou 10. 000 páginas, segundo consulta realizada junto ao sistema do Tribunal de Justiça paulista.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado às 4h05 do dia seguinte, há relato de que os dois policiais estavam em patrulhamento de rotina pela via pública quando foram surpreendidos por indivíduos em quatro motos que cercaram o carro policial. Após o cerco, eles atiraram contra os soldados. Quem dirigia no momento do ataque era o PM Nelson Pinto, que, segundo o documento público, perdeu o controle da viatura e atingiu o muro de uma casa nas proximidades.

Determinação da Justiça para realização de júri popular

O advogado Bruno Ferullo afirmou que Marcola nega a determinação para matar os policiais paulistas naquele ano de 2006, quando ele estava preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista. “E confia que, perante o Tribunal do Júri, poderá apresentar suas razões de defesa, com observância a todas as garantias do devido processo legal, valendo, até lá, a presunção de inocência”, disse em trecho de nota encaminhada. Ferullo também cita que a demora entre a denúncia e o possível julgamento “é incompatível com a garantia constitucional da razoável duração do processo” como determina a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 5º — trecho acrescido ao texto da Carta Magna pela Emenda Constitucional 45/2004, a chamada reforma do Poder Judiciário.

De acordo com os autos, outros cinco réus serão julgados com Marcola. São eles: Juliano da Silva Dias, Marcos Antonio Roque, Paulo Sergio Elidio, Júlio César Guedes de Moraes e Marcos Paulo Ferreira Lustosa. O espaço está aberto para manifestação dos defensores.

Vela a íntegra da nota da defesa de Marcola

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Polícia Federal levou sete meses para enviar a André Mendonça quebra de sigilo de Lulinha

A Polícia Federal (PF) levou mais de sete meses para enviar ao ministro André Mendonça os dados das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A demora teria sido um dos motivos para o atrito entre a polícia e Mendonça, que é relator dos inquéritos do INSS e do Banco Master.

O magistrado determinou a derrubada dos sigilos fiscais, bancários e telemáticos do primogênito do chefe do Executivo em dezembro do ano passado, no âmbito da investigação sobre desvios de aposentados e pensionistas.

Diante da demora para encaminhar o resultado das diligências e devido a outras decisões da PF que incomodaram Mendonça, como a troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS, o ministro mandou a polícia enviar a seu gabinete os dados brutos do caso, ou seja, a íntegra das quebras.

A Polícia Federal, no entanto, interpretou a decisão como uma invasão da autonomia investigativa da corporação. A PF chegou a acionar a Advocacia-Geral da União para estudar a apresentação de um recurso perante o Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a ordem judicial, mas nenhuma medida jurídica foi concretizada.

Integrantes do governo federal, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, entraram em campo para tentar apaziguar a relação do ministro com a cúpula da corporação.

Elo suspeito

A PF apura a atuação da empresária Roberta Luchsinger e a relação dela com Lulinha e com Marco Antônio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. A suspeita é de que o primogênito do chefe do Executivo pode ter ajudado Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, a firmar contratos com o governo federal.

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MPPE recomenda proibição de armas, fardas e operações da Polícia Militar em perfis pessoais de agentes nas redes sociais

A medida consta no Diário Oficial Eletrônico do MPPE publicado nesta terça-feira, 18 de agosto, e foi divulgada inicialmente pelo site Causos & Causas. A iniciativa está relacionada ao Inquérito Civil nº 02006.000.014/2021, conduzido pela 7ª Promotoria de Defesa da Cidadania da Capital (Direitos Humanos).

A investigação apura possíveis usos inadequados das redes sociais por integrantes da PMPE, incluindo publicações com discursos de ódio e conteúdos que possam representar violações de direitos humanos em páginas que não são oficiais da corporação.

De acordo com o documento, diligências realizadas pelo Ministério Público identificaram policiais que utilizam perfis pessoais, principalmente no Instagram, para publicar imagens nas quais aparecem fardamentos, viaturas, armas e logomarcas institucionais.

Para o MPPE, esse tipo de exposição precisa seguir regras específicas da corporação e não pode ocorrer sem respaldo nas normas internas da Polícia Militar.

Outro ponto destacado pelo órgão é o crescimento de perfis de policiais voltados à produção de conteúdo e à obtenção de engajamento e renda nas plataformas digitais.

O Ministério Público cita o estudo “Policiais Influenciadores: regulação do uso de redes sociais por policiais no Brasil”, produzido pelo Instituto Sou da Paz e publicado em abril de 2026.

Segundo a pesquisa mencionada na recomendação, a possibilidade de monetização pode estimular a produção de conteúdos sensacionalistas e de apologia à violência com o objetivo de aumentar a visibilidade dos agentes.

Na avaliação do MPPE, esse comportamento pode entrar em conflito com o interesse público e afetar a imagem institucional da Polícia Militar.

Aviso de “sem vínculo oficial” não afasta responsabilidade

A recomendação também chama atenção para policiais que utilizam em seus perfis pessoais expressões como “sem vínculo oficial”.

Segundo o MPPE, a utilização desse tipo de aviso não significa autorização para a publicação de conteúdos que contrariem princípios éticos, normas de segurança ou regras disciplinares da corporação.

O documento destaca ainda que a indicação de que determinada conta não representa oficialmente a PMPE não elimina a possibilidade de responsabilização do policial por eventuais infrações.

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Inscrições de chapas para eleições do Sinpol-PE terminam nesta terça-feira

As eleições para a nova direção do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) entram em uma etapa decisiva. De acordo com o calendário eleitoral aprovado pela categoria, o prazo para inscrição das chapas termina nesta terça-feira (18).

A votação que definirá a próxima direção da entidade está marcada para os dias 1º e 2 de setembro. O processo deve reunir diferentes grupos de policiais civis interessados em participar da disputa e apresentar propostas para a condução do sindicato.

O calendário eleitoral foi aprovado por ampla maioria durante assembleia realizada pelo Sinpol-PE. Conforme a programação definida, os dias 17 e 18 de agosto foram reservados para o registro das chapas que pretendem concorrer à eleição.

Com o encerramento das inscrições hoje (18), a disputa seguirá para as próximas etapas previstas no calendário eleitoral até a realização da votação.

A participação por meio de chapas permite que os integrantes da categoria apresentem suas propostas e indiquem os nomes que pretendem ocupar os cargos da direção sindical.

Votação acontece em setembro

Depois do período de inscrição e das demais etapas previstas no processo eleitoral, os policiais civis irão às urnas nos dias 1º e 2 de setembro.

A votação será responsável por definir a composição da nova direção do Sinpol-PE para o próximo período. O processo eleitoral será voltado aos integrantes da categoria aptos a participar da escolha, seguindo as regras estabelecidas pelo próprio sindicato.

A escolha da nova direção ocorre em um momento em que diferentes assuntos relacionados à carreira dos policiais civis estão em discussão.

Entre as pautas que fazem parte do debate da categoria estão questões relacionadas à remuneração, jornada de trabalho, condições profissionais e decisões judiciais de interesse dos servidores.

No entanto, o processo eleitoral tem como objetivo principal definir os representantes que estarão à frente do sindicato no próximo mandato.

A composição das chapas inscritas e as respectivas propostas deverão permitir aos eleitores conhecer os grupos que participarão da disputa antes da votação.

Calendário das eleições do Sinpol-PE:

  • Segunda-feira (17) e terça-feira (18) de agosto: período para inscrição das chapas;
  • Terça-feira, 18 de agosto: último dia para registro das chapas;
  • Terça-feira (1º) e quarta-feira (02) de setembro: votação para escolha da nova direção.

As informações foram divulgadas pelo Sinpol-PE, que aprovou o calendário eleitoral por ampla maioria. A partir do encerramento das inscrições, o processo avança para as demais fases até a votação em setembro.

“Fãs” de Deolane Bezerra fazem ato na Avenida Paulista e pedem liberdade da influenciadora

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O Brasil é mesmo um País de pessoas, que muitas vezes não sabem o que dizem ou o que querem. Tantas mazelas para que parte da população tenham realmente com o que se preocupar, mas vão atrás da liberdade e uma pessoa envolvida no crime, Nesta quarta-feira (21), com cartazes, orações e palavras de ordem, os “fãs” (de que?) participaram de um ato convocado pela mãe da advogada, Solange Bezerra, e por outros familiares, em mais uma mobilização pública em defesa da ex-Fazenda.

Embora tenha incentivado a manifestação, a família não compareceu ao local, vejam só, colocam os ditos “fãs” como bois de piranhas. Pelas redes sociais, Solange compartilhou imagens do protesto e agradeceu o apoio dos fãs. “Obrigada a todos. Não consegui ir, mas sintam-se abraçados”, escreveu em uma publicação no Instagram como se fosse um belo consolo. As irmãs de Deolane também divulgaram registros do ato e explicaram o motivo da ausência.

“Estamos abaladas, não iríamos aguentar provocações. Estamos tentando preservar a nossa paz”, afirmou uma das irmãs da influenciadora em vídeo publicado nas redes sociais. Em outro registro, compartilhado pelo cabeleireiro Rogério Camargo, os manifestantes aparecem entoando o coro: “STJ, solta a Deolane”.

A manifestação ocorre três dias após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitar, por unanimidade, um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora.

A relatora do caso, desembargadora Renata Cantello, entendeu que os questionamentos apresentados pela defesa e pela OAB-SP representam apenas “meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna”, sem apontar ilegalidades capazes de justificar a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar.

Na decisão, a magistrada também destacou que Deolane está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde que foi presa. Conforme a desembargadora, essa condição impede que a influenciadora tenha acesso às prerrogativas destinadas a advogados em atividade.

Deolane Bezerra está presa preventivamente desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix. O Ministério Público a acusa de organização criminosa e lavagem de dinheiro, sob a suspeita de movimentar recursos para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. A influenciadora nega qualquer vínculo com a facção. Pessoas assim tem que mofar na prisão.

Carbono Oculto: Operação mira novo esquema do PCC no setor de combustíveis

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou na manhã desta quinta-feira (28) a segunda fase da Operação Carbono Oculto, chamada de “Operação Fluxo Oculto”, contra um novo esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, que também envolve fintechs.

Estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A ação conta com a participação da Receita Federal, Agência Nacional de Petróleo (ANP), Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Militar e Polícia Civil.

Investigações

Segundo o órgão, o objetivo da nova operação é avançar no combate aos esquemas de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor. Os focos principais nesta manhã (28) são mais seis fintechs descobertas e a adulteração de combustível com uso de nafta (solvente).

As investigações apontam que as novas empresas atuavam como bancos paralelos do PCC.

Elas faziam parte de um poderoso núcleo financeiro, sendo utilizadas para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, entre empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, pagamentos de colaboradores e pagamentos de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores.

O MP indicou ainda que há um núcleo envolvido com o desvio de nafta petroquímico para terminais e postos de combustível. O trabalho, realizado em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo revelou uma robusta estrutura de falsidades, com simulada venda de solventes para empresas-fantasma.

Segundo a denúncia, existia uma estrutura criada para a abertura serial de empresas nos mais diversos estados do Brasil. As apurações mostram que os denunciados usavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presos para constituir pessoas jurídicas que supostamente adquiriam solventes. Na prática, eles eram desviados para a Grande São Paulo.

No núcleo identificado, a investigação do Gaeco com a Receita Federal constatou que são usados os mesmos mecanismos de ocultação patrimonial do outro esquema. Além das instituições de pagamento, a movimentação financeira envolvia fundos de investimento para dissimulação dos reais beneficiários dos negócios do PCC.

Fundos do esquema

Foram identificados quatro fundos que participavam do esquema e são alvos da operação, junto com duas administradoras de recursos e duas gestoras.

Os quatro fundos investigados no esquema de desvio de nafta possuem, atualmente, patrimônio estimado em aproximadamente R$ 205 milhões. Em pouco mais de um ano, o patrimônio aumentou em mais de 200%.

De acordo com o MP, eram usadas as estruturas do mesmo “balcão financeiro marginal”, compartilhando canais de escoamento e técnicas de lavagem, por vezes fundos/fintechs, alguns dos quais já indicados na primeira fase da Carbono Oculto e que, agora, aparecem evidenciados novamente, especialmente na frente da nafta.

Empresas alvos:

  • Ceopag Instituição de Pagamento, Ceopar, Fundopay S.A. e XBR Participações
  • America Payment S.A
  • Sispay Instituição de Pagamento, Vpay Instituição de Pagamento e May Servex Negócios Imobiliários
  • Smart Solutions Instituição de Pagamento e Smart Safe Locação e Processamento de Dados
  • YAW Instituição de Pagamento S.A
  • Ello Gestora de Recursos Ltda

PF e CGU realizam nova fase de operação contra fraudes no INSS

A nova fase da operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no INSS, mira nesta quarta-feira (27), associações responsáveis por descontos em contracheques de aposentados e pensionistas.

Em São Paulo, há mandados contra Amar, Master Prev, AASP e ANDAPP.

Segundo o inquérito, o grupo investigado atuava “de forma estruturada e em diferentes frentes”. Na captação fraudulenta, utilizava empresa para operacionalizar sistemas de adesão de novos “associados” e obter dados de aposentados por meio de contatos em instituições bancárias. Na falsificação ideológica, produzia tokens falsos e empregava biometria fraudulenta para simular assinaturas em fichas de filiação e validar descontos perante o INSS.

Além disso, diz a PF, o grupo buscava blindar e expandir o esquema, prestando suposta “assessoria” a outras entidades interessadas em replicar o modelo criminoso e mantendo contatos estratégicos para dificultar ou neutralizar fiscalizações. Também promovia a ocultação e dissimulação dos valores ilícitos por meio de empresas de fachada, além da aquisição de bens de alto valor.

“Em síntese, o grupo gerenciava um esquema de descontos ilegais em massa, manipulava sistemas de dados para burlar exigências biométricas do INSS, apresentava documentação falsa em auditorias e atuava para dificultar fiscalizações da CGU”, aponta a investigação. Paralelamente, as empresas realizavam movimentações financeiras complexas entre empresas vinculadas à organização, com o objetivo de ocultar a origem criminosa dos recursos

PF desmonta novo esquema de fraudes no INSS

Sede do INSS, em Brasília

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (20), a Operação Persona Nula, com o objetivo de investigar fraudes no INSS no Pará.

O esquema forjava certidões de nascimento e outros documentos de identificação de pessoas fictícias que eram, posteriormente, inseridas na plataforma de benefícios do BPC.

Durante ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Belém, Ananindeua e Barcarena. Até o momento, foram identificados 22 benefícios concedidos de forma fraudulenta.

Na operação, foram apreendidos materiais que serão submetidos à perícia, com o objetivo de aprofundar as investigações e de identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Fraude milionária envolveu mais de 30 empresas e até beneficiários do Bolsa Família, em Pernambuco

Fraude milionária envolveu mais de 30 empresas e até beneficiários do Bolsa Família, em Pernambuco

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) na última quarta-feira (06) revelou um esquema milionário de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada. Segundo as investigações, os envolvidos movimentaram mais de R$ 130 milhões em fraudes tributárias, ao longo de aproximadamente dez anos.

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de ativos financeiros, suspensão de atividades comerciais e medidas cautelares contra investigados. Até o momento, não houve prisões, mas parte dos alvos passou a utilizar tornozeleira eletrônica.

Esquema envolvia “laranjas” que recebiam benefícios sociais

Segundo a investigação, o grupo utilizava dezenas de empresas para ocultar patrimônio, emitir notas fiscais fraudulentas e reduzir ilegalmente o pagamento de impostos ao Estado.

As apurações apontam que muitas dessas empresas existiam apenas formalmente e funcionavam como fachada para movimentações financeiras incompatíveis com a realidade econômica dos envolvidos.

“O grupo criminoso possuía divisão estruturada de tarefas. Havia um núcleo contábil responsável pelo planejamento tributário fraudulento, emissão de notas fiscais e operacionalização das movimentações fiscais fictícias”, afirmou o delegado Breno Varejão.

Ainda de acordo com o delegado, o esquema também utilizava pessoas em situação de vulnerabilidade social como “laranjas”.

“Foram identificadas algumas pessoas que recebiam programas sociais, como Bolsa Família, enquanto apareciam como titulares de empresas de grande porte”, explicou.

As investigações apontam que essas pessoas cediam nomes e CPFs em troca de compensações financeiras para facilitar a abertura das empresas fraudulentas.

Contadores envolvidos

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Polícia investiga esquema criminoso de R$ 500 milhões em dois estados

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (05), a Operação Consorte, que mira uma organização criminosa com atuação em diferentes estados do país.

A ação ocorre simultaneamente em municípios do Ceará e em Belo Horizonte (MG), com a participação de 108 policiais federais e civis, distribuídos em 27 equipes.

Ao todo, estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, expedidos pela 93ª Zona Eleitoral.

Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 500 milhões por meio de um esquema financeiro, com indícios de uso de mecanismos sofisticados para ocultar e dissimular recursos ilegais.

Nesta fase, o foco da operação é atingir justamente o nu financeira da organização, com apuração de crimes como lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos.

A Operação Consorte é um desdobramento da Operação Traditori, realizada anteriormente e que resultou na prisão de agentes políticos ligados ao esquema investigado.

Agora, a nova fase busca aprofundar a identificação de fluxos financeiros e desarticular a base econômica do grupo.

Influencer inscrita em programas sociais é presa após movimentar R$ 144 milhões com ‘tigrinho’

Influenciadora Adrielly Viviany Araújo é presa por suspeita de lavagem de dinheiro com 'jogo do Tigrinho'

A Polícia Civil de Roraima prendeu preventivamente a influenciadora digital Adrielly Viviany Araújo de Jesus, de 29 anos, na última segunda-feira (27), por suspeita de ser a organizadora de um esquema milionário envolvendo o “jogo do tigrinho” que a teria feito movimentar 144 milhões de reais entre 2023 e 2024, mesmo ela estando inscrita em programas sociais do governo federal.

Além dela, que possui 149 mil seguidores no Instagram, outras sete pessoas (sendo seis influenciadores) também foram detidas preventivamente por suspeita de envolvimento. Segundo a polícia, o grupo movimentou aproximadamente 260 milhões de reais em dois anos, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados.

Entre os alvos com mandados de prisão preventiva estão também:

  • marido de Adrielly, Dione dos Santos Silva, de 37 anos;
  • influenciadora Amanda Lourenço, 28 anos;
  • influenciador de Goiás Gildásio Cardoso, 25 anos — de 29 mil seguidores;
  • influenciadora Laís Ramos Gomes da Silva, 31 anos;
  • influenciador Patrik Adhan, 27 anos — de 619 mil seguidores;
  • comunicadora Raniely Carvalho, 39 anos — de 173 mil seguidores;
  • influenciadora Vitória Reis, 26 anos.

Outros investigados também foram alvos de medidas judiciais, como mandados de busca e apreensão em suas residências:

  • Esteticista Juliana Lima do Nascimento, 23 anos;
  • influenciadora Victoria Paixão, 26 anos — com 10,8 mil seguidores;
  • e o empresário do ramo automobilístico Ruissian Ferreira Braga Ribeiro, 28 anos.

Segundo o delegado Eduardo Patrício, responsável pelas investigações, os investigados utilizavam a visibilidade digital que tinham para divulgar plataformas do chamado “jogo do tigrinho”, atraindo seguidores com promessas enganosas de ganhos fáceis. “As investigações demonstraram que havia uma atuação organizada, com uso estratégico das redes sociais para alcançar um grande número de vítimas. Trata-se de uma prática criminosa com elevado potencial de dano coletivo”, destacou. “Identificamos um crescimento patrimonial expressivo, com aquisição de veículos de luxo, imóveis e bens de alto padrão, o que reforça os indícios de lavagem de dinheiro”, completou.

A operação policial, intitulada Mantus (associado ao mundo subterrâneo e às forças ocultas da mitologia etrusca), foi feita após uma investigação que durou cerca de 18 meses, tendo iniciado em setembro de 2024, e revelou o esquema estruturado, com forte atuação nas redes sociais, para crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro.

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Veleiro com cocaína, ligação com PCC e arquivos na nuvem: conheça o personagem que expôs esquema de R$ 1,6 bi com Ryan

MC Ryan SP, Rodrigo Morgado e MC Poze do Rodo

O Globo

A prisão do cantor MC Ryan SP em uma festa à beira-mar no litoral paulista no dia 15 deste mês foi o capítulo mais recente de uma investigação que começou muito antes, e bem longe dos palcos. Tudo tem origem num aparelho de celular apreendido pela Polícia Federal durante uma ação contra o tráfico marítimo de drogas. O dono do dispositivo era Rodrigo de Paula Morgado, empresário do setor contábil cuja trajetória, reconstruída pelos investigadores, conecta veleiros carregados de cocaína no Atlântico a casas de apostas eletrônicas, cripto ativos e uma constelação de empresas de fachada.

A megaoperação, que resultou na detenção de cantores do funk, influenciadores com milhões de seguidores e produtores de conteúdo, é fruto direto das informações extraídas da nuvem pessoal de Morgado, um acervo digital que as autoridades descrevem como a “caixa-preta” do esquema.

O início dessa teia criminosa remonta a 2023, quando a Marinha dos Estados Unidos interceptou o veleiro Lobo VI em alto-mar, entre o arquipélago de Cabo Verde e as Ilhas Canárias. A bordo estavam mais de quatro toneladas de cocaína, que deram origem à Operação Narco Vela, investigação que mirou uma organização dedicada ao tráfico de entorpecentes para a África e a Europa, valendo-se de satélites, embarcações de alto padrão e rotas marítimas cuidadosamente planejadas.

As apurações identificaram membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) entre os envolvidos, entre eles Levi Adriani Felício, o “Mais Velho”, e seu parente Rodrigo Felício, o “Tico”, ambos já presos por crimes ligados ao tráfico naval. Além deles, a investigação traria à tona um personagem até então menos exposto: Rodrigo de Paula Morgado.

Durante a Narco Vela, os agentes apreenderam o celular de Morgado. Ao vasculhar o equipamento, descobriram que ele havia atuado como contador das empresas Saito Construtora Ltda. e Caetano da Silva Construtora EIRELI, ambas identificadas como partícipes na aquisição do veleiro Lobo IV, outra embarcação confiscada com mais de três toneladas de cocaína. A ligação do empresário com o universo do narcotráfico marítimo estava estabelecida.

A Narco Bet e o primeiro ciclo de prisões

Com base nas descobertas iniciais, a Polícia Federal avançou para a Operação Narco Bet, deflagrada em outubro de 2025. O alvo central continuava sendo Morgado, agora descrito pelas autoridades como um possível “operador logístico-financeiro” de um esquema transnacional de lavagem de capitais.

O juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, ao autorizar o mandado de prisão preventiva contra o empresário, destacou haver provas suficientes, “ao menos em tese”, de seu envolvimento em atos ilícitos antecedentes à lavagem de dinheiro, com clara relação ao tráfico internacional de drogas. O magistrado sublinhou os indícios de “união de esforços” para dissimular a origem criminosa do capital.

As investigações revelaram que Morgado havia aberto dezenas de empresas em parceria com jovens moradores de comunidades de difícil acesso, sem endereço verificável, cuja documentação apresentava suspeitas de fraude. Todas as companhias tinham como sede formal o mesmo endereço de coworking, do qual Morgado era o único sócio. O esquema detectado na Narco Bet movimentou, segundo os investigadores, R$ 313 milhões ao longo de cinco anos, além de operações de cripto ativos que se aproximaram de R$ 100 milhões.

A nuvem que mudou as investigações

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