Eleições 2026: Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes participam de sabatina na Fiepe nesta quarta-feira

Os três candidatos ao Governo de Pernambuco têm um compromisso em comum nesta quarta-feira (02): a sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSol) participam do encontro na sede da entidade, na Avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro, no Recife.

Raquel Lyra será a primeira a participar da sabatina, às 14h. Antes, às 11h, a candidata também participa de uma sabatina promovida pela Rádio Folha de Pernambuco. Às 17h, ela encerra a agenda com uma caminhada no Ipsep, na Zona Sul do Recife. A concentração será na Praça da Sudene, nas proximidades da delegacia do bairro.

João Campos participa da sabatina na Fiepe às 15h45. O candidato começa o dia às 8h30, com uma ação de porta a porta na Vila do Papel, no Recife. Às 11h, participa de outra sabatina, desta vez promovida pelo LeiaJá, na UniNassau. À noite, ele segue para Vitória de Santo Antão, onde participa de uma Caminhada 40, às 19h30.

Ivan Moraes participa da sabatina na Fiepe das 15h às 16h. Pela manhã, das 10h30 às 11h, o candidato recebe uma carta-compromisso do projeto Unidos Pela Cura Pernambuco, do Instituto Desiderata, em defesa dos direitos das crianças com câncer. O encontro será realizado na sede do PSol em Pernambuco, na Casa Marielle Franco, localizada na Rua Feliciano Gomes, no Derby.

Senadora Damares Alves quer Senado sem votações por renúncia ou impeachment do ministro Alexandre de Moraes

Senadora Damarés Alves, com óculos claros e blazer cinza, sentada em uma mesa de reunião, com a mão no queixo, pensativa. À frente, uma placa de identificação com seu nome e cargo de Presidente da CDH. Ao fundo, uma parede com padrão geométrico em tons de cinza

Radar/VEJA

A senadora Damares Alves sugeriu a obstrução de todas as votações no Senado até que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, renuncie ou seja afastado da Corte.

A posição é um reflexo da decisão do ministro André Mendonça, do STF, de retirar o sigilo de um relatório da PF que expõe mensagens e contatos entre Moraes e o fundador do banco Master, Daniel Vorcaro.

“O Brasil está perplexo. Estou levantando o movimento agora, entre os colegas, que a gente não vai votar mais nada essa semana. Não se vota nem uma PEC, nenhum projeto de lei se Moraes não renunciar ou se a gente não impeachmizá-lo. Essa é a minha proposta. Enquanto esse homem estiver lá no Supremo, nós não vamos votar nada aqui no Senado”, disse a senadora.

A parlamentar prometeu que fará uma maratona entre os gabinetes para garantir que a obstrução ocorra. “É inadmissível o que estamos vendo hoje. Anotem isso: hoje é um dia histórico para o Brasil. A república foi colocada em xeque”.

Caso os trabalhos fiquem paralisados, o Senado não conseguirá dar andamento a medidas de interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como a MP do fim da taxa da blusinha e a PEC do fim da escala 6×1.

Dona da empresa de pesquisas Nexus faturou R$ 296 milhões no governo Lula, diz site

Diário do Poder

A FSB, holding que tem diversas empresas de comunicação sob seu guarda-chuva, como a empresas de pesquisa Nexus, mantém vultosos contratos com o governo petista e recebeu, desde 2023 e até agora mais de R$ 296,5 milhões.

A Nexus divulgou essa semana mais uma pesquisa eleitoral (BR-08900/2026) com Lula (PT) liderando em todos os cenários. Os pagamentos milionários têm origem em ministérios e na Secom, espécie de “ministério da propaganda”, de onde recebeu R$ 85,8 milhões.

Outra mina de ouro da FSB é o Ministério da Saúde, que pagou à empresa mais de R$ 38 milhões, conforme o Portal da Transparência.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDC) também tem contrato com a FSB: no total, R$ 31,7 milhões.

Além de pagamentos recebidos diretamente da Presidência da República e ministérios, o grupo tem contratos com outros órgãos federais.

A coluna de Cláudio Humberto diz que tentou obter esclarecimentos da FSB, mas nada foi dito até o fechamento desta edição. Diz ainda que o espaço segue aberto.

Relatório da CPI do INSS pedia para investigar mulher de Alexandre de Moraes

Viviane Barci e Daniel Vorcaro

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Investigação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pedia que o contrato do escritório de Viviane Barci, mulher do ministro do STF, Alexandre de Moraes, com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, fosse investigado.

“Recomenda-se ao Senado Federal (crime de responsabilidade nos termos do inciso 2 do artigo 52 da Constituição), à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que examinem o contrato de honorários advocatícios firmado por Viviane Barci de Moraes, cônjuge do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master“, diz trecho do relatório.

Leia a íntegra do relatório final.

O relatório, elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), foi derrubado por aliados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 28 de março. Foram 19 votos contra e 12 a favor.

A menção ao contrato aparece no capítulo do relatório que trata das relações entre o Banco Master e autoridades públicas. O documento afirma que os pagamentos feitos ao escritório deveriam ser examinados pelos órgãos competentes para verificar a natureza e a justificativa dos serviços contratados.

A recomendação foi incluída nas conclusões da CPMI sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS e as relações de empresas e instituições financeiras com o poder público.

Cai o sigilo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (1º) a retirada do sigilo de uma ação relacionada à investigação sobre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e às mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes.

Leia a íntegra do despacho.

A decisão foi tomada na PET (Petição) 16.662, aberta depois de a Polícia Federal apresentar novas informações sobre a suposta rede de influência e monitoramento atribuída a Vorcaro na operação Compliance Zero. Mendonça afirmou que os novos elementos deverão ser analisados pelo Plenário do Supremo.

No despacho, o ministro não cita Moraes nominalmente. Registra que relatórios anteriores da PF reproduziram diálogos encontrados no celular de Vorcaro com “outra pessoa, até então, não identificada”. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta terça-feira (1º), identificou Alexandre de Moraes como o interlocutor das mensagens.

Segundo a decisão, a PF considera que as mensagens indicam que Vorcaro teve conhecimento antecipado da investigação que resultou em decisão da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.

Os investigadores afirmam ainda que os diálogos indicariam que o banqueiro teve acesso prévio a informações sobre investigações criminais e apurações no Banco Central que poderiam prejudicá-lo e que estavam próximas de serem analisadas pelo Judiciário e pela diretoria da autoridade monetária.

Davi Alcolumbre, como era de se esperar, descarta dar andamento a novos pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes e deve aguardar STF

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) não pretende dar seguimento aos novos pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O que não surpreende os colegas senadores.

Mesmo após a divulgação de mensagens entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Alcolumbre já confidenciou a aliados que não vai atender aos pedidos de bolsonaristas. Mas, e do Brasil?

Após o vazamento das conversas, deputados e senadores protocolaram novos pedidos de afastamento do ministro da Suprema Corte.

A avaliação do presidente do Senado, é que é preciso baixar a poeira e esperar ao menos o STF decidir sobre o assunto.

Nesta terça-feira (1º), o ministro André Mendonça pediu que o presidente do Supremo marque uma sessão do plenário para discutir as mensagens apontadas pela PF. A medida pode ensejar uma abertura de investigação contra o ministro.

O presidente da corte, ministro Edson Fachin, deve esperar o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito do assunto para depois decidir sobre a sessão. André Mendonça quer análise do plenário independentemente da manifestação da Procuradoria. Pelas mensagens, o PGR Paulo Gonet também foi citado por Vorcaro.

Orçamento de 2027 reserva R$ 9,1 bi a reajuste de servidores e R$ 2,5 bi para concursos

Ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulgou nesta terça-feira (1º), nota sobre as principais despesas de pessoal do Poder Executivo federal e das estatais previstas no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviado ao Congresso Nacional.

Segundo a nota, no próximo ano, estão previstos R$ 9,1 bilhões para o reajuste salarial de servidores civis e militares. A proposta orçamentária reserva também R$ 2,5 bilhões em despesas primárias para a realização de concursos públicos, sendo R$ 1,3 bilhão para concursos e novas contratações no Poder Executivo federal e R$ 1,2 bilhão para concursos e contratações nas instituições federais de ensino.

Esses números incluem vagas de concursos já autorizados e provimentos adicionais, vagas de concursos em andamento e autorizações ainda em estudo pelo Ministério da Gestão. A pasta destaca que o PLOA é uma peça autorizativa, “que coloca referências para as diferentes despesas de pessoal, que serão efetivamente endereçadas a partir de janeiro de 2027”.

No Executivo federal, poderão ser providas até 32 mil vagas civis, das quais 19,4 mil na educação. “A previsão desse contingente não significa preenchimento das vagas em 2027. Os novos provimentos são fundamentais diante da projeção de que mais de 70 mil servidores e servidoras estarão em idade de aposentadoria até 2030”, completa o MGI.

A peça orçamentária de 2027 autoriza despesas primárias de pessoal do Poder Executivo no total de R$ 361,5 bilhões, incluindo servidores civis e militares e ainda os empregados públicos das empresas estatais dependentes do Orçamento da União.

“O projeto apresentado observa a regra que limita o crescimento das despesas de pessoal (Lei Complementar 211/2024), contribuindo para o esforço fiscal do governo no orçamento de 2027, mas mantém espaço para valorização dos servidores e recomposição da força de trabalho”, diz o MGI.

Aporte em estatais

Em relação ao orçamento das empresas estatais federais, o MGI afirma que o PLOA 2027 prevê investimentos de R$ 209,7 bilhões, um aumento de 6% em relação ao previsto no orçamento de 2026. Desse total, R$ 95 bilhões referem-se a investimentos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Como já divulgado ontem, o PLOA 2027 traz autorização para um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios, conforme pactuado no plano de reestruturação da empresa, e de R$ 652 milhões para a Eletronuclear, via ENBPar.

Advogado de Amisadai Andrade diz que seu cliente foi vítima de armação e também prestou serviço à Prefeitura de João Campos

O advogado Luiz Rocha. Foto: Redes Sociais/ Reprodução

A defesa de Amisadai Andrade afirmou nesta terça-feira (1º) que o ex-superintendente de Operações da Arena de Pernambuco pode ter sido vítima de uma “armação” nas gravações divulgadas como evidência da existência de um suposto “gabinete do ódio” ligado ao governo de Raquel Lyra (PSD). O advogado Luiz Rocha também confirmou que o Portal de Prefeitura, veículo do qual Amisadai foi sócio, prestou serviços à Prefeitura do Recife, comandada por João Campos (PSB).

As declarações foram dadas em entrevista coletiva após a defesa protocolar uma notícia-crime na Polícia Federal (PF). Rocha afirmou que foram entregues informações como números de telefone, locais e períodos em que teriam ocorrido contatos relacionados ao episódio. A defesa pediu sigilo e solicitou uma perícia nos áudios divulgados.

Durante a coletiva, Rocha foi questionado sobre um vídeo em que João Campos aparece parabenizando Amisadai pelo nascimento da filha. O advogado disse não ter informações suficientes para explicar o contexto da gravação, mas confirmou a relação profissional do portal com a gestão municipal. “Nesta época, o Portal de Prefeitura tinha vínculo com o município do Recife, prestava serviço para o Recife”, afirmou.

Segundo Rocha, a relação de Amisadai com João Campos era, até onde tem conhecimento, profissional. “O relacionamento é eminentemente profissional, que eu tenha conhecimento”, disse. Rocha afirmou que as conversas que deram origem às gravações começaram em 2024, quando Amisadai ainda era sócio do Portal de Prefeitura e não ocupava cargo no governo de Pernambuco.

Segundo o advogado, Amisadai foi procurado por um homem de São Paulo, apresentado na coletiva pelo nome fictício de “Ulisses”, que teria se identificado como integrante do meio político e demonstrado interesse em estabelecer uma parceria para produção e divulgação de conteúdo.

As conversas teriam ocorrido por telefone e em três encontros presenciais no Recife, estendendo-se de 2024 ao primeiro semestre de 2025. Questionado se acreditava que Amisadai havia sido vítima de uma armação, Rocha respondeu que “tudo leva a crer que sim”.

“Tudo leva a crer que sim, porque a conversa foi se esticando ao longo dos meses e chega a um ponto de a pessoa exigir métrica. Ela é uma pessoa do meio, porque quem exige métrica de um portal sabe o que está pedindo”, afirmou.

De acordo com Rocha, Amisadai não sabia que estava sendo gravado. O advogado disse ainda que o interlocutor chegou a solicitar dados de audiência do Portal de Prefeitura e a republicação de uma reportagem para medir seu alcance.

Amisadai deixou a sociedade do portal em setembro de 2024 e assumiu a Superintendência de Operações da Arena de Pernambuco em 1º de abril de 2025, segundo a defesa. A defesa reconheceu que Amisadai utilizou linguagem imprópria e exagerou sua influência no governo estadual durante algumas das conversas. “Amisadai reconhece que se excedeu com uma linguagem imprópria, com falas impróprias, ao tentar demonstrar um trânsito, uma influência no governo que nunca teve”, afirmou Rocha.

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Déficit das estatais federais bate recorde e chega a R$ 8,3 bilhões

EXTRAVIO - Correios: visão equivocada de seus verdadeiros problemas

As empresas estatais federais acumularam déficit primário de 8,277 bilhões de reais entre janeiro e julho de 2026, o pior resultado para o período desde o início da série histórica do Banco Central, em 2002. O saldo negativo aumentou em julho, depois de já atingir o recorde de 7,8 bilhões de reais no primeiro semestre.

Déficit primário significa que as despesas das empresas, sem contar o pagamento de juros, superaram suas receitas. Somente em julho, as estatais federais gastaram 476 milhões de reais a mais do que arrecadaram.

O resultado acumulado nos seis primeiros meses do ano já era praticamente o dobro do déficit de 3,9 bilhões de reais registrado no mesmo período de 2025. Também havia superado o saldo negativo de 6,7 bilhões contabilizado durante todo o ano de 2024.

Os números do Banco Central não incluem Petrobras nem Eletrobras. A estatal de energia deixou de ser controlada pela União em 2022, enquanto a Petrobras é excluída da metodologia por causa do tamanho e das características de sua operação. Portanto, o resultado não representa a soma dos balanços de todas as empresas controladas pelo governo federal.

A piora ocorre pela crise financeira dos Correios, que registraram prejuízo contábil de 5,55 bilhões de reais no primeiro semestre. O valor representa aumento de 30,4% em relação à perda de 4,3 bilhões apurada no mesmo período de 2025.

O prejuízo dos Correios, porém, não pode ser comparado diretamente ao déficit primário calculado pelo Banco Central. O balanço da empresa considera receitas, despesas, perdas e outras operações contábeis, enquanto o indicador do BC mede a diferença entre receitas e gastos sem juros. O Banco Central também não informa quanto cada companhia contribuiu individualmente para o resultado das estatais.

Ao considerar também as empresas estaduais e municipais acompanhadas pelo BC, o déficit das estatais chegou a 9,6 bilhões de reais entre janeiro e julho. Apenas no último mês do período, o conjunto dessas empresas registrou saldo negativo de 1,1 bilhão de reais.

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Governo estima R$ 45 bi para emendas parlamentares; R$ 4 bi a mais que 2026

Congresso Nacional, em Brasília — mulheres ocupam apenas 90 das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares em 2027, segundo o projeto do Orçamento de 2027, divulgado nesta segunda-feira (31). O valor é R$ 4 bilhões maior que o destinado na proposta de 2026.

Eis íntegra da apresentação do governo.

O montante não inclui as emendas de comissão. Para atender a esse tipo de emenda, o Congresso terá de remanejar recursos de outras áreas do Orçamento.

As emendas podem ser individuais, indicadas por cada parlamentar; de bancada, definidas conjuntamente pelos parlamentares de cada Estado; ou de comissão, escolhidas por comissões permanentes do Congresso.

As individuais e de bancada são de pagamento obrigatório, enquanto as de comissão não têm execução obrigatória.

Ainda pode crescer

O valor das emendas costuma crescer durante a tramitação do Orçamento. Em 2026, chegou a R$ 61 bilhões.

O aumento das emendas reduz o espaço para gastos discricionários do governo, que incluem investimentos em programas sociais.

Emendas parlamentares são recursos públicos cuja aplicação é indicada por deputados e senadores, geralmente para obras e projetos em seus Estados. Como o governo controla o ritmo de pagamento, elas são um instrumento importante na relação entre Executivo e Legislativo.

Técnicos e auxiliares de enfermagem fazem paralisação de 48 horas e ameaçam greve no Recife

Técnicos e auxiliares de enfermagem realizam, nesta segunda-feira (31), uma paralisação de 48 horas no Recife para cobrar o pagamento que consideram correto do piso da categoria. Os trabalhadores se concentraram em frente à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), na Rua 24 de Agosto, no bairro de Santo Amaro, área central da capital. Segundo os representantes da mobilização, caso não haja avanço nas negociações, uma greve por tempo indeterminado poderá ser deflagrada.

A mobilização começou mais cedo em frente ao Hospital de Câncer de Pernambuco, na Avenida Cruz Cabugá, onde provocou retenções no trânsito. Com a atuação de agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), o fluxo de veículos começou a ser normalizado na região enquanto os manifestantes seguiram para a sede da Secretaria de Saúde.

Categoria cobra diferenças no piso da enfermagem

De acordo com um representante dos trabalhadores, os salários estão sendo pagos normalmente, mas existem diferenças relacionadas ao piso da enfermagem. Segundo ele, a remuneração é composta pela parcela paga pelas unidades de saúde e pelo complemento da Assistência Financeira Complementar (AFC), enviado pelo governo.

“A contrapartida de cada hospital está sendo paga, porém o piso da enfermagem hoje é a junção do que o hospital paga e do que o governo manda. O que o governo manda, a governadora junto com essas unidades hospitalares estão pagando a menor, estão pagando de forma errada”, afirmou.

Ainda segundo o representante, alguns técnicos de enfermagem acumulam valores superiores a R$ 20 mil em diferenças desde 2023. A categoria reivindica que os valores sejam calculados e pagos de acordo com o piso estabelecido para os profissionais.

A paralisação foi convocada por 48 horas com o objetivo de abrir negociações. Caso não haja acordo, os trabalhadores informaram que realizarão uma nova concentração nesta terça-feira (1º), em frente ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). No local, uma assembleia deverá discutir a possibilidade de deflagração de uma greve por tempo indeterminado.

SES-PE contesta reivindicação

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Raquel Lyra dá estocada em João Campos e diz que nunca “furou fila” em guia eleitoral

Por Vinícius Sales

A governadora Raquel Lyra (PSD) mandou um recado para João Campos (PSB) sem precisar citar o nome do adversário. No segundo programa do guia eleitoral, que foi ao ar nesta segunda-feira (31), Raquel relembrou sua trajetória profissional e soltou uma frase com endereço político certo.

“Quando eu virei delegada, disseram que não era coisa de mulher. Passei num concurso pra procuradora sem furar fila e foi do mesmo jeito”, afirmou. O “sem furar fila” remete à polêmica envolvendo um concurso para procurador judicial da Prefeitura do Recife.

Em dezembro de 2025, Lucas Vieira Silva, inicialmente classificado em 63º lugar na ampla concorrência, foi nomeado depois de conseguir ser incluído na lista de pessoas com deficiência (PCD), após apresentar diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O pedido foi feito quase três anos depois da realização da prova. E o fato ganhou as manchetes de todo o Brasil, causando um desgaste muito grande na imagem do ex-prefeito João Campos (PSB).

A área técnica da Procuradoria-Geral do Município havia se manifestado contra a mudança, mas o requerimento acabou acolhido. Lucas foi posteriormente nomeado pela gestão João Campos.

O caso ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (31). O delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa, pediu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Corregedoria do TJPE que investiguem a conduta do juiz Rildo Vieira da Silva, pai de Lucas Vieira. O magistrado já é alvo de uma apuração determinada pelo CNJ por ter anulado uma investigação sobre possíveis fraudes em contratos da Prefeitura do Recife, na Operação Barriga de Aluguel. Pouco mais de um mês depois dessa decisão, o filho do juiz foi nomeado procurador do município por João Campos. A nomeação acabou anulada após a forte repercussão negativa do caso.

No restante do guia, Raquel explorou as entregas de sua gestão, como a reforma do Hospital da Restauração, estradas, Pix Tênis, Mães de Pernambuco e investimentos em abastecimento de água.

Fiscalização do TRE-PE retira mais de mil bandeiras das ruas do Recife

Saiba o que pode e o que é proibido na propaganda eleitoral nas ruas do Recife e como denunciar | G1

Desde o início da propaganda eleitoral de rua, em 16 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, por meio da Comissão de Propaganda Eleitoral (Cpropag), já retirou 1.168 bandeiras das vias públicas do Recife que estavam em desacordo com as regras estabelecidas para as Eleições 2026.

As ações de fiscalização também resultaram na apreensão de duas caixas de som e três bonecos, além da retirada de adesivos que ocupavam um contêiner inteiro dentro de um estabelecimento comercial.

As equipes atuaram ainda no desligamento de telões de LED e na adequação ou retirada de propagandas visuais instaladas em comitês, que estavam fora dos padrões estabelecidos pela legislação eleitoral.

Os magistrados que cuidam da propaganda eleitoral na capital emitiram uma decisão proibindo a utilização de telões de LED e assemelhados nos comitês. Para mais detalhes sobre a decisão, clique aqui.

Orientações prévias

Nas duas primeiras semanas da propaganda de rua, o trabalho da Comissão esteve concentrado principalmente na orientação de candidatas e candidatos, partidos, federações, militantes e responsáveis por comitês.

Para a fiscal de propaganda Roberta Mourão, essa etapa de orientação é fundamental para que as regras sejam compreendidas e cumpridas durante todo o período eleitoral.

“Nosso trabalho começa pela orientação. Antes de qualquer medida de fiscalização, buscamos conscientizar sobre a importância de respeitar as regras e, principalmente, o cidadão. A propaganda eleitoral precisa acontecer de forma democrática, mas sem prejudicar o direito de ir e vir, o sossego, a limpeza e a organização da cidade”.

As equipes reforçaram que a instalação de bandeiras e outros materiais de propaganda nas vias públicas deve respeitar as regras eleitorais, sem criar obstáculos nem comprometer a livre circulação de pedestres e veículos.

Também foram reforçadas as orientações quanto ao uso de equipamentos sonoros na propaganda eleitoral. Qualquer equipamento de som, inclusive os portáteis, somente pode ser utilizado em carreatas, motociatas, passeatas e reuniões.

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Eleições 2026: Raquel Lyra faz caminhada em Jaboatão, João Campos vai a Goiana e Ivan Moraes debate saúde mental no Recife, nesta terça-feira

Os candidatos ao Governo de Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL)

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas no Recife e na Região Metropolitana nesta terça-feira (1º). Raquel Lyra (PSD) participa de caminhadas em Jaboatão dos Guararapes e Moreno; João Campos (PSB) concede entrevista, participa de um diálogo na UPE e encerra o dia em Goiana; e Ivan Moraes (PSol) tem compromissos com a imprensa e representantes da saúde mental.

João Campos inicia a programação às 11h, com uma sabatina na Rádio Folha. A entrevista será realizada na sede da Folha de Pernambuco, na Avenida Marquês de Olinda, no Recife. Às 14h, o candidato participa de um diálogo com os postulantes ao Governo de Pernambuco na Universidade de Pernambuco (UPE), na Avenida Governador Agamenon Magalhães, em Santo Amaro. Ele encerra a agenda às 18h40, com uma Caminhada 40 na Rua Nova, no bairro Jardim Nova Esperança, em Goiana.

Raquel Lyra começa os compromissos às 16h30, com uma caminhada em Jaboatão dos Guararapes. A concentração será na Praça Dantas Barreto, no Centro de Jaboatão, em frente ao Clube Ferroviário. Às 20h, a candidata participa de outra caminhada, desta vez em Moreno. A concentração será em frente ao Supermercado Ciave, na Avenida Tenente Cleto Campêlo, no bairro Alto da Maternidade.

Ivan Moraes abre a agenda das 11h às 12h, com uma sabatina no programa Gabinete, do LeiaJá. A atividade ocorrerá no bloco B da UniNassau, na Rua Guilherme Pinto, no Recife. Das 14h às 17h, o candidato grava vídeos na Casa Marielle Franco, no bairro do Derby. À noite, das 19h às 21h, participa do encontro “Modelo de saúde mental que defendemos”, no Sindicato dos Bancários de Pernambuco, no bairro da Boa Vista. A atividade é promovida pelo Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial Libertando Subjetividades (Renila-PE) e pelo Coletivo de Trabalhadoras e Trabalhadores da Saúde Mental do Recife (Trama).

Campanha de Lula deve pedir que TSE reconsidere suspensão de propaganda com ‘currículo de Flávio’

Folha de S.Paulo

A campanha do presidente Lula (PT) pretende pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reveja a decisão de suspender a propaganda eleitoral que listava acusações que pesam contra Flávio Bolsonaro (PL) em formato de currículo.

Nas redes sociais, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a peça se baseia em fatos noticiados contra Flávio. Entre os casos citados, estão a denúncia feita contra ele por lavagem de dinheiro e vínculo com organização criminosa e seu envolvimento com as fraudes do Banco Master.

“Acatamos a liminar da Justiça Eleitoral que determinou a retirada do ar do material audiovisual que apresenta o currículo do candidato Flávio Bolsonaro, mas estudamos um pedido de reconsideração”, escreveu ele.

Na decisão do TSE, a ministra Estela Aranha disse que “o conteúdo divulgado extrapola os limites da crítica política admissível”.

“As publicações não se restringem à manifestação de opinião ou ao debate público acerca de posições políticas, mas constroem narrativa que imputa ao candidato envolvimento com organizações criminosas, mediante técnica de associação indireta e encadeamento de fatos, sem indicação de qualquer dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que ampare as alegações”, afirmou a ministra.

Intitulada “Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro”, a propaganda diz que o candidato foi “funcionário fantasma”, “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha” e “flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master”.

Ao recorrer ao TSE contra a peça, a campanha de Flávio afirmou que ele nunca respondeu a procedimento relacionado a suspeita de que ele tenha sido funcionário fantasma, e que a acusação não tem qualquer lastro com os fatos.

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Candidatos já receberam R$ 139 milhões de pessoas físicas; veja os maiores doadores

Dedo com esmalte vermelho pressionando o botão verde CONFIRMA de uma urna eletrônica. Acima, teclado numérico com números em braile. À esquerda, botões BRANCO e CORRIGE

Até esta segunda-feira (31), os candidatos às eleições federais e estaduais de 2026 já haviam recebido mais de 139 milhões de reais em doações de campanha por pessoas físicas. Os dados constam no sistema aberto de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pelas regras da Justiça Eleitoral, cidadãos só podem doar até 10% da renda bruta recebida no ano anterior à eleição, ou seja, a tendência é que as pessoas mais ricas do Brasil figurem na lista dos principais doadores. O ranking dos dez maiores contribuintes é composto majoritariamente por grandes empresários, incluindo também juristas e nomes que já ocuparam cargos públicos no passado.

Confira, abaixo, os dez maiores doadores de campanha em 2026, até o momento, e os candidatos que receberam os repasses:

  • Alexandre Grendene Bartelle — R$ 3 milhões

Fundador da Grendene, maior exportadora de calçados do Brasil e uma das líderes mundiais no setor, Alexandre Bartelle doou 2,5 milhões de reais à campanha de Luciano Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e 500. 000 reais a Ciro Gomes (PSDB), que disputa o governo do Ceará.

Seu irmão Pedro Bartelle, cofundador da empresa, também figura no ranking dos dez maiores doadores (leia mais abaixo).

  • Fabiano Augusto Martins Silveira — R$ 2 milhões

O jurista Fabiano Silveira, que foi brevemente ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) sob o governo de Michel Temer, doou 2 milhões de reais diretamente ao diretório estadual do MDB da Paraíba. O partido tem Cícero Lucena, ex-prefeito de João Pessoa, como candidato ao governo estadual e o senador Veneziano Vital do Rêgo na disputa pela reeleição.

Após a doação, o PP, partido do atual governador Lucas Ribeiro, moveu na Câmara dos Deputados uma ação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), hoje presidido por Vital do Rêgo, irmão de Veneziano, que cobra explicações sobre os processos na Corte em que Fabiano Silveira atuou como advogado.

  • Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso — R$ 1,5 milhão

O jurista e empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso doou 1,5 milhão de reais à campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), na forma de dois repasses de 750.000 reais enviados entre 27 e 28 de agosto.

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