Cartaz denunciado pelo PSB mostra João Campos ao lado de Geraldo Julio e Paulo Câmara

Por Ricardo Antunes

A Frente Popular de Pernambuco acionou a Justiça, nesta quarta-feira (02), com um pedido de investigação relativo a um vídeo em que três pessoas aparecem colando cartazes apócrifos contra o candidato João Campos, no Recife.

Até aí, tudo bem. A surpresa veio depois. Os cartazes que o jurídico do PSB chama de “apócrifos” são muito diferentes daqueles que diziam que Raquel Lyra havia matado o próprio marido.

Intitulado “Time de João Campos”, o cartaz mostra o candidato do PSB ao lado do ex-prefeito Geraldo Julio e do ex-governador Paulo Câmara, de quem João foi chefe de gabinete.

Eleições 2026: Raquel Lyra participa de sabatinas, João Campos percorre a Região Metropolitana e Ivan Moraes vai à UPE nesta quinta-feira

Os candidatos ao Governo de Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL)

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas no Recife e em municípios da Região Metropolitana nesta quinta-feira (03). Raquel Lyra (PSD) participa de duas sabatinas e de uma caminhada; João Campos (PSB) visita São Lourenço da Mata, Recife e Paulista; e Ivan Moraes (PSol) tem compromissos na UPE, na UFPE e com a imprensa.

João Campos inicia a programação às 11h, com um encontro com moradores da Várzea Fria, em São Lourenço da Mata. Às 18h15, o candidato participa de uma minicarreata no bairro do Engenho do Meio, no Recife. O último compromisso está marcado para as 20h45, em Paulista. Ele participa da inauguração do comitê de Júnior Matuto, deputado estadual e candidato à reeleição. O evento será realizado na Avenida Rodolfo Aureliano, no bairro de Vila Torres Galvão.

Raquel Lyra começa o dia às 11h30, com uma sabatina on-line e ao vivo promovida pelo Uol e pela Folha de S.Paulo. Às 16h, participa de outra sabatina, desta vez no campus da Universidade de Pernambuco (UPE), em Santo Amaro, no Recife. Uma hora depois, às 17h, Raquel realiza uma caminhada pela Avenida Cruz Cabugá, também em Santo Amaro. A concentração será na Praça do Tacaruna.

Ivan Moraes participa, das 10h às 12h, de um diálogo da UPE com os candidatos ao Governo de Pernambuco. O encontro ocorrerá na Sala dos Conselhos da Reitoria da universidade, em Santo Amaro. Das 14h às 15h, o candidato acompanha a apresentação do Oeste Inovador, no Edifício Celso Furtado, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Das 16h30 às 17h30, Ivan concede uma entrevista on-line ao jornal O Povo, do Ceará. Em seguida, das 18h às 20h, participa da exibição de “Marise, do Sagrado ao Carnaval”, no Cinema São Luiz.

Histórico mostra força de quem chega a setembro liderando disputa pelo Governo de Pernambuco

Blog Edmar Lira

A história recente das eleições em Pernambuco revela um dado importante para quem acompanha a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas: desde 1998, o candidato que chegou à reta final de setembro na liderança das pesquisas terminou o primeiro turno na primeira colocação. O levantamento das sete eleições estaduais realizadas entre 1998 e 2022 mostra ainda que, entre os governadores que disputaram a permanência no cargo, chegar ao mês decisivo na frente foi, na maioria das vezes, um forte indicativo de reeleição.

Em 1998, Miguel Arraes buscava a reeleição, mas chegou a setembro atrás de Jarbas Vasconcelos. As pesquisas já apontavam uma vantagem expressiva do então candidato do PMDB, que confirmou o favoritismo nas urnas. Jarbas foi eleito no primeiro turno com 64,14% dos votos válidos, enquanto Arraes terminou com 26,38%. Foi a única eleição do período em que um governador eleito para o mandato anterior chegou a setembro atrás nas pesquisas ao tentar a reeleição.

Quatro anos depois, a situação se inverteu. Em 2002, Jarbas Vasconcelos era o governador e buscava um novo mandato. Em setembro, aparecia com mais de 60% das intenções de voto e ampla vantagem sobre Humberto Costa. Nas urnas, confirmou o cenário e foi reeleito no primeiro turno com 60,41% dos votos válidos.

A eleição de 2006 apresentou a principal exceção da série. Mendonça Filho, que havia assumido o governo após a renúncia de Jarbas para disputar o Senado, liderava as pesquisas no final de setembro. Um levantamento do Ibope apontava Mendonça com 35%, Eduardo Campos com 27% e Humberto Costa com 22%. O então governador confirmou a primeira colocação no primeiro turno, com 39,32%, contra 33,81% de Eduardo. No segundo turno, porém, o cenário foi completamente revertido: Eduardo Campos venceu com 65,36% dos votos válidos, contra 34,64% de Mendonça.

Em 2010, Eduardo Campos protagonizou o cenário mais confortável para um governador candidato à reeleição. Já no início de setembro, pesquisas chegaram a apontá-lo acima dos 70% das intenções de voto contra Jarbas Vasconcelos. A vantagem cresceu nas urnas: Eduardo foi reeleito no primeiro turno com expressivos 82,83% dos votos válidos.

A disputa de 2014 demonstrou, por sua vez, como o cenário eleitoral pode mudar antes da chegada da reta final. Armando Monteiro começou a campanha com larga vantagem e chegou a registrar 47%, contra apenas 13% de Paulo Câmara. Após a morte de Eduardo Campos, em agosto, a eleição mudou completamente. Paulo empatou com Armando no início de setembro, assumiu a liderança durante o mês e chegou aos últimos dias da campanha na frente. Nas urnas, venceu com 68,08% dos votos válidos.

Em 2018, Paulo Câmara buscava a reeleição em uma disputa novamente contra Armando Monteiro. O governador chegou a setembro liderando, mas sem a vantagem esmagadora observada com Jarbas em 2002 ou Eduardo em 2010. No final daquele mês, o Datafolha apontava Paulo com 38% e Armando com 30%. O governador cresceu na reta final e conseguiu resolver a eleição já no primeiro turno, alcançando 50,70% dos votos válidos.

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Oposição pede a Lula exoneração imediata de Paulo Gonet

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Lideranças da oposição no Congresso Nacional enviaram um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo a exoneração imediata do procurador-geral da República Paulo Gonet, por envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Eles também apresentaram uma notícia-crime ao vice-procurador, Hindemburgo Chateaubriand, no qual solicitam que ele investigue as condutas de Gonet, além de terem protocolado pedidos de impeachment.

A ofensiva foi encabeçada pelo líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), e pelos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara.

Os parlamentares alegam que o chefe da Procuradoria Geral da República (PGR) praticou crime de responsabilidade e crimes previstos no Código Penal e que deveria ter se declarado impedido ou suspeito em decisões envolvendo o Master, já que supostamente mantinha relação próxima com Vorcaro.

“A proximidade não era apenas institucional. Tratava-se de uma relação pessoal que foge de qualquer critério moral razoável que deva existir entre uma autoridade da República e qualquer ator privado”, dizem os políticos no ofício enviado a Lula, em que pedem a “exoneração de ofício” de Gonet.

O deputado Van Hattem criticou a atuação do chefe da PGR e defendeu que ele deixe o cargo “imediatamente”. “Paulo Gonet não pode mais continuar à frente da PGR. Sua permanência no cargo é insustentável. Ninguém pode estar acima da lei, muito menos quem tem o dever de fazê-la cumprir”.

O Estadão revelou diálogos que mostram suposta relação de proximidade de Daniel Vorcaro com o chefe da PGR. O banqueiro conversou por telefone e trocou mensagens com Gonet, em contatos intermediados pelo advogado Ciro Soares, que era emissário nas conversas entre eles.

Nos diálogos, Gonet diz que sente saudades e chama o dono do banco Master de “máquina” após aceitar convite para degustação de uísque em Londres e de pedir que o filho fosse convidado ao evento.

Os registros foram recuperados pela Polícia Federal no celular de Vorcaro em investigação que apura crimes cometidos pelo banqueiro. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal sob a relatoria do ministro André Mendonça, derrubou sigilo de relatório de investigação. Procurada, a PGR diz que não comenta investigação sigilosa.

Lula sanciona lei para ampliar atendimento a infartos no SUS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (02), o projeto que cria protocolos para atendimento de urgências cardiovasculares no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida estabelece procedimentos para casos de infarto e AVC, incluindo o uso de medicamentos trombolíticos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a saúde deve ser tratada como investimento e defendeu que pacientes pobres tenham acesso ao mesmo atendimento oferecido aos mais ricos. “Quando a gente coloca o SAMU, a gente não tá gastando, a gente tá investindo na coisa mais sagrada do ser humano, que é salvar a vida”, declarou.

A lei é resultado do PL 5.972 de 2023. O texto determina a criação de protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no SUS, seguindo critérios de segurança definidos pelo Ministério da Saúde.

Os trombolíticos são medicamentos usados para dissolver coágulos e restabelecer o fluxo sanguíneo. A aplicação poderá ser feita nas UPAs, conforme os protocolos que serão regulamentados pelo governo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a medida será acompanhada por um grupo de trabalho formado pelo governo e por entidades médicas. O colegiado começa a atuar nesta 4ª feira e será responsável por definir diretrizes, protocolos e responsabilidades de Estados e municípios.

Segundo Padilha, o governo também pretende atualizar as linhas de cuidado para infarto e AVC.

Investimento

Lula disse que políticas públicas de saúde não devem ser classificadas como despesas. Segundo o presidente, o Estado precisa considerar o custo de não oferecer atendimento adequado à população.

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Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Planalto para discutir meio ambiente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja Lula da Silva (PT) receberam o ator Leonardo DiCaprio para uma reunião no Palácio do Planalto, no horário do almoço desta quarta-feira (02).

Participam também do encontro outros membros da Re:wild — organização fundada pelo ator e voltada à proteção e restauração de ecossistemas. O tema da reunião foi o meio ambiente.

DiCaprio pediu para conhecer ações de combate à mudança climática implementadas no Brasil. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, também estava na reunião e apresentou dados sobre a queda do desmatamento em todos os biomas e medidas adotadas para fortalecimento de órgãos ambientais, segundo relatos.

No último sábado (29), o ator e ambientalista foi ao interior do Mato Grosso onde encontrou o cacique Raoni Metuktire, líder indígena brasileiro.

DiCaprio elogiou ações de combate ao desmatamento adotadas pelo petista no início de seu terceiro mandato. Em 2022, o ator havia entrado em rota de colisão com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o tema.

À época, Bolsonaro criticou um retweet do ator e ambientalista no X (ex-Twitter) sobre o Brasil e chegou a dizer: “É bom o DiCaprio ficar de boca fechada ao invés de ficar falando besteira por aí”.

O candidato com a maior rejeição depois de Lula e Flávio, segundo nova pesquisa Quaest

Lula, com barba e cabelo grisalhos, sorri levemente à esquerda, usando terno cinza e gravata azul clara. À direita, Flávio Bolsonaro, com cabelo escuro, olha para cima, usando terno escuro e camisa branca, com um microfone preto em primeiro plano

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão empatados tecnicamente nos índices de rejeição na nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (02) O senador é rejeitado por 55% dos eleitores, enquanto 53% dizem que não votariam no presidente. A margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento considera como rejeição os entrevistados que afirmam conhecer o candidato e não votar nele. No caso de Flávio Bolsonaro, 40% dizem conhecer o senador e admitem votar nele, enquanto 5% afirmam não conhecê-lo. Lula tem potencial de voto maior: 44% dizem conhecer o petista e votar nele, e apenas 3% afirmam não conhecê-lo.

Quem aparece depois de Lula e Flávio?

Pablo Marçal (PRTB) tem a terceira maior rejeição entre os nomes testados, com 44%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 40%, e Romeu Zema (Novo), com 38%. Renan Santos (Missão) registra 28%.

Augusto Cury (Avante), que aparece em terceiro lugar nos cenários de primeiro turno da pesquisa, é rejeitado por 25% dos entrevistados. Rui Costa Pimenta (PCO) marca 23%.

Entre os demais candidatos, Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) têm 11% de rejeição cada. Hertz Dias (PSTU) e Wilson Grassi (Democrata) aparecem com 10%, enquanto Clariana Barão (DC) registra 7%, o menor percentual entre os nomes avaliados.

Como a rejeição se relaciona com a disputa entre Lula e Flávio?

Os dois candidatos que concentram os maiores índices de rejeição são também os que ocupam as primeiras posições na corrida presidencial. Na pesquisa Quaest, Lula aparece com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro tem 29% em um dos cenários testados. Augusto Cury aparece com 10%.

Como foi feita a pesquisa?

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Câmara dos Deputados acompanha Senado e aprova Rodrigo Pacheco como ministro do TCU

Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado

Em uma tramitação célere, o senador Rodrigo Pacheco foi aprovado por deputados e senadores para ocupar uma das cadeiras do TCU. A indicação segue para promulgação do Congresso.

O ex-presidente do Senado assume vaga deixada por Bruno Dantas, que anunciou a saída antecipada na última segunda-feira. Horas após, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, formalizou a indicação de Pacheco para o posto.

Os senadores aprovaram a escolha de Pacheco para o cargo no tribunal de contas. Em seguida, foi a vez de deputados darem o aval para que o parlamentar mineiro passe a ocupar uma cadeira na Corte. Ele foi aprovado com o placar de 404 votos favoráveis a 61.

Relator da indicação, o deputado Aécio Neves avaliou que Pacheco está apto para ocupar o cargo de ministro do TCU e qualquer outra função que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia. “O equilíbrio e moderação nata e notórias de Rodrigo Pacheco permitirão que o momento em que tantas inquietudes passam o país, ele será aberto ao diálogo, equilíbrio e moderação tão necessárias aos dias de hoje”.

O nome de Pacheco esteve no centro da crise, superada há poucas semanas, entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O amapaense queria que o petista tivesse indicado o colega para uma vaga no STF, aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O presidente optou por escolher o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado, em uma votação histórica, pelo Senado.

O revés determinou uma piora da relação entre os chefes de Executivo e Legislativo, mas os dois retomaram o diálogo nas últimas semanas.

Câmara aprova projeto que reduz tempo de trabalho militar de PMs e bombeiros para aposentadoria

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Folha de S.Paulo

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que reduz o tempo mínimo de trabalho militar exigido para que policiais militares e bombeiros possam se aposentar. O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, quando não há contagem nominal dos votos. Vai ao Senado.

Em uma semana de esforço concentrado no Congresso Nacional às vésperas da eleição, a pauta passou com apoio da base governista e da maior parte da oposição. O Missão orientou voto contra a proposta.

Segundo o projeto, as mudanças têm caráter regulamentar e não implicam em aumento de despesa ou redução de receita.

O projeto mantém o período de 35 anos de serviço para a aposentadoria com remuneração integral de PMs e bombeiros homens, mas estabelece que, no mínimo, 25 deles devem ter sido de atividade efetivamente militar. Hoje, esse prazo é de 30 anos.

A proposta aprovada pelos deputados também traz uma diferenciação para as profissionais mulheres, que poderão contribuir com menos tempo de trabalho: 32 anos no total, sendo, ao menos 22 anos na área militar.

Além disso, o texto dobra, de 5 para 10 anos, o limite de serviço civil que essas categorias podem somar ao seu histórico de trabalho para se aposentarem. Essas regras valem tanto para empregos não militares na iniciativa privada quanto pública, desde que não tenham sido exercidos ao mesmo tempo.

O texto afirma que a exposição cotidiana ao crime organizado, ao tráfico de drogas, à violência urbana e a outras situações que “constantemente colocam em perigo” a integridade física e emocional desses profissionais justificam parâmetros diferenciados para a inatividade e para a gestão de pessoal.

“Essa alteração promove justiça e reconhecimento ao militar que tenha dedicado parte de sua vida profissional a outras atividades antes do ingresso na carreira, sem qualquer prejuízo ao seu bom funcionamento”, diz o relator do substitutivo aprovado, Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

Líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto fez críticas indiretas à gestão do presidente Lula (PT) em discurso no plenário. Disse que “infelizmente, por conta de governos, a bandidagem cresceu como nunca” e criticou que “algumas pessoas que não entendem nada de segurança pública ficam opinando”.

Antes dele, deputados da base governista, como Maria do Rosário (PT-RS) e Chico Alencar (PSol-RJ), falaram a favor da proposta, mas fizeram contrapontos à oposição. A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), por exemplo, afirmou que o texto é “o primeiro resgate dos prejuízos criados com a reforma da Previdência”, aprovada durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também fez acenos aos PMs e bombeiros e afirmou que a aprovação do projeto de lei mostra que a Casa reconhece esses profissionais. Ele é candidato à reeleição.

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Responsável por portal acusa Frente Popular de “mostrar” panfleto em foto antiga da sua casa

Um dos responsáveis pelo perfil bastidor.pe, Rodrigo Ambrósio reagiu, nesta terça-feira (1º), após a Frente Popular de Pernambuco pedir que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal investiguem a suspeita de produção e distribuição de panfletos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). No vídeo, ele disse que não tem gráfica e o muro onde o cartaz teria sido encontrado é da sua a residência, mas com imagem de 2020. Na postagem, ele mostra o muro pintado em 2024. Rodrigo acusa a Frente Popular de ter manipulado o material para culpa-lo.

“Não tenho gráfica e nunca tive. O endereço que estão mostrando como se fosse uma grande descoberta é simplesmente o da minha casa. O muro que está sendo exibido em vídeos por aí é o muro da minha residência. Só que de 2020. Maliciosamente tiveram a criatividade de procurar uma parede minha em 2020 para dizer que aquela era a parede onde tinha sido colado um ataque à governadora Raquel Lyra. E isso é inadmissível”, disse Rodrigo Ambrósio.

Ele também negou que conheça Amisadai Andrade da Silva, apontado como coordenador do “gabinete do ódio” criado para desidratar a candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco. “Também estão tentando me associar a uma pessoa chamada Amisadai. Eu não conheço e nunca tive qualquer relação com ele. Mas o que mais me preocupa não é o ataque pessoal contra mim. Eu sou uma pessoa só, um cidadão, isso vai passar. O que me preocupa de verdade é o precedente. Essas são tentativas de usar informações falsas e associações inexistentes para intimidar um trabalho jornalístico e manipular a opinião pública”, enfatizou.

Rodrigo segue falando que “essas são tentativas de usar informações falsas e associações inexistentes para intimidar um trabalho jornalístico e manipular a opinião pública”. “A campanha de ódio saiu do digital, foi para s rua e voltou para o digital, agora com ar de denúncia para quem denunciou”, disparou.

Sobre o bastidor.pe, Rodrigo Ambrósio garantiu que se trata de “um projeto independente”. “O portal não depende de financiamento para determinar o que publica, é um trabalho voluntário que conta com a participação de diversos colaboradores ocasionais, justamente para divulgar informações, trazer questionamentos e acima de tudo fiscalizar quem exerce o poder. O jornalismo pode ser criticado, uma reportagem pode e deve ser contestada se houver algum erro, faz parte. O que não é aceitável é inventar relações, inventar imagens, distorcer fatos e pior ainda, autoridade fazendo isso”, disse.

Justiça Eleitoral condena quatro deputados envolvidos por propaganda negativa contra Raquel Lyra

A Justiça Eleitoral julgou procedente a representação apresentada pelo Partido Social Democrático (PSD) contra os deputados estaduais Romero Albuquerque (PSB), Cayo Albino (PSB), Álvaro Porto (MDB) e Junior Matuto (Republicanos), por propaganda eleitoral antecipada negativa contra a então pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD).

Na decisão, os quatro envolvidos foram condenados ao pagamento de multa de R$ 10 mil cada, com fundamento no artigo 36, §3º, da Lei nº 9.504/97. A Justiça Eleitoral também manteve integralmente a liminar que havia determinado a remoção e a indisponibilidade do conteúdo divulgado.

Segundo a decisão, o vídeo da série “Familhão”, apresentado como uma sátira, construiu uma narrativa com o objetivo de associar Raquel Lyra a uma suposta situação de descaso e precariedade na saúde pública de Pernambuco. O material também sugeria que as reformas realizadas pelo Governo do Estado seriam apenas “de fachada”.

O desembargador eleitoral relator, Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, concluiu que o conteúdo ultrapassou os limites da crítica política e configurou ofensa à honra e à imagem da então pré-candidata. A decisão também registrou a utilização de conteúdo sintético e de recursos de inteligência artificial na produção do material, reforçando o entendimento da Justiça Eleitoral sobre a irregularidade da propaganda.

Prefeitura do Recife vai ter que fornecer gravações de Rua da Moeda onde foram fixados panfletos contra Raquel Lyra

Por Vinícius Sales

A Justiça Eleitoral determinou nesta terça-feira (1º) que o prefeito Victor Marques (PCdoB), aliado de João Campos (PSB), identifique câmeras e preserve gravações da Rua da Moeda e de outros pontos do Bairro do Recife onde foram encontrados cartazes apócrifos contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

A decisão é da juíza Anamaria de Farias Borba Lima Silva, do Juízo Eleitoral das Garantias, (veja abaixo), e foi tomada após um pedido da coligação “Pernambuco de Coração” e de Raquel. O material atribui à governadora a prática de homicídio contra seu falecido marido e associa a acusação à disputa eleitoral.

A Prefeitura terá de identificar as câmeras existentes na Rua da Moeda, na entrada do Bairro do Recife, nas vias adjacentes e nos principais acessos à região. A ordem prevê a extração e preservação das gravações feitas entre 25 e 30 de agosto.

Os arquivos deverão ser mantidos em formato original, com metadados, datas e horários, e ficar à disposição da autoridade policial, do Ministério Público Eleitoral e da Justiça.

A determinação também alcança a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS). Estabelecimentos privados próximos aos locais onde os cartazes foram encontrados também poderão ser notificados para preservar suas imagens.

PF vai investigar responsáveis

A magistrada ainda determinou que a Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco instaure inquérito policial eleitoral, caso isso ainda não tenha ocorrido.

A investigação deverá tentar identificar quem afixou e distribuiu os cartazes, além de rastrear a origem das artes digitais, o local ou equipamento utilizado na impressão, o financiamento, transporte e armazenamento do material e a eventual participação de mandantes, financiadores ou beneficiários.

A decisão também prevê o recolhimento dos cartazes remanescentes para eventual perícia.

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Justiça Eleitoral condena Magno Martins e Zé Nivaldo Jr. por “manipulação de informação”

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Por André Beltrão

O comunicador José Nivaldo Júnior, à frente do Jornal O Poder, foi condenado pela Justiça Eleitoral a retirar uma publicação em que atacava a governadora Raquel Lyra (PSD). A ação também se estende ao blogueiro Magno Martins, que costuma fazer dobradinha nos conteúdos de Zé Nivaldo.

O desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira considerou, em sua decisão, que os conteúdos citados estariam “gravemente descontextualizados, editados ou manipulados, com o especial intento de desvirtuamento da mensagem difundida, com a indução dos seus destinatários em erro”. Segundo ele, “a narrativa apresentada carece, a priori, de indicação de fontes verificáveis ou suporte documental mínimo que embase a gravidade das afirmações veiculadas”.

Na publicação, Zé Nivaldo afirmava que suas fontes eram, pasmem, as paredes do Palácio do Campo das Princesas.

“As paredes do Palácio do Campo das Princesas, sempre fontes fiéis de O Poder, nos contaram que foi a madrugada mais agitada da história. Depois que o Homem-Bomba, Amisadai Andrade, denunciou que o gabinete do ódio funcionava dentro do palácio, foi determinada pela governadora uma mudança radical na madrugada. A ordem era não amanhecer nada nem ninguém ligado a essa milícia digital nas dependências do palácio”, disse Zé Nivaldo na publicação apontada pela Justiça Eleitoral como “manipulada”.

“A madrugada foi uma correria, mais de 300 pessoas atuaram nesse processo de mudança, sob o comando direto e pessoal da vice-governadora Priscila Krause e de um auxiliar direto da governadora Raquel Teixeira Lyra. O canto amanheceu limpo, preparado para qualquer devassa”, completava o discurso de Zé Nivaldo, que, assim como Magno Martins, vem fazendo campanha para João Campos (PSB), a quem o segundo apelidava de “prefeito infante”, mas que agora é considerado, por ele, o melhor do mundo.

Vice de João Campos, Carlos Costa recebeu mais de R$ 600 mil em consultoria enquanto irmão comandava Ministério de Portos e Aeroportos, diz site

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Do UOL

A firma do pai e do irmão do ex-ministro dos Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos) recebeu por serviços de relações governamentais de empresas que operam no setor portuário enquanto ele ainda comandava a pasta no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A emissora das notas fiscais é a RI Consulting Assessoria e Consultoria Empresarial e Governamental, sediada no Recife. No período, a firma teve como sócios o ex-deputado federal Silvio Costa, pai do então ministro, e Carlos Costa (Republicanos), seu irmão, que deixou a sociedade em março de 2026. Carlos é atualmente candidato a vice-governador de Pernambuco na chapa de João Campos (PSB).

Uma das empresas do setor portuário que pagou à firma da família do ministro por serviços de relações governamentais, segundo as notas fiscais, foi a Temape (Terminais Marítimos de Pernambuco), instalada no Porto de Suape, em Pernambuco. Excluída uma nota cancelada, os documentos somam R$ 630 mil entre fevereiro de 2025 e julho de 2026, dos quais R$ 490 mil correspondem ao período em que Costa Filho estava no cargo de ministro.

Entre fevereiro de 2025 e março de 2026, a RI Consulting emitiu 14 notas de R$ 35 mil para a Temape. Os documentos descrevem o trabalho como “prestação de serviços de relações governamentais”, sem detalhar as demandas acompanhadas ou os resultados entregues.

Outro cliente identificado é a Usina Central Olho d’Água. Seu grupo empresarial informa ter participado da idealização da Temape, em 1998, para armazenagem e movimentação de granéis líquidos em Suape.

Além dela, a reportagem identificou uma empresa do ramo açucareiro que opera um terminal no Porto de Santos, a Copersucar. O UOL contabilizou R$ 180 mil em notas da RI Consulting emitidas à Copersucar enquanto Costa Filho estava no ministério, de um total de R$ 330 mil entre outubro de 2025 e agosto de 2026.

Empresas do setor portuário são reguladas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos. Assim como outras agências federais, no entanto, a Antaq tem autonomia funcional.

O Porto de Suape, onde opera a Temape, tem administração estadual. Já o de Santos, onde atua a Copersucar, é administrado pela APS (Autoridade Portuária de Santos), uma empresa pública federal.

Em 3 de março, por exemplo, Silvio Costa Filho teve uma agenda com Tomás Manzano, diretor-executivo da Copersucar, para tratar de logística portuária e exportação de açúcar.

Firma também atendia bancos

Além do setor portuário, o Banco Master e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) estão entre os atendidos.

Para o Master, a RI Consulting emitiu 20 notas de R$ 100 mil entre março de 2024 e outubro de 2025, totalizando R$ 2 milhões. Os documentos descrevem serviços de consultoria em relações governamentais.

A empresa é contratada de Febraban há oito anos, o levantamento da reportagem soma mais de R$ 7 milhões em notas fiscais. A última despesa disponível, de agosto de 2026, é de R$ 132 mil para consultoria legislativa perante os poderes Legislativo e Executivo, em âmbito estadual e municipal.

O relacionamento da família com o setor bancário antecede a gestão no ministério. Como deputado, o próprio Costa Filho foi relator, em 2021, do projeto que deu autonomia ao Banco Central. Seu pai, Silvio Costa, atua junto à Febraban desde 2019.

Vice de Campos, irmão deixou a sociedade em março

Uma alteração contratual datada de outubro de 2023 atribuiu 90% das quotas da RI Consulting a Carlos Costa e 10% ao pai. Carlos também ficou responsável pela administração da empresa.

Antes de entrar na campanha eleitoral, Carlos transferiu sua participação em 23 de março ao pai, que passou a concentrar todas as quotas e a administração da consultoria.

A escolha de Carlos Costa para vice na chapa de João Campos fez parte de uma costura que envolveu o irmão, que pretendia disputar uma vaga ao Senado. No entanto, as vagas da chapa ficaram com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), com apoio de Costa Filho, que agora vai disputar a reeleição a deputado federal. Seu irmão, advogado e economista, foi escolhido para vice.

A RI Consulting também atendeu a Alibaba, entre outras empresas.

Silvio Costa, o pai do ex-ministro, é empresário e ex-deputado federal por Pernambuco, com três mandatos na Câmara entre 2007 e 2019, onde chegou a ser vice-líder do governo Dilma Rousseff.

PSD nacional injeta R$ 10 milhões na campanha de Raquel Lyra

A direção nacional do Partido Social Democrático (PSD), transferiu, na última quarta-feira (26), um total de R$ 10 milhões em recursos do fundo eleitoral para a campanha da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Os recursos já constam nas declarações elencadas na plataforma da Justiça Eleitoral.

O limite de gastos total para cada candidatura ao Governo de Pernambuco no primeiro turno é de R$ 11.562.724,00 e até o momento Raquel recebeu R$ 10.170.000,00, sendo R$ 100 mil da direção estadual do PSD, que é presidido pela própria governadora.

Os R$ 70 mil restantes foram doados por pessoas físicas: R$ 50 mil do empresário Marcelo Holanda Guerra, além de R$ 20 mil do ex-governador Gustavo Krause, pai da vice-governadora e também candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD).

A equipe de Raquel Lyra ainda não registrou nenhuma despesa de campanha no sistema da Justiça Eleitoral.