“Nossa posição permanece: máscaras estão mantidas em Pernambuco”, diz secretário de Saúde após flexibilização de estados e cidades

HÉLIA SCHEPPA/SEI

O Estado de Pernambuco, pelo menos por enquanto, caminha em sentido oposto à decisão da cidade do Rio de Janeiro e do estado do Rio Grande do Norte, que deixam de exigir o uso de máscaras. No caso da capital fluminense, a utilização do acessório já era facultativo em espaços abertos desde outubro. Agora, não há mais obrigatoriedade nos locais fechados. E o Rio Grande do Norte anunciou, nesta terça-feira (08), a liberação da máscaras em locais abertos a partir do próximo dia 16. Para São Paulo, a expectativa é que, nesta quarta-feira (09), o governador João Doria anuncie oficialmente a desobrigação do uso de máscaras ao ar livre e ambientes abertos.

Com a melhora de todos os indicadores da pandemia de Covid-19 em Pernambuco, como queda no número de casos graves, internações e óbitos, a possibilidade de liberação do uso de máscaras tem sido debatida por setores da sociedade. Mas, na visão das autoridades locais, o momento ainda é para se continuar com o incentivo do uso da máscara por todos. É o que garante, à coluna, o secretário Estadual de Saúde, André Longo: “Nossa posição continua a mesma! As máscaras estão mantidas em Pernambuco”, assegurou.

A atitude do governo de Pernambuco está em sintonia com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que considera precoce e intempestiva a medida anunciada pela Prefeitura do Rio de Janeiro de suspender a obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços fechados. “O Brasil e o mundo ainda se encontram em uma situação de pandemia, com imensas desigualdades no acesso a vacinas dentro e fora do País. Além disso, ainda não temos a real magnitude do incremento de casos provocados pelas aglomerações do feriado de Carnaval, o que exige prudência e precaução até que possamos ter uma avaliação mais sólida da situação da pandemia no município do Rio de Janeiro, bem como na região metropolitana”, esclarece, em nota divulgada, a Abrasco.

Estamos num momento em que ainda há os bolsões de não vacinados contra Covid-19, assim como os que ainda estão para receber a segunda dose e também aqueles que resistem a tomar a dose de reforço. Sem essa equalização na cobertura vacinal, contemplando também a população pediátrica (entre crianças, a imunização permanece lenta), novas variantes poderão surgir. E não sabemos com que potencial de disseminação e preocupação elas podem despontar. Ou seja, permanece uma série de incertezas em relação a médio e longo prazo, o que inclui também a duração da imunidade protetiva contra o coronavírus – aquela alcançada graças à imunização.

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Pernambuco tem apenas 37,6% da população com dose de reforço contra Covid-19

GEOVANA ALBUQUERQUE/AGÊNCIA SAÚDE DF

Pernambuco chegou a 2.484.535 milhões de pessoas com dose de reforço (ou terceira dose) contra a Covid-19 neste domingo (06), o que representa apenas 37,6% da população. Essa aplicação se faz cada vez mais necessária, já que há uma redução de anticorpos com o passar do tempo. Além disso, mesmo com indicadores em queda, o coronavírus continua circulando, o que exige cuidados preventivos e vacinação em dia.

Os dados diários sobre imunização são apresentados diariamente no boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e disponibilizados no Painel de Acompanhamento Vacinal de Pernambuco.

Segundo os números, Pernambuco já aplicou 17.212.729 doses de vacinas contra a Covid-19 na população, desde o início da campanha de imunização no Estado (no dia 18 de janeiro de 2021).

Com relação às primeiras doses, foram 7.954.108 aplicações (cobertura de 89,63%). Do total, 6.774.086 pernambucanos (76,33%) completaram seus esquemas vacinais, sendo 6.600.960 pessoas que foram vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 173.126 pernambucanos que foram contemplados com vacina aplicada em dose única.

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Vacinas contra Covid completam um ano com bilhões de doses aplicadas e raros efeitos graves

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BBC News

O final de fevereiro marcou o aniversário do primeiro fornecimento de vacinas contra a Covid-19 sob o esquema Covax e mais de 14 meses desde a administração da primeira dose. Os cientistas explicam que este prazo é suficiente para o surgimento de todos os efeitos colaterais, até os mais raros.

O que acontece no seu corpo?

Muito embora as vacinas contra a Covid-19 sejam relativamente novas, os processos que elas ocasionam no seu corpo não são. Compreender como elas estimulam o sistema imunológico pode nos ajudar a compreender a rapidez com que podemos esperar eventuais reações negativas.

Após 15 minutos

Uma parcela muito pequena das pessoas sofrerá reação alérgica aos ingredientes inertes da vacina, o que ocorrerá em até cerca de 15 minutos após a inoculação.

Após algumas horas

Pouco depois de receber a vacina, o sistema imunológico entra em ação. O seu corpo reconhece um invasor externo e o ataca com as células imunológicas – as armas que ele usaria contra qualquer vírus ou bactéria.

Sabemos que qualquer reação associada a essa fase – conhecida como fase inata – ocorrerá em questão de horas ou até dois dias, incluindo os efeitos colaterais mais comuns, como braço dolorido, febre e outros sintomas leves similares à gripe.

Um efeito colateral muito mais raro que foi relacionado às vacinas de mRNA da Pfizer e da Moderna – miocardite ou inflamação do coração – também ocorre nesta fase. E, embora a causa exata da miocardite não seja conhecida, sabemos que a inflamação é uma das reações do corpo a infecções ou ferimentos.

Como essa reação é muito rara e é relativamente incomum que pessoas mais jovens sejam internadas em hospitais com o vírus, ainda existem trabalhos em andamento para compreender totalmente o risco em alguns grupos. Mas os cardiologistas ressaltam que a miocardite é apenas um fator que precisa ser compreendido, além dos muitos outros riscos do vírus sobre o sistema imunológico, os pulmões, o coração e o cérebro, contra os quais a vacina oferece proteção.

A miocardite induzida pelas vacinas geralmente é suave e melhora sozinha ou com drogas anti-inflamatórias comuns, como ibuprofeno.

Após 10 dias

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Pandemia perde força no Brasil e no mundo

Diário do Poder

A população brasileira vai perceber os efeitos práticos da queda acentuada, em fevereiro, de casos e mortes relacionados à Covid. No Brasil, despencaram de 189,5 mil para 77,4 mil casos e de 951 para 678 óbitos, em média. Como em várias localidades mundo afora, logo o Brasil adotará medidas de relaxamento. Como no estado da Virgínia ou na Casa Branca, de Joe Biden, uso obrigatório de máscaras será passado.

Na Europa, a Dinamarca, a Noruega e o Reino Unido acabaram há dez dias com todas as restrições relacionadas à Covid.

Em relação ao pico da ômicron, o número de casos ativos caiu 59,2%, como demonstram os números da Rede Nacional de Dados da Saúde.

Segundo especialistas, mortes refletem o que acontece nos casos com atraso de duas a três semanas. A média já caiu 28,7% desde o pico.

No Brasil, São Paulo e Distrito Federal, entre outros, reforçaram medidas restritivas para combater a ômicron no início do ano.

Primeiros autotestes de Covid no Brasil chegam às farmácias nesta semana

Grandes redes de drogarias do país começam nesta semana a vender os dois primeiros autotestes para Covid liberados pela Anvisa.

A rede Raia Drogasil afirma que todas as suas lojas terão o Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno ​disponível até esta sexta-feira (04).

O Grupo DPSP, dono das Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, diz que providenciou meio milhão de itens junto à Eco Diagnóstica e Novel dos produtos aprovados pela Anvisa.

Segundo a rede, os autotestes estarão disponíveis inicialmente em lojas das capitais Rio de Janeiro e São Paulo, e, depois, todos os demais municípios e estados onde as bandeiras estão presentes.

O teste é capaz de detectar, em 15 minutos, a presença do vírus no organismo com mais de 99% de assertividade no resultado. Nas drogarias Pacheco e São Paulo o valor será de R$ 69,90.

O Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno, da empresa CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médicos Hospitalares e Odontológicos foi liberado pela agência reguladora no dia 17 de fevereiro.

Já Autoteste Covid Ag Oral Detect registrado em nome da empresa Eco Diagnóstica foi o primeiro produto registrado no Brasil que utiliza amostra de saliva.

O órgão regulador autorizou a venda de autotestes no Brasil em 28 de janeiro. Cada empresa precisa solicitar o registro para comercializar o produto.

Municípios receberão R$160 milhões para ações voltadas ao atendimento de pessoas com sintomas pós-Covid-19. Afogados da Ingazeira receberá mais de R$43 mil

Hospital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para intensificar o combate contra a Covid-19 no Brasil, o Ministério da Saúde vai enviar R$ 160 milhões para apoiar ações voltadas ao atendimento de pessoas que sofrem com sintomas pós-Covid-19 na Atenção Primária (APS).

A gestão municipal deve utilizar os recursos oriundos desse repasse na qualificação, reorganização e adequação dos serviços. Vale destacar que é preciso observar as necessidades epidemiológicas de cada localidade.

Os municípios podem aplicar o dinheiro, por exemplo, na contratação de profissionais qualificados, reforma de ambientes, aquisição de materiais de consumo necessários, como colchonete e bola suíça; e implementação de ações de educação em saúde para orientar a população.

Ao todo, foram identificados, por prioridade, 1.373 municípios com perfil alto. Essas cidades devem receber R$ 43.632 cada. Outros 2.679 municípios foram considerados com perfil médio e vão receber R$ 29.088. Já 1.518 foram taxados com perfil baixo e vão contar com R$ 14.544.

Clique aqui para verificar o valor que cada município receberá 

A transferência será feita em parcela única. O monitoramento será realizado pelo Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab). Mais detalhes sobre os cálculos estão disponíveis aqui. 

O índice criado para estabelecer os perfis municipais levou em conta as seguintes variáveis: quantitativo de equipes custeadas pelo Ministério da Saúde, Índice de Vulnerabilidade Social porte populacional e coeficiente de mortalidade por Covid-19 por cem mil habitantes.

Brasil alcança marca de 460 milhões de vacinas distribuídas e já tem doses para vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Brasil61

A maior campanha de vacinação da história do Brasil atingiu mais uma marca histórica neste domingo de carnaval: 460 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal. Isso garantiu a vacinação de mais de 90% da população acima de 12 anos com a primeira dose, graças a um processo logístico complexo, coordenado pelo Ministério da Saúde. E as crianças de 5 a 11 anos serão as próximas a encorpar as estatísticas, já que mais um lote de 2,5 milhões de vacinas pediátricas desembarcou no país, na última sexta-feira (25), número suficiente para a cobertura completa deste público.

Com a distribuição das vacinas realizada até aqui, mais de 83% da população adulta já está com o esquema vacinal completo ou dose única. Além disso, mais de 53 milhões de brasileiros já tomaram a dose de reforço, aplicada quatro meses após a segunda dose.

Vacina brasileira

Outra notícia importante nesta semana foi o recebimento do primeiro lote da vacina Covid-19 produzida 100% em solo brasileiro, o que marca a autossuficiência do Brasil na produção de imunizantes. São mais de 550 mil doses nesta primeira remessa, entregues pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As doses começam a ser distribuídas a todo o território nacional nos próximos dias.

Vacinação infantil

Na última sexta-feira (25), o Brasil também recebeu mais 2,5 milhões de vacinas pediátricas, voltadas para a imunização de crianças de 5 a 11 anos. Segundo o Ministério da Saúde, já foram distribuídas mais de 20 milhões de doses para crianças e o país tem o suficiente para imunizar todo o público-alvo infantil contra a Covid-19.

Ainda segundo a Pasta, os imunizantes da Pfizer que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), e serão distribuídos para todos os estados e o Distrito Federal nos próximos dias, passaram por um rígido controle de qualidade.

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“Dia C”: Municípios pernambucanos estão com estoques abastecidos para vacinar crianças contra Covid-19 neste sábado

DANIEL TAVARES/PCR

Por Cinthya Leite/JC

Este sábado (26), em todo o Estado de Pernambuco, será marcado por uma mobilização para convocar os pais das crianças entre 5 e 11 anos, que ainda não tomaram a primeira dose da vacina contra Covid-19, a levarem os pequenos para se imunizar. Apenas 33% dos 1.182.44 meninos e meninas desse grupo etário iniciaram o esquema vacinal contra a doença no Estado. “Precisamos fazer deste final de semana um momento de celebração e incentivo à vacinação, especialmente das crianças de 5 a 11 anos. Vaciná-las é uma condição primordial para diminuir a circulação viral e também para protegê-las. Elas são o nosso futuro”, diz o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

Ele assegura que todas as cidades pernambucanas estão com os estoques abastecidos e mobilizadas para este “Dia C” de vacinação. “Então, se você é pai ou responsável por uma criança, não acredite em mentiras. Vacinas são seguras e podem salvar seu filho”, ressalta o secretário.

A superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, reforça a importância dos municípios ampliarem o acesso da população à imunização, assim como organizarem seus estoques para garantir a conclusão dos esquemas vacinais dos pequenos. “Ao longo da semana, muitas ações foram realizadas nas escolas, ambiente de grande circulação das crianças. Agora, os gestores municipais devem realizar ações que desburocratizem a vacinação, facilitando o acesso dos seus munícipes. Também é preciso ficar atento ao período da aplicação das segundas doses naqueles que iniciaram seus esquemas com CoronaVac”, frisa.

Só no Recife estarão abertas mais de 150 salas de vacina, das 8h às 16h, para realizar o “Dia C” de imunização contra a doença, sem necessidade de agendamento. A lista completa com os endereços está no site da prefeitura e pode ser acessada neste link: bit.ly/DiaC_Vacinacao.

A Secretaria de Saúde do município reuniu mais de mil profissionais para a ação, que terá capacidade para vacinar até 16 mil crianças nesta faixa etária somente neste dia. Até o momento, na capital pernambucana, foram vacinadas 63.889 crianças de 5 a 11 anos, o que representa 40,04% de cobertura vacinal. A cidade tem 159.558 crianças nessa faixa etária.

A estratégia é uma forma de ampliar a cobertura vacinal e acelerar o ritmo de vacinação contra a covid-19, que está abaixo do esperado e preocupa especialistas, pois acende o alerta para a vulnerabilidade dos pequenos não vacinados. O “Dia C” é também uma forma de oferecer mais uma oportunidade aos pais ou responsáveis que, por diversos motivos, ainda não puderam levar os filhos aos centros de vacinação exclusivos para o público infantil.

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Pernambuco com menos internações no Estado

Os indicadores da Covid-19, em Pernambuco, continuam em patamares elevados, mas o cenário atual sugere que o Estado passou pelo pico da onda da variante ômicron e chegou ao platô. Dados divulgados, na noite de ontem, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), com base nos registros da Central Estadual de Regulação Hospitalar, mostram que atualmente 68% das 1.073 vagas de terapia intensiva (UTI) estão ocupadas por pacientes com sintomas da infecção pelo coronavírus. O índice corresponde à rede pública de saúde.

No dia 1º de fevereiro, com o auge da disseminação da ômicron em Pernambuco, a taxa de ocupação de UTI chegou a 90%. Naquela data, eram 1.006 leitos públicos desse tipo. Desde a 6ª semana epidemiológica de 2022, que compreende o período entre os dias 6 e 12 de fevereiro, o governo do Estado avalia que vivencia uma desaceleração da variante ômicron, com queda no registro de casos. No entanto, o secretário André Longo tem reforçado que os indicadores continuam em patamares elevados. Foram 829 casos de síndrome respiratória aguda grave (srag) nessa última semana, o que significa 60 casos a menos em relação à semana anterior. Já a positividade para a covid-19, entre esses casos graves, está em 44%. Nos primeiros dias de fevereiro, estava em 54%.

Em relação à solicitação por leitos, a Central Estadual de Regulação Hospitalar registrou, de 6 a 12 de fevereiro, 629 solicitações por leitos de UTI – 39 a menos do que na semana anterior, o que representa uma redução de 6%. “Estes dados apontam que passamos pelo pico desta onda da ômicron e chegamos ao platô, mas com indicadores ainda em patamares elevados. Para se ter uma ideia, neste momento, ainda temos mais de 800 pessoas internadas nos leitos de UTI da rede pública de saúde. Além disso, as mortes pela doença, que costumam atingir o teto duas semanas após o pico de contaminação, seguem crescendo”, destaca Longo.

O secretário também alerta para a chegada do período de sazonalidade das doenças respiratórias, o que deve impactar no cenário epidemiológico. “Temos uma preocupação adicional com o início do nosso período de sazonalidade das doenças respiratórias, no começo de março, e a possível introdução e circulação da nova subvariante da Ômicron, a BA2, que traz ainda mais incertezas”, acrescenta. Ele ainda pede que a população não baixe a guarda. “É preciso muita cautela por parte de todos. A população deve fazer sua parte, cumprindo os atuais protocolos, evitando aglomerações, e se vacinando contra a covid-19.”

UFPE retoma aulas presenciais

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Pernambuco terá ‘Dia C’ para acelerar vacinação de crianças contra Covid-19

André Longo e Ana Catarina de Melo

Com uma a cada quatro crianças vacinadas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, Pernambuco terá, na próxima semana, mobilizações em conjunto entre o Estado e os municípios para acelerar a proteção da população de 5 a 11 anos. A ação deve incluir diversos locais de circulação dos menores, especialmente as escolas, e culminará com um “Dia C”, em 26 de fevereiro.

A informação foi repassada pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16). Os atuais números indicam que 300.979 crianças de 5 a 11 anos receberam a primeira dose no Estado, o que representa uma cobertura de 25,45%.

André Longo classificou a atual cobertura vacinal na faixa pediátrica como baixa, o que representa um risco para a sociedade. “Para proteger nossos pequenos, pactuamos com os municípios uma grande mobilização para tentar acelerar a imunização”, disse.

A superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, informou que o Estado deve receber, nesta sexta-feira (18), cerca de 227 mil doses pediátricas da Pfizer e da CoronaVac. Até o momento, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) já distribuiu 640.380 doses de vacinas contra a Covid-19.

“Os municípios precisam, nesta semana que antecede [a mobilização] se organizar para realizar vacinação nas escolas e áreas de difícil acesso”, disse. Ana acrescentou que a avaliação do Estado é que a campanha pediátrica, um mês após seu início, é lenta.

As melhores coberturas de vacinação infantil, segundo a superintendente, estão no Sertão do Estado. A maior taxa é na VII Gerência Regional de Saúde (Geres), com sede em Salgueiro: 46%.

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Covid-19: Pernambuco autoriza 4ª dose para adolescentes imunossuprimidos

Vacina da Pfizer contra a Covid-19

Pernambuco autorizou a aplicação de uma quarta dose da vacina contra Covid-19 em adolescentes imunossuprimidos. A recomendação abrange também gestantes e puérperas com alto grau de imunossupressão.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) explicou que o novo direcionamento foi discutido e aprovado no “Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação, e passou por pactuação junto aos gestores municipais na Comissão Intergestores Bipartite (CIB)”.

Em 20 de dezembro, o Ministério da Saúde havia liberado a dose adicional para os adultos imunossuprimidos. E em 9 de fevereiro, a autorização foi estendida aos adolescentes de 12 a 17 anos. A liberação para essa faixa etária foi dada em Pernambuco nessa terça-feira (15).

Segundo a pasta federal, todos nessas condições podem receber a dose de reforço a partir de quatro meses após a última dose do esquema vacinal, ou seja, duas doses mais terceira dose. O intervalo vale para qualquer imunizante que a pessoa tenha recebido antes.

Para os adultos, a preferência de uso é para a vacina da Pfizer. Caso não haja disponibilidade, pode ser aplicada uma vacina de vetor viral, como a AstraZeneca ou a Janssen. Já para os adolescentes, a nota técnica da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) cita que é obrigatória à utilização da Pfizer.

De acordo com o médico infectologista da Infectovita e Internet Soluções de Saúde, Raphael dos Anjos, a população imunossuprimida apresenta uma resposta contra infecções menos eficaz.

“É muito importante à vacinação para os imunossuprimidos, porque a chance do desenvolvimento de doenças graves é muito maior do que a população que não é imunossuprimida, por isso que essas pessoas são prioridades para a tomada da vacina. Os estudos mostram que as pessoas que tomam a quarta dose apresentam uma resposta imunológica superior às pessoas que tomaram até a terceira dose”, destacou.

4ª dose em Pernambuco

A adesão à quarta dose entre os adultos em Pernambuco até agora é baixa. Dados da SES-PE indicam que menos de 2 mil pessoas com 18 anos ou mais receberam a dose adicional.

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Lucas Ramos celebra início da implantação da nova Casa de Parto Normal do Cisam

Da Assessoria

As gestantes pernambucanas contarão com uma nova unidade de Saúde dedicada a partos normais e humanizados. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), da Universidade de Pernambuco (UPE), avança com a construção da sua Casa de Parto. O secretário Lucas Ramos, de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI), assinou, nesta segunda-feira (14), junto com o secretário de Saúde, André Longo, o reitor da UPE, Pedro Falcão, e o diretor do Cisam, Olímpio Moraes, a ordem de serviço para construção do empreendimento. O investimento é de R$ 3,75 milhões e o prazo estimado de conclusão é de 12 meses.

Os aportes também alcançam a construção da Casa da Gestante, Puérpera e Bebê e a reforma e ampliação da Emergência Obstétrica e Ginecológica, com destaque para adequação da área de atendimento a mulheres vítimas de violência. São mais de 800 metros quadrados de novas edificações e melhorias na infraestrutura do Cisam.

“Hoje estamos dando início à realização de um sonho. Garantir que as pacientes do Cisam consideradas de baixo risco e que buscam o parto normal sejam acolhidas de uma maneira ainda melhor, inteiramente humanizada, por uma equipe de profissionais qualificados, formados dentro da unidade. Um investimento que comprova que o Complexo Hospitalar Dr. Ênio Lustosa Cantarelli é uma prioridade para o Governo de Pernambuco, que tem o compromisso com a melhoria contínua na qualidade do atendimento à Saúde prestado pelas equipes da UPE”, destacou o secretário Lucas Ramos.

A nova Casa de Parto Normal contará com cinco quartos, uma área para recém-nascidos e um solário, além de toda infraestrutura administrativa e de suporte para os profissionais. A Casa da Gestante também contará com cinco quartos, com capacidade para receber quatro pacientes cada, integrados a uma área de convivência. Já as intervenções de reforma consistem na adequação das salas de observação, ampliação de consultórios e do posto de enfermagem, além da expansão da recepção para mulheres vítimas de violência, que precisam de atendimento especial.

Perto de completar um mês da vacinação infantil contra Covid, Pernambuco imuniza menos de 20% das crianças com a primeira dose

DANIEL TAVARES/PCR

Por Cinthya Leite/JC

Pernambuco chega, neste domingo (13), ao percentual de 19,8% das crianças de 5 a 11 anos de idade vacinadas com pelo menos uma dose da vacina contra Covid-19. Na próxima terça-feira (15), o Estado completa um mês do início da imunização desse público, enfrentando ainda muitos obstáculos para vacinar essa faixa etária. A lentidão para aplicar as doses nas crianças ocorre devido a vários fatores, como dificuldade de acesso aos locais onde é feita a imunização, poucos locais para a aplicação das doses para esse público, receios de pais vacinarem seus filhos e disseminação de notícias falsas (fake news), o que contribui para a hesitação vacinal infantil.

Segundo o Painel de Acompanhamento Vacinal, do governo de Pernambuco, são 1.182.44 crianças de 5 a 11 anos residentes no Estado. Desse total, 234.293 iniciaram o esquema vacinal, o que corresponde a 19,81% desse grupo etário. Até o último dia 10, o Programa Estadual de Imunização (PEI-PE), do Ministério da Saúde, recebeu 640.380 doses de vacinas (Pfizer pediátrica e CoronaVac) para os pequenos de 5 a 11 anos. Dessa maneira, Pernambuco só aplicou 36,5% das doses recebidas para essa faixa etária.

Em reunião com prefeitos na última quinta-feira (10), durante assembleia extraordinária da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o secretário Estadual de Saúde, André Longo, destacou a necessidade de os municípios intensificarem a vacinação, principalmente quanto ao público infantil. “Precisamos adiantar o processo de vacinação nas crianças a partir dos 5 anos de idade. Sabemos que há resistência por parte dos pais e responsáveis, mas não podemos retroceder neste aspecto. É muito importante que o estímulo à vacinação seja trabalhado pelos municípios e pelas secretarias municipais de saúde junto às famílias e, sobretudo, no ambiente das escolas públicas, sendo utilizadas como espaços para a imunização de crianças e adolescentes”, disse Longo.

No Recife, até o momento, foi vacinado contra a Covid-19 um total de 37.274 crianças entre cinco e 11 anos, o que representa menos de um quarto (23,3%) de cobertura vacinal. Segundo estimativa do Ministério da Saúde, baseada no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital pernambucana tem 159.558 crianças nesta faixa etária.

Para acelerar a imunização desse público, a Prefeitura do Recife lançou, na sexta-feira (11), o Parquinho da Vacina, ação itinerante voltada às crianças de 5 a 11 anos e que conta com um miniparque de diversões para atrair os pequenos. No sábado (12), o Parquinho da Vacina esteve na Creche Municipal Esperança, nos Torrões, Zona Norte da cidade; no domingo (13), na Escola de Referência em Ensino Fundamental CAIC Creusa Barreto Dornelas Câmara, em Santa Luzia, na Torre, Zona Oeste.

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Remédios à base de cannabis avançam nas farmácias

Já chega a 11 o número de remédios à base de cannabis autorizados pela Anvisa para a venda em farmácias no Brasil.

Nem todos foram colocados no varejo ainda, mas há previsão para o segundo trimestre, segundo a BRCann (associação que reúne empresas com atuação na área). Cinco deles já começaram a ser distribuídos.

“Neste ano, os médicos terão cinco opções nas prateleiras. Os remédios nas farmácias deixam médicos mais a vontade para prescrever”, afirma Tarso Araújo, diretor-executivo da BRCann.

Apesar do aumento da oferta, ainda é difícil estimar o patamar de preços, segundo ele. “Os produtos não estão sujeitos ao controle de preços de remédios registrados. Esses valores ainda são uma incógnita”, diz.

“Não é hora de baixar a guarda”, dizem as academias de Medicina e Ciências de Pernambuco, em nota conjunta sobre a pandemia

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

A Academia Pernambucana de Medicina e a Academia Pernambucana de Ciências, publicaram nota conjunta neste sábado (12), demonstrando preocupação com o avanço da covid-19 no Estado. O texto alerta sobre as consequências da doença e o quadro de pós-infecção causado pelo vírus. O documento afirma que muitos distúrbios metabólicos, neurológicos, reumáticos, auditivos e visuais vêm
alarmando especialistas. No caso das crianças infectadas, merece atenção a Síndrome Inflamatória Multissistêmica, com duração de
vários meses após a alta hospitalar. O problema tem provocando sofrimento e até morte de crianças.

“Não se sabe ainda as extensões dos danos futuros causados pela infecção por SARS-Cov-2, o que causa enorme preocupação em relação aos possíveis danos físicos e mentais pós-infecção. Apesar da inegável redução dos danos da doença, entre as pessoas completamente vacinadas, as vacinas disponíveis não são capazes de controlar totalmente a disseminação do vírus, principalmente de suas variantes, como a ômicron. Por este motivo é fundamental que toda a população elegível para vacinação procure os postos de saúde, para manter sua vacinação em dia”, diz o texto.

A nota também corrobora a decisão do governo de Pernambuco de suspender o Carnaval e apela à população que evite aglomerações.

Veja o conteúdo completo da nota: 

A pandemia continua: essencial preservar vidas

Nota das Academias Pernambucana de Ciências (APC) e de Medicina (APM)

O momento atual é muito desafiador em relação ao número de casos de pessoas infectadas pelo SARS-Cov-2 aumentando em todo o mundo, com mais de 2.5 milhões de casos por dia. Em Pernambuco, a Secretaria de Saúde está abrindo semanalmente leitos de enfermaria e de UTI, e mesmo assim a taxa de ocupação continua acima de 80%, situação que vem se agravando em todo o País. Após uma aparente calmaria, o número de óbitos vem aumentando de forma acentuada, ultrapassando 1000 mortes no Brasil e 12 mil mortes no mundo diariamente. O crescimento exponencial nos casos de COVID-19 gera uma situação inaceitável, impactando nos serviços e na qualidade de vida das pessoas (com ênfase nos, tão sacrificados, profissionais de saúde). Muitos distúrbios metabólicos, neurológicos, reumáticos, auditivos e visuais, observados como consequência da doença, vem alarmando especialistas.

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