
O Estado de Pernambuco, pelo menos por enquanto, caminha em sentido oposto à decisão da cidade do Rio de Janeiro e do estado do Rio Grande do Norte, que deixam de exigir o uso de máscaras. No caso da capital fluminense, a utilização do acessório já era facultativo em espaços abertos desde outubro. Agora, não há mais obrigatoriedade nos locais fechados. E o Rio Grande do Norte anunciou, nesta terça-feira (08), a liberação da máscaras em locais abertos a partir do próximo dia 16. Para São Paulo, a expectativa é que, nesta quarta-feira (09), o governador João Doria anuncie oficialmente a desobrigação do uso de máscaras ao ar livre e ambientes abertos.
Com a melhora de todos os indicadores da pandemia de Covid-19 em Pernambuco, como queda no número de casos graves, internações e óbitos, a possibilidade de liberação do uso de máscaras tem sido debatida por setores da sociedade. Mas, na visão das autoridades locais, o momento ainda é para se continuar com o incentivo do uso da máscara por todos. É o que garante, à coluna, o secretário Estadual de Saúde, André Longo: “Nossa posição continua a mesma! As máscaras estão mantidas em Pernambuco”, assegurou.
A atitude do governo de Pernambuco está em sintonia com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que considera precoce e intempestiva a medida anunciada pela Prefeitura do Rio de Janeiro de suspender a obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços fechados. “O Brasil e o mundo ainda se encontram em uma situação de pandemia, com imensas desigualdades no acesso a vacinas dentro e fora do País. Além disso, ainda não temos a real magnitude do incremento de casos provocados pelas aglomerações do feriado de Carnaval, o que exige prudência e precaução até que possamos ter uma avaliação mais sólida da situação da pandemia no município do Rio de Janeiro, bem como na região metropolitana”, esclarece, em nota divulgada, a Abrasco.
Estamos num momento em que ainda há os bolsões de não vacinados contra Covid-19, assim como os que ainda estão para receber a segunda dose e também aqueles que resistem a tomar a dose de reforço. Sem essa equalização na cobertura vacinal, contemplando também a população pediátrica (entre crianças, a imunização permanece lenta), novas variantes poderão surgir. E não sabemos com que potencial de disseminação e preocupação elas podem despontar. Ou seja, permanece uma série de incertezas em relação a médio e longo prazo, o que inclui também a duração da imunidade protetiva contra o coronavírus – aquela alcançada graças à imunização.


















