
O processo de estadualização e concessão do Metrô do Recife traz como uma de suas diretrizes centrais a não oneração dos custos para o passageiro do sistema. Pelo menos foi o que garantiram os representantes do governo federal presentes na audiência pública realizada na última quinta-feira (05) para detalhar o projeto de concessão pública, realizada no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon), em Olinda, no Grande Recife.
Manoel Renato Machado Filho, secretário adjunto da Casa Civil da Presidência da República, afirmou que a transição para a gestão estadual e a iniciativa privada não resultará em aumentos reais de custo para a população. Segundo o gestor, o projeto foi estruturado para assegurar que a tarifa vigente no momento da assinatura do contrato seja o parâmetro para o futuro da operação.
Tarifa congelada e correção apenas pela inflação
Embora a maior preocupação da população diante de projetos de concessão costume ser a elevação imediata dos preços, o secretário adjunto da Casa Civil tranquilizou os passageiros. “Todo o projeto foi desenhado para preservar a tarifa que estiver sendo cobrada pelo metrô no momento do leilão do projeto e logo sucedendo na assinatura do contrato. O objetivo é que o cidadão não sofra qualquer impacto financeiro negativo com a mudança de modelo”, afirmou.
A garantia oferecida é de que o valor da passagem será preservado, sofrendo apenas ajustes anuais baseados na inflação, sem ganhos reais para a concessionária acima desse índice. “Não está sendo previsto hora nenhuma nenhum aumento real de tarifa para o cidadão”, assegurou o secretário. Para viabilizar esse congelamento, a União fará aportes maciços na infraestrutura, permitindo que o estado gerencie o sistema com custos mais equilibrados e maior integração tarifária entre os modais.
Além da estabilidade nos preços, o governo federal projeta um aporte de R$ 4 bilhões para revitalizar o sistema, que atualmente opera com padrões de qualidade insuficientes. O plano de modernização é ambicioso: “Será um novo metrô, todos os trens serão adquiridos novos”, destacou Manoel Renato, citando também a reforma integral de todas as estações e da infraestrutura de trilhos em um prazo de cinco anos.
Garantias de emprego para os metroviários















