Chefe da PF vira alvo de procedimento no STF por suposta interferência no caso Lulinha

INVESTIGAÇÃO - Andrei Rodrigues, diretor da PF: delegados têm reservas sobre a proposta de delação

Radar/VEJA

Relator das investigações sobre as fraudes bilionárias no INSS, o ministro André Mendonça, do STF, mandou investigar possíveis irregularidades praticadas pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues (foto), no caso.

A apuração, revelada pelo Metrópoles, trata das investigações que envolvem o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, cabeça da máfia de descontos ilegais na Previdência, e o filho do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva.

Nas últimas semanas, vários movimentos incomuns, envolvendo as investigações da PF contra o filho do presidente, foram relatados ao ministro do STF.

Além do atraso na análise de provas e das dificuldades em obter informações sobre os relatórios dos investigadores, o procedimento busca detalhar as articulações que levaram a PF a tentar tirar as apurações sobre Lulinha do gabinete de Mendonça.

A manobra só não foi concretizada, segundo interlocutores do caso, porque o sorteio do novo inquérito proposto pela PF contra o filho do presidente da República caiu novamente com Mendonça.

A PF, segundo noticiou a Folha de S.Paulo, também acionou a AGU para tentar questionar decisões do relator do caso no Supremo.

Diretor da PF, Andrei Rodrigues sempre defendeu a atuação técnica do órgão em declarações públicas, mas decisões de sua gestão passaram a ser questionadas dentro e fora do Supremo.

Diferentemente do que tem sido propagado nas redes, não há, no procedimento em curso no Supremo, ameaça de prisão contra o chefe da Polícia Federal.

O Radar/VEJA diz que buscou contato com Rodrigues. O site diz ainda que o espaço permanece aberto para manifestações do chefe da PF.