
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou que a chuva desta segunda-feira (06) foi a terceira maior em Pernambuco no mês de fevereiro desde o início da série histórica, em 1961. O órgão federal contabilizou que precipitou 122,4 mm em um dia – quase o esperado para todo o mês, que chove em média 127 mm.
O meteorologista Flaviano Fernandes explicou que as chuvas se devem à junção de dois fenômenos climáticos, o La Niña, resfriamento das águas do Oceano Pacífico – e o aquecimento das águas do Oceano Atlântico.
“Essa junção faz com que ocorram mais chuvas no litoral e na região semiárida”, comentou.
Ele relembrou que o Recife é considerada uma das cidades brasileiras mais suscetíveis a consequências pelas mudanças climáticas – uma tendência mundial.
“O Recife é hoje considerado uma das principais cidades brasileiras a ter consequências das mudanças climáticas, porque está rodeado de morros, há muitas moradias em áreas inadequadas, o que faz com que, quando as chuvas chegam, ocasione deslizamentos de morros, alagamentos”, disse.
“A tendência é que ocorra cada vez enchentes e secas prolongadas nos lugares mais secos mais devido às mudanças climáticas que o planeta está passando”, alertou.
A expectativa, segundo Flaviano, é que as chuvas no Nordeste sejam de normal a acima do normal pelos próximos três meses e pede que a população acredite na meteorologia.
“Quando tem previsão, principalmente, de chuvas muito intensas, é preciso ficar atento, porque é muito raro errar. Podemos errar as fracas, mas as muito intensas sabemos com pelo menos um dia de antecedência que vai cair”.



