
As chuvas que atingem o interior de Pernambuco nos últimos dias trouxeram alívio pontual, mas ainda não foram suficientes para reverter a crise hídrica em diversas regiões. Dados divulgados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), mostram que dez barragens continuam em situação de colapso, operando com menos de 10% da capacidade total.
Atualmente, apenas dois reservatórios estão vertendo, ou seja, ultrapassaram 100% do volume. Os demais se dividem entre níveis considerados normais e índices críticos.
Entre os destaques positivos está a barragem do Prata, em Bonito, que alcançou 83,83% da capacidade. O manancial é fundamental para o abastecimento da região e está classificado dentro da normalidade.
Em contrapartida, a situação da barragem de Jucazinho, em Surubim, preocupa. Um dos maiores reservatórios do estado, o equipamento opera com apenas 0,99% do volume total, permanecendo em colapso.
As barragens de Ingazeira, em Venturosa, e Mundaú, em Garanhuns, ultrapassaram a capacidade máxima e estão vertendo após as precipitações recentes.
Confira a situação atual das principais barragens:
- Prata – Bonito: 83,83% (Normal);
- Jucazinho – Surubim: 0,99% (Colapso);
- Serro Azul – Palmares: 10,54% (Normal);
- Machado – Brejo da Madre de Deus: 1,55% (Colapso);
- Poço Fundo – Santa Cruz do Capibaribe: 0,00% (Colapso);
- Ingazeira – Venturosa: 105,36% (Vertendo);
- Duas Serras – Poção: 5,39% (Colapso);
- Pão de Açúcar – Pesqueira: 5,33% (Colapso);
- Mundaú – Garanhuns: 115,43% (Vertendo);
- São José II – São José do Egito: 6,41% (Colapso);
- Boa Vista – Itapetim: 5,04% (Colapso);
- Serrinha/Serraria – Brejinho: 0,18% (Colapso);
- Serrote – São José do Belmonte: 2,46% (Colapso);
- Panelas II – Cupira: 1,59% (Colapso).
Pelos critérios da agência, reservatórios abaixo de 10% são classificados em colapso. Aqueles que superam 100% entram na categoria de vertimento, enquanto os que ficam entre 10% e 100% são considerados dentro da normalidade.
Apesar da melhora pontual em algumas áreas, o cenário geral ainda exige atenção. A recuperação total dos mananciais depende da continuidade das chuvas e de uma gestão hídrica rigorosa para garantir abastecimento e segurança hídrica nos próximos meses.



