Chuva e umidade mudam comportamento das pragas em Pernambuco

Com a chegada do período de chuvas em Pernambuco, acende um alerta para o aumento da incidência de pragas urbanas. Com a combinação de umidade, mudanças de temperatura e maior oferta de abrigo e alimento, animais como baratas, ratos, cupins e escorpiões passam a aparecer com mais frequência em residências, condomínios e estabelecimentos comerciais.

Segundo a bióloga, Dalvani Oliveira, embora o problema seja comum em todo o Estado, cada região apresenta características próprias que influenciam o comportamento dessas pragas. “Não existe uma única realidade para Pernambuco. O clima, a vegetação, o nível de urbanização e até a forma de ocupação das cidades fazem com que determinadas pragas sejam mais comuns em algumas regiões do que em outras”, explica.

Na Região Metropolitana do Recife (RMR), por exemplo, a maior concentração urbana, a extensa rede de galerias pluviais e de esgoto, além do grande volume de resíduos produzidos diariamente, favorecem principalmente o aparecimento de baratas e ratos.
“As chuvas acabam desalojando esses animais das galerias subterrâneas, fazendo com que busquem abrigo dentro de casas, apartamentos e comércios. É muito comum observar um aumento das ocorrências logo após períodos de chuva mais intensa”, destaca a especialista.

Já na Zona da Mata, onde a umidade costuma ser elevada durante boa parte do ano, o principal alerta é para os cupins.

“A combinação entre umidade e estruturas de madeira cria um ambiente extremamente favorável para o desenvolvimento das colônias. Muitas vezes, o morador só percebe o problema quando os danos já são significativos em móveis, portas, telhados ou estruturas da residência”, afirma Dalvani.

No Agreste e no Sertão, as altas temperaturas predominantes durante grande parte do ano favorecem a presença de escorpiões, especialmente em áreas com terrenos baldios, acúmulo de entulho e vegetação densa. Após as chuvas, esses animais também tendem a deixar seus esconderijos em busca de locais secos.

Prevenção continua sendo a principal estratégia independentemente da região, algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos de infestação:

  • manter quintais limpos e livres de entulho;
  • evitar acúmulo de lixo orgânico;
  • vedar frestas em portas, janelas e tubulações;
  • inspecionar móveis e estruturas de madeira periodicamente;
  • manter ralos protegidos;
  • evitar acúmulo de caixas de papelão e materiais sem uso.

Dalvani ressalta que a prevenção deve ocorrer durante todo o ano, mas ganha ainda mais importância nos períodos de chuva.

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Barragem estoura na BR-101, sentido João Pessoa/Recife neste sábado

Motoristas enfrentam alagamento na BR-101 entre Pernambuco e Paraíba

Motoristas que trafegavam pela BR-101, na divisa entre Pernambuco e Paraíba, viveram momentos de tensão neste sábado (27), após um grande volume de água invadir a rodovia. Vídeos gravados no local mostravam uma forte correnteza atravessando a pista e veículos retornando na contramão para escapar da área alagada.

Segundo relatos compartilhados por motoristas, a água teria sido provocada pelo rompimento de uma barragem na região de Mata Redonda, distrito de Alhandra (PB).

“Se alguém estiver indo sentido João Pessoa/Recife, de Mata Redonda para o posto fiscal da divisa, não está passando. Acredito que acabou de estourar uma barragem. Está descendo muita água no sentido João Pessoa pela BR-101. Os carros estão voltando na contramão. É muita água, muito desespero. Quem estiver indo sentido Recife pode voltar. Pela BR-101 não está passando”.

As imagens registradas no local mostravam a força da correnteza cruzando a BR-101, impedindo a passagem de veículos que provocou congestionamento na região.

Inmet divulga alerta de chuva para todas as regiões de Pernambuco; veja maiores acumulados

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou, nesta quinta-feira (02), um novo alerta de chuva para quase todas as cidades de Pernambuco. A exceção é um trecho do Sertão do São Francisco.

Conforme o Inmet, o alerta é de “Perigo Potencial”, quando o acúmulo de água fica entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos (40-60 km/h).

No começo da manhã, chovia mais forte nos municípios da Zona da Mata Sul de Pernambuco.

Conforme o monitoramento em tempo real da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Tamandaré acumulou mais chuva nas últimas 12 horas, chegando perto dos 60 milímetros (mm).

Barreiros e Ipojuca, também na Mata Sul, ultrapassaram os 30 mm.

A exceção entre as localidades onde mais choveu é Santa Filomena, no Sertão do estado.

Já se for considerado as últimas 24 horas, Paulista lidera o ranking de chuva em Pernambuco.

O município da Região Metropolitana havia registrado mais de 110mm às 7h20 da manhã desta quinta-feira.

Na mesma região, Itamaracá vem em segundo com 80mm e, novamente, Tamandaré aparece entre os mais chuvosos superando os 70mm.

Confira os municípios onde mais choveram nas últimas 12 e 24 horas, segundo dados da Apac aferidos às 7h20 desta quinta-feira:

Maiores acumulados em 12h

  • Tamandaré – 59,2 mm
  • Santa Filomena – 34,68 mm
  • Barreiros – 34,29 mm
  • Ipojuca – 30,41 mm

Maiores acumulados em 24h

  • Paulista – 111,04 mm
  • Ilha de Itamaracá – 80,6 mm
  • Tamandaré – 71 mm
  • Igarassu – 64,83 mm
  • Olinda – 56,68 mm
  • Ipojuca – 54,24 mm

Em um ano, Pernambuco passou de zero a 99 municípios em estado de seca grave e extrema

O prolongamento do período chuvoso no Sertão e Agreste do estado, gerou uma redução significativa do número de municípios em estágio de seca extrema em Pernambuco. De 72, em janeiro, caiu para 11, em fevereiro. Mas o que o boletim atualizado do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) traz de mais impactante é a comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em fevereiro de 2025, o nível da seca se limitava apenas aos estágios de fraca (144) e moderada (74). Pernambuco não tinha registro de área com maior severidade. Um ano depois, e apesar das chuvas acima da média para o mês, a seca extrema passou a atingir 11 municípios e 88 estão sofrendo com a grave, os dois níveis mais elevados no território nacional. Outros 29 estão classificados como seca fraca e 56, como moderada.

Ressaltando que, segundo o mapeamento das regiões realizado pela ANA, um município pode ser atingido por mais de um nível da classificação.

Para a meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Edivânia Santos, a mudança no quadro não ocorreu de forma repentina.

“É o resultado de um processo gradual de agravamento das condições, ao longo de aproximadamente um ano”, destaca, lembrando que o estado já apresentava o problema, mas “em níveis menos intensos”.

“É um fenômeno de evolução lenta, gradual, diferentes de eventos extremos de chuva que são muito rápidos”, adiantou Edivânia.

“A seca está associada ao déficit hídrico acumulado, a períodos consecutivos em que a chuva fica abaixo do esperado. Essa chuva menor impacta progressivamente no solo, na vegetação, nos reservatórios, reduzindo a disponibilidade hídrica ao longo do tempo”.

A meteorologista da Apac acrescenta que as chuvas de fevereiro deste ano foram acima do esperado e contribuiu para uma melhora apenas temporária.

“E mesmo as precipitações que ocorrem no meio do ano não suficientes para recompor os reservatórios. São precipitações de 10, 20mm. Não são suficientes”, explica.

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Chuvas elevam nível de barragens em Pernambuco, mas 10 reservatórios seguem em colapso

As chuvas que atingem o interior de Pernambuco nos últimos dias trouxeram alívio pontual, mas ainda não foram suficientes para reverter a crise hídrica em diversas regiões. Dados divulgados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), mostram que dez barragens continuam em situação de colapso, operando com menos de 10% da capacidade total.

Atualmente, apenas dois reservatórios estão vertendo, ou seja, ultrapassaram 100% do volume. Os demais se dividem entre níveis considerados normais e índices críticos.

Entre os destaques positivos está a barragem do Prata, em Bonito, que alcançou 83,83% da capacidade. O manancial é fundamental para o abastecimento da região e está classificado dentro da normalidade.

Em contrapartida, a situação da barragem de Jucazinho, em Surubim, preocupa. Um dos maiores reservatórios do estado, o equipamento opera com apenas 0,99% do volume total, permanecendo em colapso.

As barragens de Ingazeira, em Venturosa, e Mundaú, em Garanhuns, ultrapassaram a capacidade máxima e estão vertendo após as precipitações recentes.

Confira a situação atual das principais barragens:

  • Prata – Bonito: 83,83% (Normal);
  • Jucazinho – Surubim: 0,99% (Colapso);
  • Serro Azul – Palmares: 10,54% (Normal);
  • Machado – Brejo da Madre de Deus: 1,55% (Colapso);
  • Poço Fundo – Santa Cruz do Capibaribe: 0,00% (Colapso);
  • Ingazeira – Venturosa: 105,36% (Vertendo);
  • Duas Serras – Poção: 5,39% (Colapso);
  • Pão de Açúcar – Pesqueira: 5,33% (Colapso);
  • Mundaú – Garanhuns: 115,43% (Vertendo);
  • São José II – São José do Egito: 6,41% (Colapso);
  • Boa Vista – Itapetim: 5,04% (Colapso);
  • Serrinha/Serraria – Brejinho: 0,18% (Colapso);
  • Serrote – São José do Belmonte: 2,46% (Colapso);
  • Panelas II – Cupira: 1,59% (Colapso).

Pelos critérios da agência, reservatórios abaixo de 10% são classificados em colapso. Aqueles que superam 100% entram na categoria de vertimento, enquanto os que ficam entre 10% e 100% são considerados dentro da normalidade.

Apesar da melhora pontual em algumas áreas, o cenário geral ainda exige atenção. A recuperação total dos mananciais depende da continuidade das chuvas e de uma gestão hídrica rigorosa para garantir abastecimento e segurança hídrica nos próximos meses.

Inmet emite alerta de “Perigo” para chuvas intensas em mais de 150 municípios de Pernambuco

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta segunda-feira (26), um alerta de chuvas intensas para 154 municípios de Pernambuco. A área de abrangência inclui a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata Norte e Sul, o Agreste e parte do Sertão do estado.

O aviso meteorológico segue válido até as 23h59 desta terça-feira, 27 de janeiro.

De acordo com o Inmet, o alerta é classificado com grau de severidade “Perigo”. Nessa condição, são esperados volumes de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, ou acumulados que podem variar de 50 a 100 milímetros ao longo do dia.

Além do grande volume de precipitações, o órgão também chama atenção para a possibilidade de ventos intensos, que podem atingir velocidades de até 100 quilômetros por hora. O cenário aumenta o risco de alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Diante da previsão, o Inmet orienta que a população evite áreas de risco, como encostas, regiões sujeitas a alagamentos e locais com histórico de deslizamentos. Em caso de rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores, evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda e, se possível, desligar aparelhos elétricos.

Governo Federal reconhece situação de emergência em 103 cidades pernambucanas

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu, nesta quarta-feira (14), a situação de emergência em 137 municípios do país, sendo 103 em Pernambuco, atingidos principalmente pela estiagem. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Em Pernambuco, o reconhecimento atinge municípios de diferentes regiões do estado, entre eles Afogados da Ingazeira, Afrânio, Agrestina, Águas Belas, Alagoinha, Altinho, Araripina, Arcoverde, Belém do São Francisco, Belo Jardim, Betânia, Bezerros, Bodocó, Bom Conselho, Bom Jardim, Bonito, Brejão, Brejinho, Brejo da Madre de Deus, Buíque, Cabrobó, Cachoeirinha, Caetés, Calçado, Carnaíba, Carnaubeira da Penha, Caruaru, Casinhas, Cedro, Cumaru, Cupira, Custódia, Dormentes, Exu, Flores, Floresta, Frei Miguelinho, Granito, Gravatá, Iati, Ibimirim, Ibirajuba, Iguaracy, Ingazeira, Ipubi, Itaíba, Itapetim, Jataúba, Jatobá, João Alfredo, Jucati, Lagoa Grande, Lajedo, Limoeiro, Manari, Mirandiba, Moreilândia, Orobó, Orocó, Ouricuri, Paranatama, Parnamirim, Passira, Pedra, Pesqueira, Petrolândia, Petrolina, Poção, Pombos, Quixaba, Riacho das Almas, Sairé, Salgueiro, Saloá, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Filomena, Santa Maria da Boa Vista, Santa Maria do Cambucá, Santa Terezinha, São Bento do Una, São Caetano, São José do Belmonte, Serra Talhada, Serrita, Sertânia, Solidão, Surubim, Tabira, Tacaimbó, Tacaratu, Taquaritinga do Norte, Terezinha, Terra Nova, Toritama, Trindade, Triunfo, Tupanatinga, Tuparetama, Venturosa, Verdejante, Vertente do Lério e Vertentes.

Todos esses municípios tiveram a situação de emergência reconhecida em razão da estiagem, caracterizada pela redução prolongada das chuvas e impactos no abastecimento de água, na produção agrícola e na vida da população.

Com o reconhecimento federal, as prefeituras pernambucanas passam a poder solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como a compra de cestas básicas, água potável, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de limpeza, higiene pessoal e dormitório.

As solicitações devem ser feitas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), e os pedidos serão analisados pela Defesa Civil Nacional, que define os valores a serem liberados conforme os planos de trabalho apresentados.

Além de Pernambuco, o reconhecimento de situação de emergência também contempla municípios dos estados do Acre, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, afetados por estiagem, seca, inundações, chuvas intensas, vendavais, granizo e incêndios florestais.

Governo federal anuncia ajuda humanitária para municípios afetados por tornado no Paraná

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O Governo federal anunciou que vai enviar ajuda humanitária e equipes de apoio para reconstrução das regiões afetadas pelo tornado que atingiu Paraná. A declaração foi feita no final da noite desta sexta-feira (07), pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Uma das mais impactadas pelo temporal, a cidade de Rio Bonito do Iguaçu registrou ventos acima dos 250 km/h. Ao todo, pelo menos cinco pessoas morreram e outras 130 ficaram feridas. Ainda segundo Góes, a cidade de Laranjeiras do Sul deve declarar situação de emergência nas próximas horas.

“O governo federal, por meio do MIDR e da Defesa Civil Nacional, permanece em prontidão total para apoiar as prefeituras e garantir assistência imediata à população”, escreveu em publicação no X (antigo Twitter).

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais e deputada federal, Gleisi Hoffmann, também se manifestou prestando solidariedade às vítimas e afirmando que “o governo não medirá esforços para amparar as famílias atingidas”.

A confirmação de que o município de Rio Bonito do Iguaçu foi atingido por um tornado veio nas primeiras horas deste sábado (08), segundo informações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O município foi um dos mais atingidos no Estado durante o deslocamento da frente fria, que passou por todas as regiões paranaenses com vários núcleos de tempestade.

Governo reconhece situação de emergência em 24 cidades afetadas pela seca e estiagem; nenhum em Pernambuco

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu, por meio de portaria publicada nesta sexta-feira (07) no Diário Oficial da União, a situação de emergência em 13 municípios brasileiros atingidos por desastres naturais, como estiagem, seca e inundações.

A medida, formalizada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, permite que essas cidades tenham acesso a recursos federais para ações de resposta, assistência humanitária e reconstrução de áreas danificadas.

Segundo a Portaria nº 3.289, a maioria das ocorrências está relacionada à estiagem e à seca, fenômenos que têm afetado severamente a região Nordeste e parte da região Norte do país.

Confira a lista das cidades e os tipos de desastre reconhecidos:

Estiagem

  • Araci (BA);
  • Ibipeba (BA);
  • Ibotirama (BA);
  • Ipupiara (BA);
  • Mulungu do Morro (BA);
  • Utinga (BA);
  • Várzea da Roça (BA);
  • Campos Sales (CE);
  • Baraúna (PB);
  • Ibiara (PB);
  • Itabaiana (PB);
  • Pedra Lavrada (PB).

Seca

  • Choró (CE);
  • Aroazes (PI);
  • Cristalândia do Piauí (PI);
  • Currais (PI);
  • Fronteiras (PI);
  • João Costa (PI);
  • Júlio Borges (PI);
  • Padre Marcos (PI);
  • Santa Cruz do Piauí (PI);
  • São Francisco do Piauí (PI);
  • São João da Canabrava (PI);
  • Severiano Melo (RN).

Com o reconhecimento da situação de emergência, as prefeituras desses municípios estão aptas a solicitar apoio financeiro e logístico ao governo federal para mitigar os impactos dos eventos climáticos. A portaria entrou em vigor na data da publicação.

Estiagem: mais de 100 cidades do estado de Pernambuco têm reconhecimento de situação de emergência

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta quinta-feira (24), a situação de emergência em 101 cidades afetadas por desastres naturais em Pernambuco.

As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) pela Defesa Civil Nacional.

Também foram publicadas portarias para 18 cidades da Bahia, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina..

Em Pernambuco, a situação de emergência foi decretada por causa da estiagem.

Vejas os municípios:

  1. Afogados da Ingazeira,
  2. Afrânio,
  3. Águas Belas,
  4. Alagoinha,
  5. Altinho,
  6. Araripina,
  7. Arcoverde,
  8. Belém do São Francisco,
  9. Belo Jardim,
  10. Betânia,
  11. Bezerros,
  12. Bodocó,
  13. Bom Conselho,
  14. Bom Jardim,
  15. Brejão,
  16. Brejinho,
  17. Brejo da Madre de Deus,
  18. Buíque,
  19. Cabrobó,
  20. Cachoeirinha,
  21. Caetés,
  22. Calçado,
  23. Calumbi,
  24. Capoeiras,
  25. Carnaíba,
  26. Carnaubeira da Penha,
  27. Caruaru,
  28. Casinhas,
  29. Cedro,
  30. Cumaru,
  31. Custódia,
  32. Dormentes,
  33. Exu,
  34. Flores,
  35. Floresta,
  36. Frei Miguelinho,
  37. Granito,
  38. Gravatá,
  39. Iati,
  40. Ibimirim,
  41. Ibirajuba,
  42. Iguaracy,
  43. Ingazeira,

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Brasil terá maior volume de chuva em seis meses nos próximos dias; veja previsão

Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem ter temporais nos próximos dias. — Foto: Reprodução/RBS TV

Depois uma sequência duradoura de dias de calor e tempo seco, o país deve registrar o maior volume de chuva dos últimos seis meses nos próximos dias.

Segundo os meteorologistas, os temporais devem atingir principalmente as regiões Sul e Sudeste, mas as pancadas também podem ser fortes em algumas partes do Centro-Oeste.

“Faz muito tempo que a gente não tem uma chuva tão generalizada e tão forte no país”, observa Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo.

De acordo com a Climatempo, uma combinação de sistemas meteorológicos deve mudar o tempo na região:

  • Atuação de um cavado
  • Passagem de duas frentes frias – uma que se formou ainda na quarta-feira (09) e outra que deve começar se formar e avançar nesta sexta-feira (11)
  • Cavados são áreas alongadas de baixa pressão. Esse fenômeno meteorológico acontece quando há uma corrente de vento que ajuda na formação de nuvens de tempestade.

Os sistemas começaram a atuar na região já na quinta-feira (09) e devem manter o tempo instável, principalmente no Sudeste. Um nova frente fria que deve conseguir avançar mais pelo continente também vai contribuir para a manutenção das chuvas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), já nessa sexta-feira (11) boa parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, boa parte de São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso, sul de Goiás e sudoeste de Minas Gerais devem ter chuvas de até 100 milímetros por dia, com ventos intensos de até 100 km/h.

Tempo instável e temperaturas amenas

A frente fria que começa a avançar pelo Sudeste nesta sexta vai seguir avançado pela região no fim de semana.

No sábado, a expectativa é de chuva forte e mais isolada em parte de Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal.

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Seca preocupa em relação à redução dos níveis dos reservatórios, diz diretor-geral da Aneel

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Estadão Conteúdo

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, disse nesta terça-feira, que a seca é um motivo de preocupação do órgão regulador, em função do impacto dos níveis dos reservatórios do País. Ele negou uma definição prévia sobre bandeira tarifária para setembro, que será divulgada na sexta-feira. Sobre o aumento das queimadas, o diretor comentou que as linhas de transmissão estão em estado de segurança, até o momento.

O Estadão mostrou em julho que o órgão regulador precisou retirar recursos da fiscalização para evitar uma paralisação do sistema que monitora as principais linhas de transmissão do País, Sistema de Gestão Geoespacializada da Transmissão (GGT), principal instrumento para prevenção de queimadas nesses pontos.

Essa infraestrutura da rede elétrica passa por biomas que, atualmente, estão sendo afetados pelo fogo. O GGT monitora 102 linhas de transmissão espalhadas pelo País, com 43 mil quilômetros em linhas de transmissão.

“Essas linhas de transmissão, que são as estratégicas e que são monitoradas, não acompanham a tendência de queimadas. Nós temos a segurança, até o momento, essa supervisão tem trazido segurança para a operação das linhas”, disse.

Em outra frente, há especulação no setor sobre a definição de bandeira amarela na conta de luz em setembro, devido à queda no nível dos reservatórios com a seca em todo o País. Sandoval negou uma prévia definição, mas reconheceu que o cenário climático de seca é “sempre” motivo de procuração.

“A seca preocupa com o que se refere à redução dos níveis dos nossos reservatórios e também com relação à confiabilidade das linhas de transmissão, mas neste momento nós temos tido êxito na confiabilidade das linhas de transmissão”, avaliou.

Apac alerta para “inundação” em rios que cortam cidades em Pernambuco

Apac alerta para “inundação” em rios que cortam várias cidades em Pernambuco e Alagoas

A Agência Pernambucana de Água e Clima (Apac), em seu plantão de monitoramento hidrológico, emitiu vários avisos relacionados às cotas de inundação de vários rios do estado. Pelo menos seis cidades já estão sendo afetadas, segundo o órgão estadual. Uma delas, no entanto, é Jacuípe, em Alagoas.

Após as fortes chuvas que vem acometendo o Agreste, a Zona da Mata e a Região Metropolitana do Recife, os rios Amaraji, Jacuípe, Siriji, Sirinhaém e Ipojuca chegaram à cota máxima, ficando em alerta para inundação.

Os municípios Ipojuca, Gameleira, Vicência, Barra de Guabiraba, Joaquim Nabuco e Ribeirão já estariam sofrendo com o extravasamento, de acordo com a Apac.

Defesa Civil minimiza alerta

Em nota, a Defesa Civil de Pernambuco explicou que “não existem danos humanos nem materiais”.

“O que a Apac fala sobre inundação é a cota do rio que está no limite, porém não extrapolou para as cidades”, garante.

El Niño dá lugar a La Niña: saiba como o tempo vai mudar com a chegada desse poderoso fenômeno

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) confirmou recentemente que o fenômeno El Niño, que aqueceu a superfície da Terra no último ano, terminou completamente. Além disso, espera-se que o fenômeno oposto, La Niña, ocorra em breve, coincidindo com uma temporada crucial para previsões meteorológicas.

O fim do El Niño/Oscilação Sul (ENSO, na sigla em inglês) foi confirmado no “Diagnóstico de Discussão” da NOAA em 13 de junho.

De acordo com o órgão, as condições desse fenômeno, que altera os sistemas meteorológicos globais, ocorrem quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico Central está 0,5°C ou mais acima da média por um mês. Como as medições ficaram abaixo da média praticamente sem mudanças no último mês, foi declarado o fim do fenômeno.

Quando começa a La Niña?

No momento, estamos em uma fase neutra, já que La Niña ainda não se manifestou, o que resulta em temperaturas próximas da média de longo prazo ou normais.

Segundo a AP, Michelle L’Heureux, cientista física da NOAA, mencionou que essa fase neutra está ocorrendo com menos frequência e é provável que não dure muito este ano.

Após esta fase de ENSO neutro, há uma probabilidade de 65% de que La Niña se desenvolva durante o trimestre de julho a setembro deste ano.

É esperado que “La Niña surja em algum momento durante os meses do verão no hemisfério norte, devido às persistentes temperaturas abaixo da média na subsuperfície do oceano e às mudanças na circulação atmosférica tropical”. Além disso, o fenômeno poderia persistir durante o inverno do hemisfério norte, com uma probabilidade de 85% para o trimestre de novembro a janeiro de 2024-2025.

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Apac indica risco de inundação no Grande Recife

Apac indica risco de inundação no Grande Recife

Na manhã desta segunda-feira (29), a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um aviso de risco de inundação no Recife, Camaragibe e em São Lourenço da Mata. O informe aponta que o Rio Capibaribe já atingiu no nível de “Alerta” e pode inundar caso a intensidade da chuva se mantenha.

A Apac também emitiu um aviso de estado de atenção para Fernando de Noronha. A previsão é que o tempo do fim de semana se mantenha no arquipélago nessa segunda-feira (29), com pancadas de chuva moderadas a fortes.

De acordo com os meteorologistas, linhas de instabilidade vindas o Oceano Atlântico são responsáveis pelas chuvas que atingiram o litoral de Pernambuco.

A Prefeitura do Recife renovou o estágio de atenção às 5h e informou que as equipes do Centro de Operações acompanham ocorrências em virtude das chuvas, como alagamentos e possibilidade de deslizamentos.