Ciro Nogueira: ‘Não sendo Bolsonaro, não tenho dúvidas sobre qual seria o melhor nome’; Eduardo Bolsonaro rebate

Eduardo Bolsonaro rebate Ciro Nogueira por crítica a atuação nos EUA: 'Prejuízo foi gigantesco para o seu plano pessoal'

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O senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais articuladores do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é hoje o nome mais competitivo da direita para disputar a Presidência da República em 2026.

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, Ciro foi direto:

“Infelizmente, nós não vamos poder contar com o nome do presidente Bolsonaro, que seria o ideal para a disputa. Mas, não sendo Bolsonaro, não tenho dúvida: o Tarcísio é o melhor nome”, disse.

O apelo de Tarcísio

Segundo o senador, há um consenso dentro da oposição, e até entre aliados do governo — de que o governador paulista tem o perfil mais viável eleitoralmente.

“O Tarcísio tem baixa rejeição, ainda é pouco conhecido nacionalmente e, mesmo assim, já está praticamente empatado com o presidente Lula na maioria das pesquisas”, destacou.

Para Ciro, a eventual candidatura de Tarcísio seria capaz de unificar a direita e impulsionar o desempenho eleitoral do bloco em diversos estados. “Um candidato forte à Presidência puxa votos e consolida projetos regionais. Isso seria essencial para fortalecer o campo conservador em 2026”, afirmou.

O senador ressaltou, no entanto, que a decisão final caberá a Jair Bolsonaro, cuja inelegibilidade o impede de concorrer. “No momento certo, o presidente Bolsonaro vai tomar essa decisão. Mas, se ele não puder disputar, o Tarcísio é o nome que pode nos levar a uma vitória significativa”, concluiu.

Em mais um episódio que expõe a guerra interna da direita, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que o ex-ministro de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira, procura colocar seus interesses pessoais à frente das prioridades do Brasil.

Eduardo respondeu:

“Prezado Ciro Nogueira, o prejuízo foi gigantesco para o seu plano pessoal, não se pode confundir o seu interesse com o do Brasil. Compadeço com o seu sentimento, pois também foi um grande prejuízo para mim, a diferença é que estou disposto a sacrificar os meus interesses pessoais pelo Brasil”.

Em sua tréplica, o senador afirmou não ter dúvidas de que a atuação de Eduardo nos Estados Unidos causou ao deputado enorme “desprendimento pessoal”. Mas destacou que, ao contrário do que alegou o “Zero Três”, o que interessa ao ex-ministro também é o Brasil.

A direita, como se vê, segue perdida e brigando pelo prêmio de quem garantirá a reeleição de Lula.