Como obter a licença de Piloto Privado de Avião

PPAV – Navegação Aérea – Unidade 17

Por Cmte Hiltinho (*)

Continuação…

9.16.2.1 – Rumo Verdadeiro (RV) – é o ângulo medido no sentido dos ponteiros do relógio, a partir do Norte Verdadeiro (NV), ou geográfico, até a linha representando a trajetória pretendida da aeronave. Em outras palavras, é o ângulo entre o Norte Verdadeiro e a proa da aeronave. Varia de 000º à 360º no sentido horário.

9.16.2.2 – Rumo Magnético (RM) – tem-se como rumo magnético a trajetória que se deseja realizar, depois de nela inserida a Declinação Magnética (Dmg) da área do voo. Podemos definir ainda Rumo Magnético como sendo o ângulo formado entre o norte magnético e a proa da aeronave. Varia de 000º à 360º no sentido horário.

9.16.3 – Rota (RO) – ao ângulo formado entre o norte verdadeiro e a trajetória real executada pela aeronave, até um ponto determinado, dá-se o nome de Rota. Em outras palavras, é a projeção sobre a superfície terrestre da trajetória de uma aeronave cuja direção, em qualquer ponto, é expressa geralmente em graus a partir do Norte (verdadeiro ou magnético).

9.16.4 – Deriva – dá-se o nome de deriva ao ângulo criado entre a rota e a proa no sentido do vento, ou seja, é o desvio sofrido por uma aeronave por efeito de uma corrente ou do vento. Em suma, podemos dizer que deriva é a deslocação não controlada de um veículo qualquer.

9.16.5 – Correção de Deriva – é o ângulo encontrado entre a proa e o rumo, em sentido contrário ao vento. Com a correção de deriva, sempre expressa em graus, aplicada contra o vento, a aeronave deriva sobre o rumo pretendido, e chega ao destino planejado.

9.17 – Influência dos Ventos no Voo – o ar interfere de várias formas na navegação aérea. Lembramos que, embora pareça ser leve ao nosso redor, ele tem peso. Um metro cúbico de ar a uma altura igual ao nível do mar pesa um quilo e trezentos gramas e estima-se que o peso conjunto de todas as moléculas da camada da atmosfera que circunda a Terra chega a 5 trilhões de toneladas. Pois bem, além de ter peso, o ar também tem a capacidade de se movimentar formando ventos, que representam um fator importante a ser considerado na navegação aérea, haja vista que eles interferem na navegação horizontal, na direção da aeronave, em sua velocidade e segurança operacional. Por estas razões os pilotos devem ter bons conhecimentos das condições meteorológicas nos locais onde estão voando, ou pretendem voar, por serem de vital importância para a segurança das operações aéreas, proporcionando maior conforto aos passageiros e facilitando o uso de rotas mais rápidas e econômicas. Obs.: Ventos soprando de proa ou de cauda, não afetam a navegação horizontal da aeronave.

(*) Hilton Batista de Oliveira (Hiltinho) é Engenheiro Civil, aposentado do Banco do Brasil e Piloto Privado de Avião. Escreve suas crônicas todas as segundas-feiras para o Blog PE Notícias.