Como obter a licença de Piloto Privado de Avião

PPAV – Navegação Aérea – Unidade 23

Por Cmte Hiltinho (*)

Continuação…

11.5 – Traçado da Rota – antes de iniciar um voo é necessário o estudo e o traçado da rota que se vai percorrer, com base na carta WAC (World Aeronautical Charts – Gráficos aeronáuticos mundiais), da região que será voada. O estudo dessa carta fornece o conhecimento de diversos fatores da região, como classificação do espaço aéreo, aeródromos existentes nas proximidades, obstáculos, relevo, declinação magnética, eventuais áreas restritivas ou perigosas e pontos de referência. Após coletadas essas informações, procede-se a definição da rota de voo, que deverá ser, sempre que possível, uma linha reta, para diminuir ao máximo a distância de navegação, bem como o tempo e o combustível gastos. Além disso, após a definição da rota, são necessários alguns cálculos de navegação envolvendo diversos fatores: distância, rumo magnético (RM), rumo verdadeiro (RV), declinação magnética (Dmg), pontos de notificação (waypoints), correção de deriva (CD), proa magnética (PM), proa bússolas (PB), desvio bússola (DB) e proa verdadeira (PV)

11.6 – Navegação Vertical – depois de escolhida a rota do voo, devem ser realizados os cálculos relativos a navegação horizontal, cujas etapas que compõem o planejamento deste tipo de navegação são:

11.6.1 – Estudo do relevo da região a cruzar – mediante o exame dos MEFs (maximum elevation figures – valores das elevações máximas), que estão presentes nas quadrículas da carta WAC, tomamos conhecimento de todo o relevo da região que será sobrevoada.

11.6.2 – Determinação do nível de cruzeiro ou altitude – a tarefa de selecionar o nível mais adequado a um voo VFR, em determinada rota, está vinculada a uma série de variáveis. Dentre elas, citaremos apenas estas:

11.6.2.1- MEF (Maximum Elevation Figures) – uma vez conhecido o maior MEF, ou seja, o ponto mais elevado existente na rota, escolhe-se uma altitude de cruzeiro que possa superá-lo em, no mínimo 1.000 ft, garantindo assim um bom distanciamento dos obstáculos.

11.6.2.2 – Desempenho da aeronave – cada aeronave tem um desempenho próprio definido por ocasião da sua concepção. Mediante acesso a tabela e gráficos específicos e ao manual da aeronave, toma-se conhecimento do seu desempenho, que permite indicar, com maior precisão, o nível ideal de voo.

11.6.2.3 – Distância de voo – somente após analisar o desempenho da aeronave, o piloto poderá assegurar que seu teto de serviço será suficiente para operar no nível de voo escolhido, em função da distância entre o ponto de partida e o de chegada, considerando ainda as razões de subida e descida.

(*) Hilton Batista de Oliveira (Hiltinho) é Engenheiro Civil, aposentado do Banco do Brasil e Piloto Privado de Avião. Escreve suas crônicas todas as segundas-feiras para o Blog PE Notícias.