Congressistas apresentam proposta alternativa para a cesta básica

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Poder360

Congressistas que compõem o grupo de trabalho criado para debater a isenção de tributos da cesta básica na Reforma Tributária protocolaram nesta terça-feira (26), um projeto de lei complementar sobre o tema. A proposta indica os itens que devem receber o benefício.

Eis a lista abaixo:

  • todo o tipo de proteína animal;
  • leite e laticínios, independentemente da forma como sejam apresentados;
  • margarina;
  • ovos de aves e mel natural;
  • produtos hortícolas, frutas e hortaliças;
  • café, chá, mate, especiarias e infusões;
  • trigo;
  • farinhas de trigo, rosca e mandioca;
  • milho;
  • farinhas de milho, tais como fubá, gritz de milho, canjiquinhas e flocos de milho;
  • pães, biscoito, bolos e misturas próprias;
  • massas alimentícias;
  • molhos preparados e condimentos;
  • açúcares, sal, óleos e gorduras;
  • arroz, feijão e pulses;
  • sucos naturais sem adição de açúcar e conservantes;
  • água mineral, natural ou potável, que tenha sido envasada, com ou sem gás; e
  • castanhas e nozes (oleaginosas).

O texto reafirma que o Imposto Seletivo não incidirá sobre esses produtos. Os deputados se anteciparam à proposta que o governo apresentará.

O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), criticou a ausência de congressistas nos grupos de trabalho que a equipe econômica instituiu para elaborar os projetos.

“O governo não aceitou a participação de parlamentares e entidades nos grupos de trabalho da Fazenda que estão elaborando os projetos de lei complementar”, declarou.

O deputado disse que houve “grande coalizão de parlamentares” para elaborar o projeto de lei complementar sobre o tema e sinalizou que juntará o que o governo quer com a FPA.

Em tom semelhante, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que é vice-presidente da frente, disse que há disposição em “dialogar com o governo”, mas não houve o convite para isso. “O governo não nos convidou para dialogar. O governo não instituiu nenhuma instância. Nós não poderíamos ficar passivos ou omissos”, declarou.

Jardim disse ainda que “o governo federal adotou um caminho que foi preparar a proposta e apresentar” e criticou a atitude.

“Não fez o caminho que nos pareceria bom que instituísse. Ao mesmo tempo que formou seus grupos de trabalhos, que instituísse um local onde pudesse interagir tanto com o Parlamento, quanto com as frentes parlamentares e a sociedade”, declarou.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que encaminhará os projetos de lei complementar até 15 de abril.