
Poder360
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) deixará o cargo na semana que se inicia. Ele é o responsável pelo controle dos gastos públicos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na gestão de Haddad, houve piora em 5 indicadores fiscais:
- deficit estrutural;
- dívida líquida;
- dívida bruta;
- colchão da dívida;
- restos a pagar.
Haddad disse ao tomar posse como ministro da Fazenda em 2 de janeiro de 2023 que tinha como meta estabelecer uma nova regra para o controle dos gastos públicos. A proposta foi aprovada pelo Congresso e sancionada por Lula em agosto de 2023. Mas as contas públicas pioraram com o novo marco fiscal.
Estrutural fica negativo
O resultado primário estrutural voltou a ser negativo em 2023, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado. Ficou em -1,54% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024. É o dado anual mais recente disponível.
O indicador havia sido positivo em 2021 e 2022. Paulo Guedes foi ministro da Economia de 2019 a 2022 no governo de Jair Bolsonaro (PL).
O Ministério da Fazenda disse por meio de nota que usa método diferente da IFI para calcular o deficit estrutural. Leia a íntegra da nota mais abaixo.
A metodologia usada pela Fazenda retirou das receitas de 2022 a venda da Eletrobras. O motivo que a Fazenda cita é que essa receita não é recorrente. Também foi eliminado da conta o ganho de arrecadação de impostos atribuído à inflação fora da meta. A metodologia da Fazenda resulta em deficit de 1,77% em 2022.
Em dezembro de 2025, a dívida líquida atingiu 65,3% do PIB, foi o maior valor da série histórica iniciada em 2006. O indicador desconta ativos financeiros dos governos. O dado mais atualizado é de janeiro de 2026, quando a taxa recuou levemente para 65% do PIB.



