
Dados da Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE), obtidos mediante solicitação, revelam um cenário de contrastes na frequência escolar de estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família nos meses de outubro e novembro. A informação mostra que municípios do interior alcançaram os índices mais altos de presença, enquanto cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) aparecem com os percentuais mais baixos.
Os dados classificam os municípios em três categorias: Ouro (alta frequência, de 89,68% a 100%), Prata (média, de 50,1% a 89,67%) e Bronze (baixa, de 30% a 50%).
Interior se destaca
Segundo os dados, os dez municípios que mais pontuaram foram: Timbaúba (99,89%), Macaparana (99,84%), Ipubi (99,8%), Nazaré da Mata (99,74%), Limoeiro (99,73%), Trindade (99,62%), Araripina (99,18%), Ouricuri (99,18%) e Granito (99,03%). Todos conquistaram o “Selo Ouro”.
RMR concentra os menores percentuais
Em contrapartida, os dados revelam que os dez municípios que menos pontuaram no ranking são, começando pelo menor índice: Paulista (71,25%), Chão de Alegria (73,05%), Cabo de Santo Agostinho (74,37%), Jaboatão dos Guararapes (77,64%), Itaíba (78%), Terezinha (79,34%), Águas Belas (79,84%), Cortês (80,01%), Sirinhaém (80,68%) e Gloria do Goitá (81,71%).
Contudo, apesar do quadro geral na RMR, os dados apontam Olinda como uma exceção positiva, com 97,83% de frequência, garantindo-lhe o “selo ouro”. Já Camaragibe (89,67%) e Recife (89,07%) aparecem com o “selo prata”.
Contexto do Programa Bolsa Família
A frequência escolar é condição obrigatória para o recebimento do Bolsa Família. Conforme as regras, é exigido um mínimo de 85% de presença para estudantes de 6 a 15 anos e 75% para jovens de 16 e 17 anos. Ademais, para crianças de 4 a 6 anos incompletos, o mínimo é de 60%. As escolas são responsáveis pelo registro mensal, e as famílias devem justificar eventuais faltas.





