Dia Nacional dos Animais, em Afogados da Ingazeira tem algo a se comemorar?

Por Pedro Araújo

Neste sábado (14), foi comemorado o Dia Nacional dos Animais. Em Afogados da Ingazeira teve algo a se comemorar? Com vídeos que “rolam” nas redes sociais mostrando uma enorme quantidade de cachorros soltos, e quando uma cadela entra no cio, aí é que enfestam as ruas. Imagens mostram isso na frente da Prefeitura Municipal, na Rua Gustavo Fittipaldi e em várias ruas da cidade.

Aqui não se quer procurar culpados, os animais não estão perambulando à toa, estão a procura de algo que possa sustentá-los. Eles estão rua acima, rua abaixo porque não tem um lugar adequado para ficarem. Os animais, assim como nós, seres humanos, também precisam de alimentos, de água pra beberem, e também de uma sombra, mas, onde? Se tem a sombra não tem o alimento, se tem a água não tem a sombra, e lá se vai sofrimentos. Ainda existem alguns inescrupulosos procurando ceifar a vida desses indefesos.

No início março de 2026, o Governo Federal endureceu o combate aos maus-tratos contra animais com o decreto “Justiça por Orelha” sancionando a Lei 15.355/26. As multas administrativas aumentaram significativamente, variando de R$ 1.500 a R$ 50 mil por animal, podendo chegar a R$ 1 milhão em casos graves, como a morte ou crueldade extrema. É bom ficarem espertos.

Em momentos difíceis como esses, não aparecem novos tutores que queiram adotar um animal, para levá-los a uma chácara rural, para servirem de companhias em suas propriedades rurais, isso já os tirariam das ruas, eles teriam suas guaridas, mas poucos se interessam em adotar.

O município fica entre a cruz e a espada, isso pela proliferação dos animais, pois não existe uma unidade que os recolham e façam as castrações, existir, existe, mas não comporta a quantidade existentes hoje pelos quatro cantos da cidade. Se houvesse mais castrações, não só diminuiria a quantidade de animais, como também, a fome que passam os que já existem perambulando pelas ruas de Afogados da Ingazeira. Algo tem que ser pensado, algo tem que ser feito.

Alguns personagens compraram a ideia da causa animal em Afogados da Ingazeira, a exemplo da jornalista Juliana Lima, do Tenente PM Glaydson, os integrantes da ONG Amigos PET, existe também, uma senhora por nome de Magda, do bairro Manoela Valadares, que de livre e espontânea vontade cria algumas dezenas de animais dentro da própria casa, e outros protetores independentes que existem na cidade.

Mas essa não é uma causa fácil de se assumir: Primeiro, muito dispendiosa; Segundo, precisa-se de um local para adaptar os animais, que seja um local amplo e com toda estrutura; Terceiro, uma equipe de veterinário e assistentes que cuide dos animais caso cheguem doentes, e acima de tudo, a alimentação, que também não é barata. Por tudo que já fazem esses enfrentantes, ainda há muito por fazer.

Umas das poucas ideias é fundar mais ONGs, para que corressem atrás de emendas parlamentares e que os recursos adquiridos com os deputados, senadores ou até através de secretarias estaduais fossem totalmente revertidos para essa causa animal.

O blog procurou um ativista para comentar sobre as ajudas que por ventura recebem de doações, tirando como exemplo a ONG Amigos PET, ajuda essa que possa amenizar com as despesas, as respostas foram surpreendentes. “A ONG Amigos PET faz um excelente trabalho, mas só os cuidadores de lá sabem como fazem, na dificuldade, com muito pouca ou quase nenhuma ajuda”, disse a fonte sem querer ser revelada.

“Não acho que abrir mais ONGs seja a solução, as que existem estão aí se arrastando, pra você vê, um deputado, que não recordo o nome agora, disponibilizou uma emenda parlamentar, se não me engano na época, acho que de 200 mil reais para construir um canil e com esse dinheiro dava para abrigar e cuidar de diversos animais…e cadê essa emenda parlamentar? Até hoje ainda esperam pelo dinheiro”, denunciou a fonte.