
Por Giovanni Sá
O Bispo Dom Limacêdo Antonio, da Diocese de Afogados da Ingazeira, foi o celebrante da missa de encerramento da 236ª Festa de Nossa Senhora da Penha, em Serra Talhada, nessa terça-feira (08). Após a procissão, o bispo fez uma pregação muito fiel ao evangelho, e aproveitou para fazer um alerta a milhares de pessoas que estavam participando do ato litúrgico.
Em determinado momento, Dom Limacedo condenou a compra e venda de votos, fez o povo repetir, por duas vezes, que o voto tem consequências, e condenou àqueles que apoiam a ingerência dos Estados Unidos da América nas Eleições do Brasil, fato que vem sendo perseguido pelos seguidores de Jair Bolsonaro.
“O documento Vaticano II que vai incentivar a dialogar com o mundo, com a sociedade, Deus nos convida a tomarmos posição, a assumirmos a nossa missão na história, sendo professor, varredor de rua, enfermeiro, médico, psicólogo, empresário. Todos nós temos uma missão no mundo e Deus conta conosco”, disse Dom Limacêdo, ‘puxando as orelhas’ dos políticos.
“Os senhores também, políticos eleitos por nós, têm uma tarefa muito importante: não neguem a sua vocação, valorizem a sua vocação. Não compre o voto do povo. O povo também tenha juízo, não venda seu voto, porque quando você for reivindicar qualquer coisa ao político ele vai dizer: ‘eu já paguei’, não lhe devo nada”. Olha que desmantelo, minha gente. Nós acostumamos mal os políticos e eles nos acostumaram mal. É importante termos critérios para votarmos. Todos somos políticos, porque temos o poder de decidir. Isso é democracia. Vamos estudar direitinho em quem vamos votar. Tem muita gente boa e tem muita gente menos boa”.
Entreguistas
“Por aí a fora se vê pessoas que querem trazer pessoas de outros países para influenciar nas eleições daqui. Quem fizer isso, quem falar nisso, não merece o nosso voto. Entregar o Brasil? Não. Somos uma nação livre e democrática, temos luz própria. Quando delegamos pelo poder do voto, os políticos devem nos consultar sobre certas aprovações de leis. A democracia é o sistema melhor, mas é frágil. A democracia tem que ser mais participativa. O voto não tem preço, tem consequências”, cravou.



