Doze crianças com deficiência viajaram de Arcoverde até o Recife para realizar o sonho de conhecer o mar

Ascom

Acompanhadas de suas famílias, 12 crianças com deficiência viajaram de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, até o Recife, para realizar o sonho de conhecer o mar. Elas foram recepcionadas, na arena do projeto social Praia sem Barreiras, que fica na faixa de areia da praia, nas proximidades do Posto 7.

Para ver pela primeira vez o mar e curtir a praia, o grupo de 7 a 13 anos, saiu de Arcoverde, localizado a quase 260 km do Recife, às 4h30, chegando à Boa Viagem por volta das 10h do último sábado.

A viagem de volta  para casa começou no início da tarde, às 14h.

A viagem foi uma parceria entre a Prefeitura do Recife, Uninassau e Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).

“Eu não tenho palavras para descrever como é gratificante poder fazer parte da realização do sonho dessas crianças. Estávamos todos ansiosos para ver esses sorrisos”, declarou o PRF Miranda.

A professora de Educação Física Adaptada Ana Zélia Belo foi a idealizadora da ação e se disse emocionada de ter conseguido realizar o sonho das crianças.

“Eu sempre sonhei em trazer essas crianças lá de Arcoverde até o mar. Me sinto agora realizada por termos, juntos, conseguido proporcionar esse momento de lazer, de inclusão e de dignidade”, afirmou Ana.

O pequeno Miguel, de 7 anos, deixou de lado a cadeira de rodas e mergulhou nas águas salgadas. Assim como ele, as outras crianças de Arcoverde também puderam ter a mesma experiência.

“O contato dessas crianças com o mar não é apenas um momento de diversão, mas também de novas experiências. É a realização de sonhos, que resultará em rostos de alegria e admiração”, destacou o diretor de Governança Social da Uninassau, Sérgio Murilo.

Sobre o Praia sem Barreiras

O Praia sem Barreiras teve início em 2013 e funciona de sexta-feira a domingo, das 8h às 13h, sempre em dias em que a maré está baixa.

É montada uma estrutura na areia com uma esteira especial que leva as pessoas até o mar, além do uso de cadeiras anfíbias, que possui cinto e braços que funcionam como boias.

Toda a assistência é realizada por estudantes de Fisioterapia, Educação Física, Enfermagem e Turismo da Uninassau, que atuam como voluntários. Eles recebem capacitações para poder atender os usuários.