Se confirmado, pernambucano cotado para o TCU pode mexer com a política do estado

Humberto Costa e Lula

Por Igor Maciel/JC

Não é segredo para ninguém que o senador Humberto Costa (PT) gostaria de ser governador de Pernambuco. Ele abriu mão dessa possibilidade em 2022, por um acordo com o PSB, e os socialistas lançaram Danilo Cabral (PSB), mas o escantearam após a derrota (ou durante a própria campanha).

Quem acabou reconhecendo o sacrifício de Danilo e a capacidade de gestão dele foi o próprio Humberto, que o indicou à Sudene, depois.

Isso, e o escanteio de Paulo Câmara também pelo PSB, criaram um grupo de socialistas e ex-socialistas descontentes com João Campos (PSB). Todos estão próximos do PT e de Humberto. O objetivo maior desse grupo é o Palácio do Campo das Princesas, em 2026 ou em 2030.

Acontece que o senador Humberto Costa anda bastante cotado para não ser mais candidato a nenhum cargo eletivo. É o que se comenta em Brasília.

Recentemente, numa conversa de elevador, um parlamentar muito graduado no Congresso Nacional indicou que o petista pernambucano “pode ir para o TCU”. O cálculo, dado como “muito provável” por esse confidente a uma fonte desta coluna (e ao ascensorista), é que Bruno Dantas, atual presidente do Tribunal de Contas, seria o favorito para ocupar a vaga aberta no STF e Lula estaria inclinado a mandar Humberto para ser ministro do TCU, com o aval do Senado.

A operação toda, se acontecer, deve mexer com a política pernambucana. Mexe na estrutura do PT em Pernambuco, com o planejamento do partido para as próximas eleições e com a bancada pernambucana em Brasília. O suplente de Humberto é o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante).

Se Waldemar virar senador, assume como deputada federal a primeira suplente do Avante na eleição de 2022.

Trata-se de Cristiane Moneta (Avante), que teve pouco mais de 12 mil votos em 2022.

Hoje, o favorito para a vaga do STF seria o AGU, Jorge Messias. Ele é o nome que o PT quer emplacar de qualquer maneira na corte. Mas Bruno Dantas seria, agora, o nome favorito de Lula. Antes, o preferido do presidente era Flávio Dino (PSB).