Em crise, Correios fecham empréstimo bilionário com cinco bancos

Fachada do edifício-sede dos Correios, em Brasília

Em meio à crise financeira enfrentada nos últimos anos, os Correios fecharam um empréstimo de 12 bilhões de reais com os bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O objetivo da operação é fortalecer o caixa da estatal.

Autorizado pelo Tesouro Nacional, o empréstimo faz parte do plano de reestruturação da empresa.

Com validade até 2040, o acordo foi publicado neste sábado no Diário Oficial da União e conta com a garantia do Poder Executivo.

Dessa forma, o governo federal dá respaldo à operação e reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.

Caso os Correios fiquem inadimplentes, caberá ao governo federal honrar o pagamento das parcelas.

Semanas atrás, o Tesouro havia barrado uma proposta de empréstimo de 20 bilhões de reais que a estatal negociava com um conjunto de bancos. A oferta previa juros de 20% ao ano, acima da taxa de 18% que seria aceita pelo comitê.

De acordo com o Tesouro, a proposta fechada na última sexta-feira respeitou o limite de juros previsto para empréstimos com garantia da União e atendeu aos critérios exigidos para a avaliação da capacidade de pagamento de estatais com plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes.