
Por Thais Herédia/CNN Brasil
O Datafolha mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) praticamente parados na disputa presidencial desde abril.
Porém, há movimentos importantes por baixo desses números. A avaliação negativa do governo subiu e a desaprovação voltou a superar a aprovação. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) abriu vantagem sobre Fernando Haddad (PT).
Contudo, é impossível ignorar que a pesquisa foi feita em uma semana em que as investigações sobre o filho do presidente e sobre Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, ganharam novos e constrangedores capítulos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) quer tirar do Supremo Tribunal Federal (STF) as investigações contra Lulinha. O ministro André Mendonça tende a mantê-las na Corte, numa batalha que não vai acabar bem, porque já afeta limites institucionais.
A partir de agora, qualquer decisão que acelere ou freie as investigações vai determinar o placar do jogo de forças para evitar uma derrota de Lula, já que é a permanência dele que, no contexto atual, garante que a divisão de poderes em Brasília fique intacta.



