
Folha de S.Paulo
Em meio ao avanço das investigações sobre as fraudes do INSS, a orientação na campanha petista no Maranhão é de não atacar os adversários que são alvos das apurações da Polícia Federal sobre o esquema.
As acusações atingem tanto o senador e candidato à reeleição Weverton Rocha (PDT/foto) quanto o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), que lançou o sobrinho, Orleans Brandão (MDB) ao governo do estado.
A estratégia é adotada porque, segundo petistas, uma eventual crítica ao senador ou mesmo ao governador pode se virar contra o próprio presidente Lula, que tem o filho no centro das investigações.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que Fábio Luís, o Lulinha, teria articulado junto a lobista Roberta Luchsinger uma agenda no Palácio do Planalto com o governador do Maranhão.
Portanto, o PT adota cautela e tem orientado a campanha a não proferir ataques ou críticas relacionadas ao esquema de corrupção. O receio é que os ataques possam gerar mais desgaste a Lula na campanha presidencial.
O PT apoia o candidato ao governo do estado Felipe Camarão (PT). Ele, no entanto, tem ficado atrás nas pesquisas de intenção de voto. Eduardo Braide (PSD) e Orleans são os favoritos, segundo a pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (24).



