Evento fechado no Parque Dona Lindu deixa comerciantes na mão

Evento fechado no Dona Lindu deixa comerciantes na mão

Apesar da festa organizada para acompanhar o jogo do Brasil contra o Marrocos, neste sábado (13), no Parque Dona Lindu, na Zona Sul do Recife, comerciantes afirmam que se sentiram prejudicados por ficarem “de fora” do espaço fechado. A Arena Nº 1, patrocinada pela Brahma, bloqueou alguns acessos ao parque, mas deixou outras áreas livres para o público geral. No entanto, quem trabalha no local notou uma queda de clientes.

É o que relata Leônidas Ferreira, de 32 anos, que há 15 anos trabalha com sua mãe, dona de um quiosque em uma das áreas nos arredores do parque. O comerciante explicou que desde o início do processo de concessão do parque a uma empresa privada, ainda no ano passado, os eventos fechados vêm afetando as vendas. “Após esse processo de mudança, e principalmente quando (o parque) fecha, aí realmente atrapalha bastante essa área aqui”, compartilhou.

Mesmo com os quiosques abertos, vendendo lanches e bebidas, foi possível ver a praça de alimentação quase vazia. A maioria das pessoas se concentrava na parte da frente do parque, deixando a parte de trás às moscas. Leônidas contou ainda que esse cenário é comum em dias de evento fechado no equipamento. Mas nos finais de semana, em geral, o público lota o local. “É o que você consegue observar, as barracas vazias. Sem ser como é de costume aos sábados e domingos, o pessoal aguardando, pedindo, e as barracas todas cheias. Hoje, realmente, tá esquecido, e quando começou o jogo, foi pior”, disse.

Possível taxa a ser paga

Leônidas relembra que desde o início do trabalho da Viva Parques no Dona Lindu, a empresa chegou a se reunir, em uma ocasião, com os proprietários dos quiosques. No encontro, foi prometido que os locais não seriam removidos, mas que haveria, eventualmente, o pagamento de uma taxa fixa para os empreendimentos funcionarem. Não houve, no entanto, uma segunda reunião para informar mais detalhes sobre esse pagamento, e a conversa ficou indefinida.

“Até deram uma sugestão de realocar a gente para a área da entrada, mas nada que foi definitivo. Mostraram o projeto, mas só como ia ficar depois da reforma, mas não mostrou onde a gente ia ficar. O pessoal daqui não foi muito de acordo, então a reunião meio que ficou travada. E aí até agora a gente está esperando um posicionamento deles”, disse, por fim.