Explosões são ouvidas em Kiev e Kharkiv em 5º dia de confronto

Explosão em Kiev

Depois de horas de calmaria, bombardeios russos voltaram a ser ouvidos nas duas maiores cidades da Ucrânia na manhã desta segunda-feira (28). De acordo com o serviço ucraniano de comunicações especiais, a capital Kiev e Kharkiv estão novamente na mira dos rivais.

“Explosões são ouvidas novamente em Kiev e em Kharkiv. Antes disso, estava calmo na capital ucraniana por várias horas”, informou a agência.

Em Chernihiv, cerca de 150 km a noroeste de Kiev, um míssil atingiu um prédio residencial no centro da cidade. Os dois andares inferiores do edifício pegaram fogo, de acordo com o serviço estatal de comunicações especiais.

“Um míssil atingiu um prédio residencial no centro de Chernihiv. Um incêndio começou nos dois andares inferiores. O número de feridos é atualmente desconhecido”, disse a agência em comunicado no Telegram.

O jornal Kyiv Independent relatou que um alerta de ataque aéreo soou em Chernihiv por volta das 4h30, no horário local. Os moradores foram orientados a dirigirem-se a abrigos.

ATAQUE DESACELEROU

Apesar dos relatos de bombas, as Forças Armadas da Ucrânia afirmaram que os russos diminuíram o ritmo dos ataques nesta segunda-feira (28), à medida que negociações estão prestes a começar em Belarus.

Segundo comunicado das Forças ucranianas divulgado em redes sociais, “durante a operação ofensiva aérea, o inimigo continuou a infligir fogo em aeródromos militares e civis, pontos de comando militar, instalações de defesa aérea, infraestruturas críticas importantes, colonatos e unidades em áreas de defesa”. No entanto, “as tentativas dos invasores russos de atingir o objetivo da operação militar falharam”.

Também de acordo com os militares da Ucrânia, uma única brigada teria destruído “mais de 5 linhas de equipamentos e mão de obra rival”.

“O inimigo está desmoralizado e suporta pesadas perdas. Casos frequentes de deserção e desobediência foram notados. O inimigo percebeu que a propaganda e a realidade eram diferentes. Os ocupantes têm medo de nós”, concluiu a nota.