Federação com PSB pode afastar Marília Arraes do PDT

Após não conseguir superar a cláusula de barreira nas eleições deste ano, o PDT passou a buscar alternativas para garantir sua sobrevivência política nos próximos pleitos. Liderada nacionalmente por Carlos Lupi, a sigla reiniciou tratativas sobre uma possível federação com o PSB, partido presidido por João Campos.

Se concretizada, a federação colocará novamente o ex-prefeito do Recife e a senadora eleita Marília Arraes (PDT) sob o mesmo guarda-chuva partidário. A parlamentar ingressou na legenda de Lupi, justamente para viabilizar sua candidatura ao Senado e preservar seu projeto político, que enfrentou tensões ainda na pré-campanha. No entanto, uma eventual união com o PSB tem tudo para ameaçar sua independência.

Agora, com um mandato de oito anos no Senado e um capital político de mais de 2,3 milhões de votos, Marília poderá avaliar outros caminhos, inclusive uma mudança de legenda, caso pretenda disputar a Prefeitura do Recife em 2028. Uma das possibilidades, segundo fonte ouvida sob reserva pela coluna, seria o PSDB, que tem projetado jovens lideranças, a exemplo de JHC (PSDB-AL) e Marina JHC (PSDB-AL).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, classificou as tratativas para uma federação com o PSB como uma “união de forças” entre siglas que compartilham bandeiras trabalhistas. Ele também convocou novas lideranças, especialmente jovens, a participar do processo de renovação partidária.

Marília Arraes (PDT) criticou, por meio das redes sociais, a declaração do deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ), aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), que classificou sua saída do Brasil como “exílio político” e comparou a situação à de lideranças que foram exiladas durante a ditadura militar, como seu avô, Miguel Arraes. A senadora eleita chamou o parlamentar de “mentiroso” e “frouxo”.