
Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus. O senador do PL tem 46% das intenções de voto, contra 45% do presidente. A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro e configura empate técnico. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (08).
Na rodada anterior, Lula tinha 46% e Flávio, 45%. Agora, o senador oscilou 1 ponto para cima e o presidente, 1 ponto para baixo. A mudança ocorre em uma pesquisa realizada depois de quase uma semana de noticiário sobre a crise no Supremo Tribunal Federal e o caso Banco Master, mas o levantamento não permite atribuir a oscilação a esse episódio.
O que mudou no primeiro turno?
No primeiro turno, Lula mantém a liderança com 39%, mesmo percentual da rodada anterior. Flávio Bolsonaro passou de 33% para 35%, oscilação dentro da margem de erro.
Augusto Cury, que havia saltado para 11% na pesquisa anterior, aparece agora com 9%. Ronaldo Caiado marca 4%, ante 5% antes, enquanto Renan Santos sobe de 3% para 4%. Romeu Zema tem 1%, assim como Samara e Rui Costa Pimenta. Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.
Confira os números no principal cenário, sem Pablo Marçal:
- Lula: 39%
- Flávio: 35%
- Cury: 9%
- Caiado: 4%
- Renan: 4%
- Zema: 1%
- Samara: 1%
- Pimenta: 1%
- Dias: 0%
- Costa: 0%
- Grassi: 0%
- Barão: 0%
- Nenhum/Branco/Nulo: 3%
- NS/NR: 2%
Quem é mais rejeitado?
As rejeições de Lula e Flávio permaneceram praticamente no mesmo patamar da rodada anterior. Flávio é rejeitado por 50%, enquanto Lula marca 49%.
Cury tem índice menor, de 29%. Depois aparecem Caiado, com 36%, Zema, com 42%, e Renan, com 43%.
Os perfis de rejeição também são distintos. Lula enfrenta seus maiores índices no Sul, onde 70% dizem que não votariam nele, entre evangélicos, com 62%, e entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, com 59%.
Flávio tem rejeição maior no Nordeste, de 64%, entre pessoas sem religião, de 67%, e entre eleitores com renda de até um salário mínimo, de 59%.
O voto já está mais consolidado?
Sim. Entre os eleitores que escolheram algum candidato no primeiro turno, 81% afirmam que a decisão já está tomada e não vai mais mudar. Outros 17% dizem que ainda podem trocar de candidato. Na rodada anterior, os percentuais eram 78% e 21%, respectivamente.
Lula tem o eleitorado mais consolidado: 90% de seus eleitores dizem que não pretendem mudar. Entre os eleitores de Flávio, são 84%.
Renan Santos aparece com 71%, Samara, com 63%, Caiado, com 61%, Cury, com 58%, e Zema, com 42%.
Quem aparece como segunda opção de voto?
Entre os 17% que dizem que ainda podem mudar de candidato, Augusto Cury é a principal segunda opção, com 20%.
Flávio aparece com 17%, seguido por Caiado, com 12%, Lula, com 10%, Renan Santos, com 7%, e Zema, com 6%. Outros 15% dizem que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
A Nexus também calculou pisos e tetos com base na firmeza do voto e nas segundas opções. Lula varia de 35% a 41%; Flávio, de 29% a 38%; e Cury, de 5% a 12%.
Como está a avaliação do governo Lula?
A aprovação do governo oscilou de 46% para 45%, enquanto a desaprovação passou de 51% para 50%. A diferença entre os dois indicadores permanece em 5 pontos percentuais.
O levantamento mostra ainda que 45% dos eleitores afirmam ter acompanhado algum programa ou propaganda no horário eleitoral gratuito no rádio ou na televisão.
O eleitor está cansado da polarização?
A percepção de polarização cresceu. Na pesquisa, 71% concordam que a eleição de 2026 está sendo impactada pela polarização política, ante 65% em agosto.
Entre o total dos entrevistados, 43% dizem concordar com a existência da polarização e estar cansados ou desconfortáveis com ela. Outros 15% afirmam estar confortáveis e 13%, indiferentes.
Entre os eleitores de Lula, 34% dizem estar cansados ou desconfortáveis com a polarização, enquanto 72% dos eleitores de outros candidatos apresentam essa resposta. Entre os eleitores de Flávio, o índice é de 42%.
A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026.



