Governador diz que não chegou a tempo para ato da esquerda na Bahia

Os participantes começaram a se aglomerar a partir das 16h

Poder360

Mesmo confirmados para o ato “pró-democracia” da esquerda em Salvador realizado no último sábado (23), o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), não compareceram ao evento. Ambos são grandes nomes do Partido dos Trabalhadores, especialmente na Bahia.

A assessoria de Jerônimo Rodrigues afirmou que o governador sequer estava em Salvador. Disse que ele entregava obras na cidade de Porto Seguro e nos distritos de Arraial D’Ajuda e Trancoso. Por isso, não teria chegado a tempo na capital.

Já a equipe de Jaques Wagner afirmou que “o senador teve um compromisso familiar que o impediu de estar presente no ato”.

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), compareceu. A mobilização de Salvador era considerada o carro chefe dos atos em todo o Brasil. Só um dos ministros de Estado estava presente: Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia.

A equipe dela afirmou que seu comparecimento se deve a realização de um evento que marcava os 102 anos do PC do B no mesmo dia na capital baiana, apesar de já estar confirmada nas chamadas oficiais do PT. Ela é presidente licenciada da sigla.

O evento na Bahia foi realizado no largo do Pelourinho, no centro histórico de Salvador, havia cerca de 1.042 pessoas presentes, apesar da divulgação massiva.

Houve atos semelhantes em várias cidades pelo Brasil e no exterior, mas o de Salvador era para ser o que concentraria maior público. A expectativa do comando petista era de algo próximo a 10.000 pessoas. Só que a adesão dos militantes foi modesta, apesar de o PT governar a Bahia há 17 anos.

No 2º turno das eleições de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 70,73% dos votos válidos em Salvador (contra 29,27% de Jair Bolsonaro, do PL).

As manifestações do sábado começaram a ser planejadas dias depois do ato de 25 de fevereiro organizado por Bolsonaro na avenida Paulista, em São Paulo. O chamamento foi divulgado em massa nos canais de comunicação do PT, como o Telegram e o site oficial da sigla. Gleisi também fez convocações em suas redes sociais.

No ato de Bolsonaro na avenida Paulista, estiveram presentes cerca de 300 mil a 350 mil pessoas. Apesar de a esquerda ter desejado dar uma resposta aos bolsonaristas ao colocar seus apoiadores na rua, as manifestações do sábado, em Salvador e em outras cidades tiveram bem menos público.