
Da Assessoria
O Governo de Pernambuco, por meio de uma parceria entre as secretarias estaduais de Educação (SEE) e Saúde (SES) e o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe), já beneficiou mais de 3.200 estudantes, professores e servidores da Rede Estadual de Ensino com atendimentos oftalmológicos realizados pelo Projeto Boa Visão entre os meses de março e junho de 2026. No período, foram prescritos mais de 2.800 óculos corretivos, contribuindo para a melhoria da saúde ocular e do processo de aprendizagem dos estudantes pernambucanos.
Criado pela Lei Estadual nº 14.511, o Boa Visão atua na prevenção, identificação e correção de problemas visuais que podem impactar diretamente o desempenho escolar. O projeto começa com uma triagem realizada nas próprias escolas por professores e servidores capacitados. Os estudantes identificados com necessidade de acompanhamento são encaminhados para consultas oftalmológicas na rede estadual de saúde e, quando necessário, recebem óculos corretivos gratuitamente.
Atualmente, a iniciativa atende as 14 Gerências Regionais de Educação (GREs) e realiza cerca de 1.160 atendimentos por mês. Para o gerente de Projetos Especiais da SEE, Geovani Barbosa, o programa tem impacto direto no aprendizado dos estudantes. “Dentro do projeto, os estudantes melhoram seu desempenho no contexto da aprendizagem em sala de aula. Ficamos muito satisfeitos em ver esses jovens tendo a oportunidade de enxergar melhor por meio dos óculos entregues pelo Boa Visão”, destacou.
Desde março, mais de 100 escolas estaduais já foram contempladas pela iniciativa. Entre elas está a Escola Dom Ricardo Vilela, em Nazaré da Mata, onde estudantes dos anos finais do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) foram encaminhados para atendimento especializado na Unidade Pernambucana de Atendimento Especializado (Upae) Dr. José Nivaldo de Souza, em Limoeiro.
A estudante Rihanna Ferreira, do 8º ano do ensino fundamental, voltou a ser atendida pelo programa após receber seus primeiros óculos por meio do Boa Visão. “Foi uma experiência maravilhosa. Eu já usava óculos antes, mas parei porque eles quebraram e não tive a oportunidade de fazer um novo exame por causa do custo. Então é muito importante ter a oportunidade de receber novos óculos gratuitamente”, relatou.
Para o médico oftalmologista Helder Medeiros, que atua no projeto há cerca de dez anos, a iniciativa promove inclusão e transforma vidas. “Muitas vezes, a dificuldade de enxergar não é percebida como algo que impacta a vida daquela pessoa. Identificar esse problema e oferecer o tratamento adequado pode transformar a trajetória desses estudantes e melhorar significativamente sua qualidade de vida”, afirmou.



