Governo do Estado desmente que Priscila Krause tenha feito pagamentos a hospital de Garanhuns do qual seu esposo é sócio

Notas publicadas em blogs e discursos da oposição na Assembleia Legislativa levantaram nesta segunda-feira (22), suspeitas de que a vice-governadora Priscila Krause, no exercício do mandato em ausências da governadora Raquel Lyra, teria assinado liberações para pagamentos à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Garanhuns, que tem como sócio Jorge Branco Neto, esposo de Priscila. No final da tarde desta segunda-feira, porém, o Palácio do Campo das Princesas, desmentiu as informações através de nota enviada a imprensa, explicando que não há verdade na denúncia até porque todos os pagamentos da área de saúde são feitos e assinados pela secretária que é a ordenadora de despesas de sua pasta.

A nota diz ainda que o referido hospital faz parte do sistema complementar de saúde estadual há 53 anos e mantém contrato com o SUS há mais de 20 anos, “atuando em áreas de alta relevância para a saúde pública, como diálise, imagem, UTI e oncologia. Esses contratos, afirma a nota, se inserem em credenciamentos gerais do estado, e não em processos selecionados”.

Na Alepe o assunto repercutiu em pronunciamento do deputado estadual Rodrigo Farias aparteado por deputados da oposição e do Governo. Farias utilizou em seu discurso o mesmo material divulgado por alguns blogs, mas estendeu suas críticas a outras áreas da administração o que fizeram também os deputados Waldemar Borges e Sileno Guedes. O deputado governista Izaías Regis, natural de Garanhuns, foi contundente na defesa de Priscila e acusou os opositores que “querem tentar manchar a imagem de seriedade e probidade que ela tem”. Disse que todos os governadores fizeram pagamentos ao Hospital, inclusive Paulo Câmara, por ele ser complementar à rede de saúde estadual e ao SUS.

Veja a íntegra da nota do Governo do Estado:

O hospital mantém contrato com o SUS há mais de 20 anos, atuando em áreas de alta relevância para a saúde pública, como diálise, imagem, UTI e oncologia. Esses contratos se inserem em credenciamentos gerais do Estado, e não em processos direcionados.

A própria Assembleia Legislativa de Pernambuco solicitou acompanhamento ao TCE, que vem analisando os contratos e, até o momento, não encontrou qualquer irregularidade.

A execução financeira também segue a rotina administrativa normal: o pagamento de várias notas em até 15 dias é comum na Secretaria de Saúde, sobretudo por se tratar de serviços contínuos e essenciais. Esse ponto, inclusive, já foi explicado ao deputado Caio Albino em sessão da Alepe, na semana passada.

É importante reforçar: a governadora em exercício não atesta, não ordena nem realiza pagamentos na área da saúde. Todo o processo, do ateste à liquidação e pagamento, é feito pela Secretaria Estadual de Saúde, dentro da legalidade e da rotina técnica de gestão.
Em resumo, trata-se de um hospital parceiro histórico do SUS em Pernambuco, com papel estratégico para a população, contratos regulares e fiscalizados, e pagamentos feitos de acordo com a prática administrativa usual.