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Diante da perspectiva de desabastecimento do diesel prevista para o segundo semestre deste ano pelo Conselho de Administração da Petrobras, o governo Bolsonaro vem “girando em círculos” para prevenir que a crise dos combustíveis comprometa o ano eleitoral, é o que avalia o colunista do jornal “O Globo” Álvaro Gribel.
“O que o governo está tentando fazer agora é dar uma bolsa-caminhoneiro, um vale que teria um custo de R$ 1,5 bilhão – uma coisa que poderia ser acomodada no orçamento para que você consiga de novo empurrar esse problema até depois das eleições”, explica.
“Uma paralisação seria péssima para a tentativa de reeleição de Bolsonaro, mas não são muitas as opções que ele tem. A gente vive um problema de escassez do diesel e ele está tentando essa solução de dar uma bolsa no valor de cerca de R$ 400. [ O valor] poderia ser acomodado dentro do orçamento e dentro das regras fiscais que o Brasil tem – a lei de responsabilidade fiscal e também a regra do teto de gastos. Se fosse dar um subsídio muito grande, Bolsonaro ficaria preso por essas duas amarras que o país tem para tentar evitar que as contas públicas saiam totalmente do controle”.



