Governo sinaliza que não vai convocar cadastro reserva de auditores do trabalho

Placa dourada em relevo na parede branca de tijolos, com os dizeres MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO e MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, sob luz e sombras

O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) comunicou ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na semana passada, que não pretende autorizar a convocação dos aprovados no cadastro de reserva para o cargo de auditor-fiscal do trabalho. O comunicado ocorreu após o MTE enviar pedido formal de recomposição do seu quadro.

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que o Brasil possui aproximadamente 2,6 mil auditores fiscais do trabalho para fiscalizar cerca de 102 milhões de trabalhadores, uma média de 39 mil pessoas por profissional.

Entre os países sul-americanos analisados, apenas a Bolívia apresenta situação mais desfavorável. No ranking que reúne países da América do Sul e da OCDE, o Brasil ocupa a 16ª posição, à frente somente do país vizinho.

Em meio à discussão, o governo dos Estados Unidos anunciou na noite desta quinta-feira impor uma tarifa de até 12,5% sobre produtos brasileiros por uma suposta falha no combate ao trabalho forçado.

A taxa foi sugerida no mês passado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para o Brasil, a União Europeia e outros 58 países.