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Valor
O governo federal vai lançar uma nova seleção para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltada às modalidades Entidades e Rural. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pelo ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, durante a cerimônia de entrega de 1.876 unidades habitacionais do programa, no Palácio do Planalto.
De acordo com o ministro das Cidades, a nova etapa será lançada no dia 20 de agosto. “Serão 20 mil unidades para o Minha Casa, Minha Vida Entidades e 30 mil novas unidades para o Minha Casa, Minha Vida Rural”, afirmou.
Além disso, segundo Barbalho Filho, na próxima sexta-feira (08), o governo vai divulgar o resultado da seleção do MCMV para os municípios com menos de 50 mil habitantes. “Vamos divulgar o resultado da nossa seleção na próxima sexta-feira e anunciar 30 mil novas casas. Apenas hoje, presidente [Lula], estamos anunciando mais 80 mil unidades habitacionais do MCMV”, disse.
Após os anúncios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Brasil afirmou que o Brasil será uma nação verdadeiramente soberana quando o povo estiver com estabilidade, moradia e dignidade. Segundo ele, esse é um compromisso do seu governo, que ainda tem muita coisa para fazer nesse sentido.
“A gente só vai ser uma nação forte e soberana de verdade quando o nosso povo for soberano, quando tiver estabilidade, emprego, salário e uma casa”, disse. “Por isso é que eu tenho compromisso com o Minha Casa, Minha Vida. Não é nem um programa de governo, é quase que uma profissão de fé. Todo mundo tem o direito de ter uma casa. Isso está na Constituição”, completou o presidente da República.
As unidades do programa estão sendo entregues em seis cidades de diferentes regiões do país. No total, 7,5 mil pessoas vão receber as chaves da casa própria. As unidades habitacionais estão distribuídas entre Pojuca e Paulo Afonso (BA), Horizonte (CE), Açailândia (MA), Teresina (PI) e Chapada de Areia (TO).
O governo federal investiu R$ 187 milhões na construção dos empreendimentos entregues hoje, segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira. Os recursos, segundo ele, foram provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social e do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), com contrapartidas estaduais e municipais.
Durante a cerimônia, Vieira afirmou que a ação representa um avanço em dignidade e inclusão para milhares de famílias. “É um momento grandioso que leva dignidade e inclusão a mais de sete mil pessoas por meio das unidades financiadas por recursos do Fundo de Desenvolvimento Social e do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR)”, disse.
Na ocasião, Lula também comemorou a saída do Brasil do Mapa da Fome e criticou as gestões anteriores ao seu governo, afirmando que houve retrocesso no combate à insegurança alimentar.
“Em 2014, nós acabamos com a fome no Brasil. Deram um golpe na [ex-presidente] Dilma. E, 15 anos depois, quando eu voltei, já tinha 33 milhões de famílias passando fome outra vez”, afirmou. “Significa que o esforço que nós fizemos foi praticamente jogado fora pelos governos que vieram depois da Dilma”, disse Lula.



