Guardas Municipais do Recife passarão a atuar armados a partir de 2026

A Guarda Municipal do Recife passará a contar com agentes armados em suas ações de segurança a partir do próximo ano. A medida, anunciada pela Prefeitura do Recife, prevê que pelo menos 250 guardas municipais estejam aptos a portar armas de fogo após concluírem o treinamento obrigatório.

Atualmente, os guardas municipais atuam na proteção do patrimônio público, como praças, parques e prédios municipais, utilizando cassetetes, algemas e coletes balísticos. A iniciativa marca uma mudança significativa na forma de atuação da corporação e tem gerado opiniões divididas entre especialistas e a população.

De acordo com o regulamento publicado no Diário Oficial do Recife, os guardas municipais só poderão portar armas após concluir o treinamento exigido até o primeiro semestre de 2026. A capacitação será conduzida por instrutores contratados pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança Cidadã, devidamente credenciados pela Polícia Federal.

Ainda segundo o documento, as armas serão utilizadas apenas durante o expediente e deverão ser devolvidas à armaria do município ao final de cada turno, seguindo protocolos de controle e segurança.

Uma das principais medidas de transparência do novo regulamento é a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais pelos guardas armados. O objetivo é garantir segurança tanto para os agentes quanto para os cidadãos, além de registrar as ocorrências e reforçar a fiscalização das ações de campo.

Para especialistas em segurança pública, o uso de armas por guardas municipais pode aumentar o poder de dissuasão contra criminosos, especialmente em áreas de alto fluxo de pessoas. No entanto, também há preocupação com o risco de incidentes decorrentes do uso inadequado de armas de fogo.

“É fundamental que o treinamento vá além do manejo da arma. É preciso incluir controle emocional, técnicas de mediação de conflito e integração com outras forças de segurança”, avalia um especialista.

A Prefeitura destaca que a Guarda Municipal atuará de forma integrada com a Polícia Militar e a Polícia Civil, priorizando ações preventivas e de apoio. A expectativa é que a medida reforce a sensação de segurança em espaços públicos, sem comprometer o caráter comunitário da corporação.