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Por Lauro Jardim/O Globo
Na disputa que se desenha pela presidência do PT o fato mais notável é o racha pesado da Construindo um Novo Brasil (CNB), a principal corrente do partido, majoritária na direção nacional e na maioria dos diretórios estaduais.
De um lado, Edinho Silva, com o apoio de Lula, José Dirceu, Fernando Haddad, Luiz Marinho e Alexandre Padilha; do outro, José Guimarães, candidato de Gleisi Hoffmann e do que seria o “grupo nordestino”, que, apesar do nome, não conta com o apoio de Jaques Wagner e Camilo Santana.
A propósito da discussão sobre uma possível antecipação do calendário para a escolha do novo presidente do PT, inicialmente previstas para maio: foi o próprio Lula que entrou publicamente no assunto na reunião que comandou no dia seguinte ao primeiro turno.
No encontro, lá pelas tantas, Lula perguntou a Gleisi:
— Por que a eleição tem que ser no meio do ano? Não dá para antecipar?



