Idade é só um número, diz deputado federal de 21 anos mais votado do Amazonas

Amom Mandel (Cidadania)

O deputado federal eleito Amom Mandel (Cidadania), de 21 anos, o mais votado do Estado do Amazonas, chegará a Câmara dos Deputados como um dos deputados federais mais jovens da nova legislatura. Para ele, idade é só “um número” e um possível “preconceito” de deputados mais velhos.

Eleito em 2020 como vereador de Manaus (AM) aos 19 anos, Mandel diz que também enfrentou questionamentos por sua idade, mas que foi um dos mais produtivos representantes do legislativo da capital amazonense.

“O preconceito sempre é rompido com base na quebra de expectativa. E se hoje, congressistas podem ter um preconceito em relação a minha idade, com toda certeza terão uma quebra de expectativa quando tiverem contato com o trabalho que nós fazemos“, fala o congressista eleito.

O deputado federal eleito mais jovem é Ícaro de Valmir (PL-SE), que é meses mais novo e também tem 21 anos. Além dele, Lula da Fonte (PP-PE), tem 21, mas assim como Amom Mandel é meses mais velho.

Sobre os mais de 288 mil votos que recebeu, Mandel afirma que foi uma surpresa positiva. “Tivemos quase 25% dos votos da população da capital amazonense“, diz.

O deputado eleito disse que sua principal bandeira na Câmara é o desenvolvimento sustentável, principalmente voltado para o seu Estado. Mandel também afirmou que fará um trabalho duro de fiscalização das ações do Executivo e da própria Câmara, como o que realiza em Manaus.

Empresário e ativista, o congressista eleito disse que fará um mandato independente, seja Jair Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  o novo presidente.

Sobre a Zona Franca de Manaus, Mandel disse que o parque industrial é uma ferramenta para proteger a floresta amazônica e que vai defendê-la.

“A presença das indústrias acaba prevenindo de outros tipos de atividades econômicas que seriam maléficas para a nossa região e consequentemente para todo o Brasil e para o mundo“, afirma.

Defensor das instituições que representam os povos indígenas, o deputado eleito pretende defender que eles sejam mais ouvidos e recebam maior atenção.

“Eu espero que as decisões sejam mais justas tanto no STF quanto no Congresso Nacional“, falou.