Jaques Wagner quebra silêncio, após novas revelações de envolvimento dele no caso Master

Homem idoso de pele clara, cabelos e barba brancos, com expressão séria, usando terno xadrez escuro e gravata clara, em ambiente interno

Dois dia após o ministro André Mendonça, do STF, retirar o sigilo da decisão que autorizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero contra Jaques Wagner, o senador do PT afirmou que provará sua inocência nas investigações sobre ele no contexto das fraudes bilionárias do Banco Master.

Em entrevista à Rádio Baiana FM, Jaques disse estar tranquilo e que seu foco está voltado para as eleições de outubro.

“O inquérito evidentemente demora um tempo. Agora, estou de olho na eleição, temos dois meses para ela acontecer, e sábado vai ser a nossa convenção com a presença do Lula”, explicou o parlamentar baiano, que deixou a liderança do governo no Senado após a operação.

O petista lembrou que episódio semelhante ocorreu em 2018, também em ano eleitoral, quando foi candidato ao Senado pela primeira vez. “Na época, era sobre a Fonte Nova. Abriram o inquérito, fizeram aquele barulho e, depois, eu não fui nem indiciado. Foi arquivado o processo, mas é óbvio que fica o prejuízo”.

Na entrevista, Jaques citou o próprio magistrado, que afirmou que a investigação pode confirmar ou afastar hipóteses investigativas.

“A Polícia Federal que faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, o Ministério Público avalie e o magistrado vai julgar. Como diz o presidente Lula, ‘Galego, só quem sabe o que você fez é você mesmo’, eu sei o que eu fiz e estou tranquilo”, concluiu.