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UOL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, será afastado do cargo se o indiciamento da Polícia Federal for aceito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Lula disse, inclusive, que já teve essa conversa com ele.
“Há um pedido de indiciamento da Polícia Federal [contra o Juscelino], que tem que ser aceito. Como eu já fui vítima de difamação e não tive direito à presunção de inocência, eu falei para ele: ‘a verdade só você sabe. Se o procurador indiciar você, aí tem que mudar de oposição. Enquanto não houver indiciamento você continua como ministro’. Se for aceito ele vai ser afastado”, afirmou.
O presidente disse ainda que, caso o ministro seja indiciado, irá se reunir com o União Brasil, partido de Juscelino, para traçar os próximos passos. “Tudo isso faz parte do jogo político e eu tenho que conversar [com os partidos]”, declarou Lula.
Ele também defendeu a aliança e disse que o partido tem garantido ao Executivo os votos necessários em matérias mais importantes. “Essa aliança [com União Brasil] está me permitindo governar o Brasil, não do jeito que eu queria. Se eu tivesse 300 e poucos deputados meus seria muito mais fácil”, afirmou durante a entrevista.
Lula voltou a dizer, no entanto, que o governo não perdeu “nada importante” no Congresso. “Nós aprovamos uma política tributária que está há 40 anos para votar”, disse.



