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A cerca de dois meses do início oficial do período eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda enfrentam desafios para a formação de palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país.
São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.
Do lado do presidente Lula, a campanha precisa resolver impasses em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, e trabalhar para viabilizar o palanque duplo em Pernambuco.
Já Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para fechar palanques na Bahia, em Pernambuco e no Ceará, estados onde Lula é forte e teve 72%, 67% e 70% dos votos em 2022, respectivamente.
Veja abaixo como está o cenário nos oito maiores colégios eleitorais:
- São Paulo;
- Minas Gerais;
- Rio de Janeiro;
- Bahia;
- Paraná;
- Rio Grande do Sul;
- Pernambuco;
- Ceará.
Pernambuco
Em Pernambuco, que conta com 7,2 milhões de eleitores, Lula pretende ter um palanque duplo com os dois favoritos na disputa do governo: a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
A ideia é repetir a foto do carnaval deste ano quando, durante o Galo da Madrugada no Recife, Lula teve Raquel de um lado e João do outro.
Presidente nacional do PSB, partido que está na chapa presidencial de Lula com Geraldo Alckmin, João Campos é o candidato natural do presidente em Pernambuco, mas a campanha também quer o apoio de Raquel Lyra para fortalecer o palanque e dialogar com o eleitor de centro.
A última pesquisa Datafolha mostrou, pela primeira vez, Raquel à frente de João. Em uma eleição polarizada por políticos que têm boa relação, Lula não quer que a disputa contamine seu palanque no estado.
Publicamente, Raquel diz que tem recebido apoio do governo federal durante todo seu mandato, mas ainda não declarou apoio a Lula.
Há uma avaliação na campanha de Lula de que a chapa de João Campos, com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) concorrendo ao Senado, “prega para convertidos”.
Por outro lado, Raquel levou o deputado federal Tulio Gadelha para o PSD e deve ter o também deputado Eduardo da Fonte (PP) como candidato ao Senado, em uma composição política mais abrangente.
Do lado de Flávio Bolsonaro, há dificuldade em construir um palanque em Pernambuco. O vereador do Recife, Eduardo Moura (Novo), desistiu de ser candidato ao governo e irá concorrer a deputado federal.
Isso deixa a disputa sem um candidato de direita e transforma o deputado Mendonça Filho (PL), como principal cabo eleitoral do grupo.



