Mais de 5,6 mil animais já foram retirados das rodovias federais em Pernambuco em 2026

Mais de 5,6 mil animais foram retirados das rodovias federais de Pernambuco entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No mesmo período, 94 animais foram encontrados mortos por atropelamento.

A presença de bichos nas pistas também representa um risco para motoristas e passageiros. No mesmo período foram registrados 57 sinistros de trânsito envolvendo animais, com 61 pessoas feridas e sete mortes.

O número de animais retirados das rodovias nos nove primeiros meses de 2026 chegou a 5.680, contra 4.624 no mesmo período de 2025, um aumento de 22,8%. A quantidade inclui animais recolhidos vivos e mortos. Já o número de animais encontrados mortos nas rodovias federais pernambucanas foi de 230 em todo o ano de 2025. De janeiro a setembro deste ano, foram 94 registros.

A PRF também contabiliza os sinistros de trânsito envolvendo animais e, entre janeiro e setembro de 2025, foram 76 ocorrências, com 108 pessoas feridas e oito mortes humanas. No mesmo intervalo deste ano, os registros caíram para 57 sinistros, 61 feridos e sete mortes. A redução foi de 25% nas ocorrências, de 43,5% no número de feridos e de 12,5% nas mortes.

A corporação esclarece que não dispõe de um dado específico sobre quantos animais atropelados sobrevivem. Alguns fogem do local após a colisão, o que dificulta a contabilização.

BR-232 concentra mais ocorrências

Entre as rodovias federais de Pernambuco, a BR-232 liderou o número de sinistros envolvendo animais em 2026, com 21 registros entre janeiro e setembro. Em seguida aparecem a BR-101, com 14, e a BR-428, com oito.

Segundo a PRF, os animais encontrados com maior frequência nas pistas são cavalos, bovinos, bodes e asininos, como burros e jumentos. A presença de animais de grande porte pode provocar colisões com consequências graves para os ocupantes dos veículos e para os próprios bichos.

A corporação atribui esse tipo de ocorrência a uma combinação de fatores, entre eles a velocidade dos veículos, a ausência de estruturas adequadas de proteção e de passagens de fauna, problemas de sinalização e a circulação de animais deixados soltos por seus proprietários.

A fiscalização ocorre por meio de rondas regulares, denúncias de motoristas e operações específicas. A PRF também firma acordos de cooperação técnica com prefeituras para ampliar o recolhimento e a guarda dos animais em abrigos, onde recebem alimentação e cuidados veterinários até que os responsáveis sejam localizados. A identificação pode ocorrer por marcas dos criadores ou pela proximidade de propriedades rurais.

Janeiro foi o mês com mais registros de sinistros envolvendo animais em 2026, com 17 ocorrências, segundo a corporação. Abril, junho e julho tiveram sete registros cada.