
O senador Humberto Costa tem pensamento parecido “isso pode se dar não só em função da eleição estadual, que vai ser sim muito disputada, como da eleição para presidente que também vai ser polarizada”. Ele acredita que o presidente Lula deve ajudar a eleger um dos dois senadores pernambucanos e o outro pode vir da banda adversária, com alguém de centro ou mesmo de direita.
Humberto e a polarização nacional
Para ele, “diante de um cenário tão confuso como o atual, o presidente terá peso na escolha do senador – lembra o caso de Teresa Leitão que se elegeu em 2022 na chapa do PSB quando o candidato a governador Danilo Cabral ficou em quarto lugar – assim como pode acontecer de um candidato a governador se distanciar do outro ao ponto de ajudar os nomes para o Senado. Hoje certamente a perspectiva em relação aos candidatos a governador é mais de equilíbrio”, afirma.
Segundo Humberto, também é preciso levar em consideração “que por muito tempo as pessoas viam os senadores como auxiliares dos governadores. Hoje não é mais assim, a pandemia ajudou a população a perceber que é importante considerar a figura do senador, que ele tem opiniões próprias e que pode ajudar o estado e o país, independente de ter ou não ter sido eleito ao lado do governador que venceu a eleição.”
Marília e Dueire
A ex-deputada federal Marília Arraes acha que é possível eleger em 2026 um senador mais à esquerda e outro mais à direita : “além dos dois lados estarem dispostos a aumentar suas bancadas no Senado, o que pode levar a disputa para senador a ser vinculada a uma campanha nacional, a questão estadual também pode interferir nisso”.
O senador Fernando Dueire acredita que “como a campanha para governador vai ser muito disputada e competitiva, há reais chances dos senadores serem de lados distintos”.
“A gente pode observar que os governadores que elegeram dois senadores venceram as eleições com muita folga. Agora, há que se considerar que eleição é um processo vivo, o que se vê hoje pode se apresentar de modo diferente amanhã, de forma que é cedo para se pensar em um quadro definitivo”, diz.
De qualquer forma, observa-se entre os candidatos ao Senado uma incerteza tal que eles estão se falando, independente dos palanques onde pretendem ou desejam subir. Acompanham com a mesma desenvoltura os passos de Raquel e João Campos. Esta semana o que mais comentaram foi o resultado da eleição no MDB e o que pode se ter a partir dela. A conclusão principal é de que João Campos ganhou o primeiro round, cabendo a Raquel mostrar força no segundo que ninguém sabe qual vai ser.



