Mesmo com PSD e PSB empatados, maioria da Alepe será aliada de Raquel Lyra

A definição das 49 vagas da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no último domingo (04) terminou com um empate no topo entre governistas e opositores. O PSD da governadora Raquel Lyra e o PSB do ex-prefeito João Campos elegeram nove deputados estaduais cada um para a próxima legislatura.

Apesar disso, a governadora reeleita terá vantagem entre os deputados estaduais, com uma vantagem de seis parlamentares. No total, são 27 parlamentares alinhados com Raquel Lyra, 19 ligados ao palanque socialista e três que não divulgaram alinhamento ao longo da campanha.

O resultado manteve o tamanho da bancada que o PSD havia formado durante a janela partidária, quando o partido saiu do zero para nove cadeiras na Casa, já o PSB teve uma recuperação em relação ao período de trocas partidárias. A legenda havia caído de 14 para sete parlamentares em abril e agora garantiu nove vagas a partir do resultado das urnas.

Mesmo com a manutenção do PSD, a atual líder do Governo, Socorro Pimentel (PSD), acabou não se reelegendo, o que abrirá espaço para uma nova direção na base de Raquel Lyra.

O bloco de Raquel Lyra também recebe dissidências em siglas da oposição. O deputado João Paulo (PT) manteve posicionamento favorável à governadora, em sentido contrário à direção partidária.

No PV, que integra a federação de esquerda, João de Nadegi e Joaquim Lira continuam na base governista, e Lara Santana tende a acompanhar o alinhamento de seu grupo político em Ipojuca, que na reta final apoio a reeleição da governadora.

A composição das forças na Alepe depende também dos partidos aliados. O Progressistas (PP) teve recuo de dez deputados na janela para sete eleitos neste pleito, mas houve uma votação do Podemos com seis cadeiras, com Gilson Machado Filho e Gustavo Gouveia entre as cinco maiores votações do estado.

Já o bloco de João Campos reúne os nove deputados do PSB, além de quatro nomes da bancada do PT e a vitória de Vini Castello (PCdoB). O palanque socialista agrega também o deputado Jobson Almeida (Republicanos), os dois eleitos pelo MDB, o presidente da Alepe, Álvaro Porto, e Emerson Freitas, além de Fabrizio Ferraz (Podemos), um dissidente no partido de Marcelo Gouveia.

O Partido Liberal (PL) elegeu três parlamentares com o retorno de André Ferreira, o MDB ficou com duas vagas, e o União Brasil, o Republicanos, o Partido Novo e o Avante elegeram um deputado estadual cada.

Três deputados mantiveram postura de distanciamento das duas principais candidaturas: Coronel Alberto Feitosa (PL), crítico frequente de Raquel Lyra que evitou endosso à disputa estadual, Abimael Santos (PL), que não fez declarações de voto, e a Delegada Gleide Ângelo (Progressistas), que migrou do PSB para o PP sem formalizar alinhamento ao Palácio do Campo das Princesas.