Ministério vai disponibilizar com ‘boa vontade’ dados a CPI do INSS

Um homem de cabelo escuro e liso, usando óculos de armação amarela e um terno azul, está falando em um microfone. Ele gesticula com a mão direita enquanto se expressa. Ao fundo, há uma pessoa com cabelo grisalho, mas não é possível ver seu rosto claramente. O ambiente parece ser uma sala de conferências ou uma audiência.

O Ministério da Previdência vai disponibilizar “de boa vontade” os dados requeridos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai apurar as fraudes nos descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirma o ministro da pasta, Wolney Queiroz.

“Estou preparando o Ministério e o INSS para fornecer todos os dados de forma ágil e transparente à CPI”, diz Wolney. “Isso é um dever constitucional e institucional. Mas podia ser feito com má vontade. Então será feito com boa vontade”.

A CPI deve ser instalada nesta semana, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na última sexta-feira (15), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) como relator da comissão, que terá o senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente.

O objetivo da CPI mista, que reúne senadores e deputados, é apurar os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social, escândalo que abalou a avaliação de Lula (PT) e derrubou o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, em maio. A comissão funcionará por 180 dias (seis meses) e o fim dos trabalhos está previsto para o início de 2026, ano eleitoral.