Ministras de Lula tentam resistir ao avanço do centrão no governo

https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2023/07/whatsapp-image-2023-07-24-at-09.53.10.webp?w=924&h=615&crop=1

No centro de diferentes disputas no governo, Lula deve consumar a reforma ministerial anunciada para acomodar o centrão na Esplanada apenas na próxima semana, segundo auxiliares próximos.

Desde que o “casamento” com os partidos que apoiaram Jair Bolsonaro no passado foi anunciado, muitas especulações sobre demissões de ministros surgiram. A maioria dessas “quedas anunciadas” envolvia pastas comandadas por mulheres no governo.

A acomodação dos aliados de Arthur Lira poderia envolver, por exemplo, as pastas do Esporte, Ciência e Tecnologia, Mulheres… Diante desse movimento, a ala feminina do governo se uniu para conquistar apoio político e evitar que Lula diminua a presença feminina no primeiro escalão.

Nesta segunda, não passou batido aos líderes do Congresso, o retrato de Lula com ministras e auxiliares no Alvorada, durante o jogo da Seleção feminina do Brasil na Copa do Mundo. Além das ministras citadas nas especulações por cargos, estava lá a chefe da Caixa, Rita Serrano, que pode deixar o cargo por força do próprio PT, descontente com seu trabalho no banco.

Com o apoio de Janja, a ala feminina tenta mostrar a Lula e seus aliados que seria um desgaste desnecessário ao governo a demissão de mulheres para abrigar os deputados do centrão. O movimento tem dado resultado, ainda que o jogo só seja definido na volta do recesso. “Elas estão mais protegidas que a maioria, sim, mas não dá para cravar nada ainda”, diz um auxiliar palaciano.